Viagem ao Japão – Dia 9

Roteiro e Sugestões do 9º Dia de Viagem no Japão

Nikko

O nono dia em Tóquio era um dia livre, contudo nós escolhemos uma viagem extra para usufruir neste dia, visitar Nikko. Numa viagem com cerca de 3 horas de autocarro até ao destino, Nikko é uma cidade a norte de Tóquio, nas montanhas. Conhecido local pelos seus templos detalhados. A viagem foi longa mas valeu totalmente a pena, conhecemos a natureza e a espiritualidade do local.

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Queda de água Kegon

Uma verdadeira surpresa. Esta queda de água tem cerca de 100 metros de altura e foi das coisas mais surpreendentes que já assisti na minha vida. Podemos ver de cima a queda de água, mas a vista é mais fantástica quando descemos o elevador de 100 andares. A entrada é de 550 yens. Já que estamos no local devemos visitar. Quando as portas do elevador se abriram e chegamos ao fundo, foi um frio enorme que sentimos. O barulho da água a cair era mais intenso. Lá no local havia uma plataforma com escadas para tirarmos fotos à vontade e apreciarmos a fantástica vista. Esta é das cataratas mais belas do Japão.

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Lago Chuzenji

A queda’água em Kegon desagua no Lago Chuzenji. Local que visitamos de seguida. Depois do ruído da pressão da água, neste local encontramos o sossego. Um recanto pacífico e quase escondido que perfeito para respirar e pensar. Neste local é também espaço do Templo Chuzenji (que não visitamos). Este foi espaço para fotos engraçadas.

Templo Nikko Toshogu

Este é santuário dedicado a Tokugawa Ieyasu, o fundador e o primeiro shogun do regime Tokugawa. Construído em 1617 por Tokugawa Ieyasu como um lugar de descanso, o santuário possui um longo caminho cercado por cedros que se estende por 37 quilómetros. O que mais fascina neste local é o fantástico detalhe em madeira de situações filosóficas e religiosas talhadas em prata e ouro. Dizem que mais de 15.000 artesãos deixaram sua marca nesta estrutura. Este é local que podemos apreciar a fantástica escultura dos macacos: não ver, não falar e não ouvir. O santuário e suas imediações foram registados como Património da Humanidade em 1999 e é uma parada obrigatória para quem visita Nikko. A entrada no santuário é de 1,300yen. Este é um espaço enorme com muita história. Outros factos curiosos é que neste mesmo local podemos ouvir o cantar do dragão. Um dragão pintado no tecto canta ao som do tambor, é mesmo impressionante como tal acontece. Além disso podemos pedir aos deuses do nosso signo em chinês para dar sorte durante o ano. Após uma escadaria de 200 degraus encontramos o túmulo de Ieyasu, fundador do Shounato Tokugawa.

Karaoke

De regresso a Tóquio, chegamos quase no final do dia, por isso ainda conseguimos visitar as ruas desta gigantesca cidade, mais uma vez. No Japão sê japonês e como melhor maneira de o ser do que ao cantar karaoke? Uma curiosidade minha de assistir aos animes é das salas individuais de karaoke que podem ser utilizadas por grupos também. Decidi experimentar. Aquilo é mesmo divertido, apesar de não perceber bem como o programa funciona, a acústica é excelente. Existem várias opções, nós escolhemos a mais barata que foi de 20 minutos, quanto mais tempo mais encarece. Passa mesmo muito rápido e quando faltarem 10 minutos aparece um guarda à porta para indicar que o tempo está quase no limite. Podemos encontrar vários franchise de empresas de Karaoke, encontramos por todo o lado. Achei um pouco caro para o que realmente é, mas é uma experiência diferente e por isso mesmo gosto de visitar outros países.

Harajuku

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Para o final da noite visitamos a zona mais frequentada pelos jovens locais. Harajuku dita as tendências mais cool da juventude. Lojas de roupas e comidas extravagantes é possível encontrar aqui, mesmo pessoas com um estilo muito alternativo. Produtos Kawaii, e looks mais góticos podem ser comprados por aqui. Mesmo a nível de comida é por aqui que se encontra os conhecidos algodão doce arco-íris gigantes. Atenção visitem este espaço antes das 21 horas, pois as lojas fecham cedo.

O próximo dia foi o último do Japão e depois já estávamos de regresso a casa. Mas ainda visitamos mais um local. Queres saber qual foi?

Viagem ao Japão – Dia 7

Roteiro de Viagem 7º Dia no Japão

No sétimo dia no Japão ficamos hospedados em Hakone. Um local nos subúrbios de Tóquio e onde estivemos mais próximos do Monte Fuji. Este foi um dia dedicado a conhecer a cidade e a história deste local. Mas primeiro começamos com um passeio de barco.

Hakone

Isso mesmo, logo pela manhã apanhamos um barco num porto local e atravessamos o Lago Ashi. O lago é enorme e a viagem foi tranquila. Tivemos sorte o dia estava de sol e a viagem não demorou muito (cerca de 40 minutos). Subimos logo ao topo do barco com três andares para apreciar a vista e ainda conseguimos outro plano para uma foto ao Monte Fuji (novamente sorte, pois o céu estava quase sem nuvens).

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Hakone-jinja

Em Hakone visitamos o conhecido santuário Hakone-jinja. Conhecido maioritariamente pelo seu toori flutuante (mas já vamos chegar aí). Este é um local de culto na montanha. Diz-se que os deuses habitavam lá junto ao lago Ashi, por isso encontra-se vários santuários no redor do lago. Hakone-jinja foi construído em 757, tendo sido criado como uma revelação. Muita boa sorte nomeadamente para o casamento e bom parto podem ser encontrados por ali. Ao subir a escadaria ficamos encantados com a beleza do espaço após chegarmos ao grande toori vermelho e ao santuário principal. Durante o fim-de-semana é normal encontrar-mos noivos a casarem-se ao estilo japonês.

Mas o que é mesmo referência do local é o toori vermelho flutuante que tem o nome de Porta da Paz. O acesso é fácil de lá chegar e é apenas necessário descer o circuito. Espaço conhecido para tirar belas fotos, tem logo uma enorme fila para conseguirmos a tal foto. Depois de 20 minutos a esperar lá tivemos a nossa oportunidade e uma excelente recordação, pois este toori é mesmo o mais lindo que conhecemos.

Museu de ar livre de Hakone

Depois de visitarmos Hakone-jinja fomos de autocarro até ao famoso Museu de ar livre de Hakone. Inaugurado em 1969 foi o primeiro museu ao ar livre no Japão, e o maior. Excelente meio para aproveitarmos o contacto com a natureza. Os jardins exuberantes fazem vista pelas montanhas de Hakone. Nos jardins conhecemos 120 obras contemporâneas. Além da arte moderna que facilmente conseguimos gostar, (falo por mim que sempre que vou a Serralves fico sem perceber o significado) está em exibição uma galeria apenas com obras de Picasso, são cerca de 300 peças. O museu é uma caminhada interessante de descoberta onde até as crianças se podem divertir. A entrada custa 1600 yens (13 euros). Se forem com tempo visitar o museu completo demora aproximadamente 3 horas, no entanto existem três rotas: Rota das Crianças, Rota para Dias de Chuva, Rota Rápida, para facilitar o percurso.

Almoçamos neste museu. Com um restaurante de serviço buffet, foi o local que comida mais ocidental comemos. Tinha tudo excelente aspecto e até repeti, o melhor foi a fonte de chocolate que podemos molhar em gomas e no gelado.

Durante a tarde viajamos durante 1h30 minutos até Tóquio, o nosso destino final da viagem.

Tóquio

Chegamos à fantástica cidade de Tóquio ao final da tarde. Mas a curiosidade de conhecer e aproveitar esta imensa cidade era tanta que deixamos logo as malas no hotel, New Otani Garden Tower Tóquio (que hotel enorme, perdi-me mesmo por lá) e apanhamos o metro até ao centro da capital. Depois de conhecermos um Japão mais rural, o choque com a cidade pura é enorme são milhares de pessoas de um lado para o outro, a confusão é geral, mas é uma sensação inexplicável. Saímos na estação de Shibuya, conhecida pela sua gigantesca passadeira em várias direcções, é mesmo de outro mundo, mas antes ainda foi visitar a estátua de Hachiko, o cão que quase durante uma década esperava o seu dono na estação, mesmo após a sua morte. No local existe uma estátua em homenagem ao cachorro e à sua história.

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Big city – Tóquio

 Este foi um dia para explorar, sem plano. As ruas estão recheadas de cor e muita luz. Existem shoppings em todas as esquinas com vários andares de altura. Subimos ao último andar de um edifício e pela janela as pessoas parecem formigas a circular em várias direcções.

O jantar foi dos pontos mais altos do dia. Escolhemos provar a famosa carne japonesa, o bife kobe. Considerada como uma iguaria gastronómica de luxo, esta carne de vaca é especial. Para manter o seu sabor marmorizado entre a carne e gordura, as vacas não passam por momento nenhum de stress na sua vida. Ouvem música clássica, são mantidas com mantas térmicas no inverno, tem replentes contra os insectos, e são bem alimentadas com grão e cerveja (para conseguirem ter mais apetite), além disso recebem massagens para relaxar. O seu tratamento reflecte-se na sua excelente carne. São restaurantes próprios que fornecem este tipo de refeição, servem-se quase como a picanha, onde o cliente é que grelha a sua própria carne. Para acompanhar um chá verde e legumes banhados num molho apetitoso. No final ainda conhecemos um pouco da noite de Tóquio onde estava calor e com muitas pessoas na rua.

Não percam o próximo episódio, porque nós também não.

Viagem ao Japão – Dia 6

Sugestão de Roteiro de Viagem 6º Dia no Japão

De manhã acordamos cedo para voltarmos a conhecer um Japão rural, com pequenas aldeias muito tradicionais, mas repletas de História. A nossa primeira paragem foi Tsumago. Quando saímos à rua choveu bastante.

Tsumago

Esta é a melhor aldeia preservado do Japão do tempo Edo. O seu ambiente está mesmo recriado à época e facilmente sentimos como se estivéssemos perdidos no tempo. Esta era uma aldeia de passagem para os viajantes. Mantinha em stock comida, dormidas, ryokan e cavalos.  Esta aldeia não tem ainda tantos turistas como Shirakawago e por isso pode ser visitada sem pressas e com mais reconhecimento. Neste local experimentamos os famosos pãezinhos recheados, um doce tradicional da região.

Museu Magome Waki-Honjin (casa Samurai)

A 15 minutos de Tsumago visitamos o Museu Magome Waki-Honjin. Ainda sobre o Japão Antigo, temos um alojamento luxuoso construído principalmente para os oficiais do  governo que viajavam e samurais. Actualmente foi reconstruído e transformou-se num museu que pode ser visitado. Como este era um local de passagem entre Quioto e Tóquio, serviu para o descanso dos viajantes. Muitos senhores feudais utilizaram e até recebeu uma curta visita do próprio Imperador Meiji em 1880, quando escoltou a Princesa Kazunomiya para um casamento arranjado. O preço de entrada é de 600Yen e vale totalmente conhecer este monumento histórico. Neste museu conhecemos o espaço e jardins adjacentes, assim como viviam as pessoas daquele tempo a mesmo as regras para nos sentarmos à fogueira. O museu é grande e ainda conseguimos conhecer a História japonesa.

Almoçamos numa área de serviço local, pois seguir teríamos de apanhar o comboio-bala para o nosso próximo destino nas montanhas do Japão.

Comboio-Bala

Durante a tarde apanhamos o famoso Comboio-Bala. Tal como dizem é mesmo rápido e não se atrasa de maneira nenhuma. Temos apenas 2 minutos para entrar e é necessário antes do comboio chegar mantermos-nos em filas indianas para evitar confusões. Andamos no comboio JR Super-expresso aproximadamente 300km/h. Super confortáveis os comboios e totalmente espaçosos. Em cerca de uma hora chegávamos a Nagoya. Contudo admito que não gostei muito da viagem foi muito rápido e senti-me desconfortável. As imagens da paisagem eram muito rápidas para o meu cérebro acompanhar. Mas conseguimos uma surpresa. Como passamos pelo Monte Fuji, mereceu logo uma fotografia, o que nem sempre é fácil devido ao tempo nublado. Tivemos sorte mesmo. Ali está ele na foto abaixo.

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Paisagem do comboio bala. Tivemos sorte e conseguimos uma imagem do Monte Fuji.

Hakone

Neste dia perdemos mais tempo em transportes. Depois da chegada à estação de comboio, fomos de autocarro até ao hotel. O hotel ficava em Hakone, e para lá chegarmos subimos à montanha. Como neste dia era domingo, apanhamos algum trânsito para chegar ao hotel. Isto porque, segundo a guia, os japoneses que vivem em cidades como Tóquio, durante o fim-de-semana viajam até ao meio mais sossegado e rural para descansar. Aproveitam as termas e o contacto com a natureza, algo que durante o dia-a-dia não estão habituados. Daí mais pessoas na estrada. Chegamos ao hotel e fomos logo descansar também. Com um banho no ryokan (este não era tão bonito como o do dia anterior), mas totalmente relaxante na mesma. Depois o hotel tinha um jantar preparado para nós, tipicamente japonês. Vestimos-nos a rigor com yukatas e jantamos sem perceber muito bem o que estávamos a comer. Mas estava tudo delicioso e bem bonito. Já repararam como os japoneses embelezam o prato?

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Jantamos como japoneses e japonesas.

Este foi um dia relaxante também na zona mais calma do Japão. Brevemente estávamos quase a conhecer a azafama da cidade. Na próximo dia conhecemos Tóquio.

Não percam os próximos episódios, porque nós também não. 

Viagem ao Japão – Dia 5

Sugestões de Roteiro da minha Viagem ao Japão 5º Dia.

Ainda continuando no ambiente mais rural do Japão, e ainda em Quioto. Logo de manhã, após o pequeno-almoço entramos no autocarro e rumamos ao nosso próximo destino: Shirakawago. O tempo estava a pedir chuva, mas a temperatura continuava quente.

Shirakawago

Esta pequena aldeia, agora um pouco mais turística, foi uma verdadeira surpresa. Shirakawago fica numa montanha e é conhecida pelas suas casas típicas. As chamadas  gasshoku, são construídas inteiramente em madeira e o telhado é composto por plantas de arroz, onde são trocadas em cada cinco anos. Esta aldeia já é considerada Património Mundial da Humanidade.  Shirakawago localiza-se a uma hora de Takayama e perto dos Alpes japoneses. Eu visitei durante o verão, onde o verde é cor predominante, mas no Inverno com a neve fica uma paisagem lindíssima.

Rapidamente visitamos esta aldeia, mas ficamos fascinados com a paisagem breath-taking do local.  Fiquei surpreendida em conhecer esta aldeia. Podemos atravessar uma longa ponte em cimento que abana facilmente, um pouco vertiginoso. No final saímos de lá com a cabeça a andar à roda. Depois de muitas fotos às casas, e campos de arroz de ocupam grande área do local, subimos ao monte mais alto para uma fotografia panorâmica. O caminho pode ser a pique, mas vale totalmente a pena. Lá em cima tem um pequeno café e fotógrafos se quiseres comprar uma foto mais profissional. Depois chegou a hora do almoço e almoçamos como verdadeiros japoneses.

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Nos campos de arroz. Como podem ver na imagem o verde é a cor predominante.

Num restaurante típico onde foi necessário tirar os sapatos e comer no chão. A sala era composta por uma lareira no meio do espaço para os dias mais frios. Almoçamos comida típica: sopa misu, carne cozida em folhas, sardinha grelhada, arroz, chá e tofu.

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Um almoço tipicamente japonês. No Japão não comem muito, mas tem muita diversidade.

Takayama

Após uma hora de viagem de autocarro, chegamos à nossa próxima paragem: Takayama. Esta é uma cidade histórica. As suas casas de madeira e ruas compridas, pertencem ao Período Edo. Com muitos comerciantes e museus tradicionais. Esta cidade é famosa pelo Festival bianual de Takayama, que remota ao séc. 17. Este festival celebra a primavera e outono com desfiles que apresentam carros alegóricos dourados e espectáculos de fantoches.

Neste local fizemos degustação de sake. Um sake normal e outro mais doce com sabor a limão. Entramos numa loja que fazia gratuitamente. Neste dia choveu muito daí que aproveitamos para ir lanchar a um local mais acolhedor. Como já falei o chá verde é o sabor predominante do Japão. Olhem só para este menu. Batido de chá verde – bolo de chá verde – bola de gelado baunilha e creme de chá verde. Overdose de chá verde! Eu não gostei muito, pois o sabor é muito apurado e sem açúcar. Como já evidenciei é costume lá oferecerem sempre água gelada.

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Um lanche especial com….muito chá verde

Conhecem o filme Your Name? Em Takayama é possível encontrar as pulseiras vermelhas feitas à mão, tal como apresentadas no filme. Além disso é possível ter uma experiência completa de Your Name (consegue-se encontrar o poster do filme em muitas zonas da cidade), nos locais como comércio e restaurantes podemos pedir por essa experiência, pois muitos dos locais do filme foram lá inspirados. Além disso podes aprender a fazer as conhecidas pulseiras. De seguida fomos visitar o Museu de Takayama.

Neste museu podemos conhecer os famosos carros alegóricos, sendo que já contam com mais de 600 anos. O museu é pequeno e ficamos a conhecer o festival que atrai imensas pessoas. O funcionamento mais rudimentar dos carros é interessante, pois é um mecanismo muito antigo e necessita de muita perícia para manejar.

Visitamos também o templo que estava perto do museu e ainda conhecemos as carpas enormes do lago. Experimentei um pão recheado que é tradicional do local. Um pão branco muito fofinho e saboroso, feito a vapor com recheio de abóbora. Mas tinha outros sabores como carne, vegetariano…

Curiosidade: Em Takayama existe a tradição de um boneco que pode ser entrado para compra em qualquer lugar, chama-se Sarubobo. Segundo a tradição este é um amuleto japonês. São bonecos em forma humana que a sua cor original é vermelho, mas pode ser encontrado em muitas outras cores. Sem características faciais as avós e mães faziam para os seus filhos para a boa sorte, saúde e alegria. Segundo acredita-se é o nosso anjo da guarda, ou os nossos antepassados que nos protegem. Não tem expressões faciais pois varia conforme o estado de humor de quem olhar para ele. 
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Gero

Gero foi o local escolhido para descansar. Em Gero apenas conhecemos o hotel. Esta conhecida cidade é famosa devido às fontes termais. Os chamados de ryokans são termas de água quente onde os japoneses costumam banhar-se todos nus. Existe espaços diferentes para homens e mulheres. Não há necessidade para ter vergonha de mostrar o corpo, nos ryokans as pessoas respeitam a privacidade de quem usa e sabe mesmo bem aquela água quente.

Uma das experiências mais interessantes foi esta, estar no ryokan de água quente e lá fora (sim porque é ao ar livre) estar a chover. Antes de entrarmos nas águas termais é necessário tomarmos banho primeiro e depois apenas com uma toalha minúscula podemos entrar. Totalmente relaxante, mas não é possível ficar muito tempo na água, pois aquece demasiado. Uns 10-20 minutos é suficiente. Lamento não ter fotografias, mas como compreendem é impossível levar telemóvel. Até porque do quarto do hotel até ao ryokan já íamos preparados com a Yukuta (robe género de quimono) e com chinelos.

No final fomos jantar no restaurante comida tipicamente japonesa. Muito à base do género que almoçamos, mas com mais diversidade de legumes. No Japão comem pouco carne e peixe, mas muitos legumes (principalmente crus) e tofu, cozinhado de várias maneiras.

Este foi o quinto dia neste fantástico país. Este foi um dia mais rural e histórico onde aprendemos melhor a cultura japonesa com outros dias. Brevemente escrevo sobre o próximo capítulo.

Viagem ao Japão – Dia 3

Sugestão de Viagem ao Japão Roteiro Dia 3

O segundo dia de viagem era daqueles mais esperado. Pois íamos visitar O Parque de Nara conhecido pelos cervos que circulam livremente pelo local. Utilizamos o autocarro do hotel até ao Parque e logo à entrada conseguíamos ver os vários veados e cervos que habitavam o espaço. Eram centenas, mas antes de nos perdemos a tirar fotos com os meigos animais, tínhamos um objectivo: Templo Todai-ji.

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Templo Todai-ji

Parque de Nara de Templo Todai-ji

Considerado Património da Humanidade pela UNESCO, esta é considerada a maior construção em madeira no mundo. A sua construção começou em 728, em homenagem a um jovem príncipe. Depois teve várias alterações e em 743 é que se tornou o Templo do Grande Buda. Depois de vários incêndios e reconstruções, o Templo finalmente tornou-se o que conhecemos agora. A portas de entrada para o local, são das maiores encontradas no Japão, assim como as estátuas que guardam o local. A estátua do Buda no interior é também grandiosa, com 14 metros de altura. O salão é espaçoso e ainda para os mais corajosos existe um desafio. Uma pequena abertura sobre um pilar que segundo a lenda quem conseguir atravessar, terá sorte durante todo o ano.

Depois de sairmos do templo à nossa espera estavam os cervos, considerados de sagrados. São meigos e podemos estar à vontade a tirar fotos. Além disso fazem vénias quando nos querem pedir comida. Tenho que contar a minha experiência: No local existe venda de bolachas para cervos, que eu fui comprar. Contudo nem tive tempo para libertar o papel que as embrulhava, pois já tinha dez cervos à minha volta a pedir comida, e mordiam-me porque não lhes dava. Um stress. Quando as bolachas terminaram (que nem consegui dar calmamente) eles fugiram todos, pois já não havia mais comida. Enfim…Um pouco interesseiros aqueles.

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Os cervos são muito pacíficos.
Curiosidade: Foi neste local que aprendi o ritual de purificação para entrar no templo.

Templo Kofukuji

Também em Nara visitamos o Templo Kofukuji, conhecido pela Torre dos 5 Pisos. Construído em 669 e fundado pela Princesa Kagami. Este templo foi importante por motivos imperiais, e também várias vezes reconstruído devido a guerras e incêndios. Visitamos apenas o exterior deste monumento. Agora chegou a altura de conhecermos melhor o centro de Quioto.

Quioto – Castelo de Nijō

Já em Quioto começamos por conhecer o Castelo de Nijo. Mandado construir por Ieyasu Tokugaw em 1601, temos um espaço amplo, utilizado maioritariamente para debates sobre estratégias de guerras e cerimónias importantes. Apesar de ser considerado como um local de glória, já que neste mesmo lugar o shogunato (época militar e título do general), perdeu o seu poderio para o imperador, já que o seu reinado estava a entrar em declínio. Desde a Era Meiji (começo 1868) o castelo pertence à presidência de Quioto, assim como outros monumentos históricos. No interior do palácio é possível ver extraordinárias pinturas, onde ainda estão bem conservadas desde a época Edo. Outra curiosidade do espaço é o facto do chão ser criado com a técnica de “pisos rouxinol” que range como pássaros quando pisado, tal servia para prevenir ataques de desconhecidos. Ao redor podemos conhecer os magníficos jardins circulam o palácio.

Templo Kinkakuji

Neste dia foi mesmo conhecer fantásticos monumentos. Ainda a caminho visitamos o Templo Kinkakuji, ou mais conhecido como Pavilhão Dourado. Este é um templo zen budista que se mantém rodeado por um belo lago espelhado e por um verde jardim. A sua estrutura é fascinante pois mantém-se coberto com folhas de ouro puro, o que lhe conserva o aspecto brilhante e dourado. Kinkakuji foi construído em 1397 e actualmente é considerado Património da Humanidade. Excelente paisagem para fotografias é fácil tirarmos a vista deste monumento. Não podemos entrar, mas  exterior é lindíssimo. à sua volta tem mais espaços de devoção e jardins.

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Templo Kinkakuji no seu esplendor
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Foi neste local que experimentei gelado de chá verde. No Japão utilizam o sabor de chá verde (matcha) em tudo! 

Gion

No centro de Quioto zona que é obrigatória visitar é Gion, conhecida por ser habitada pelas gueixas. Mulheres das artes e histórias vivas de tradição japonesa, é difícil teremos a sorte de encontrarmos uma gueixa nestas ruas. Eu consegui ver, ao longe, caminhava elegantemente pela rua com o seu fantástico traje e penteado e maquilhagem perfeitas. Apesar de há muitos anos existirem muitas geiko, nos dias que correm é cada vez mais raro, sendo que a maioria das casas de gueixa foram compradas e transformadas em bares e pequenos restaurantes. Algumas ruas de Gion são consideradas património histórico, devido ao seu valor tradicional que merece ser preservado. Para quem quer conhecer melhor as tradições japonesas existe um teatro designado de Gion Corner, muito conhecido pelos turistas. Este teatro tem um preço médio de 25€, e esgota facilmente. Este é um espectáculo de dança, serviço de chá, marionetas, arranjos florais…Imperdível para quem quer conhecer a cultura japonesa completamente.

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Gion – Rua conhecida por ser habitada por gueixas

Em Quioto começamos a encontrar muitas pessoas, principalmente jovens raparigas que se vestem com quimono de forma tradicional. Contudo na sua maioria são turistas que gostam de se vestir a rigor.

No final do dia fomos jantar a um pequeno restaurante familiar de sushi. Sem tabelas em inglês provamos o verdadeiro sushi japonês. Eu não fiquei fã, isto porque colocavam o wasabi no interior do arroz e peixe. Experimentei a típica omelete japonesa, diferente da portuguesa. Mais crua e sem muitos complementos. Nota-se que os japoneses logo depois do trabalho, gostam de ir jantar com família/amigos com estar lá na conversa a beber sake pela noite dentro. Um ambiente agradável, valeu a pena, mesmo pela experiência de jantar de pés descalços e no chão sentados. Uma experiência completa.

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Este dia foi mais completo e conseguimos aproveitar bem para conhecer um pouco de tudo de Nara e Kyoto. Seguimos para o quarto dia, mas isso é história para outra publicação.

VÍDEO:

Viagem ao Japão – Dia 1 e 2

Sugestão de Viagem ao Japão. Dia 1 e 2.

Viajar até ao Japão sempre foi um sonho meu. Influência dos animes, a cultura japonesa sempre me deixou curiosa. Um mundo totalmente diferente, onde reina a tradição, tecnologia e modernismo. Tudo muito diferente de Portugal. A oportunidade surgiu e não podia deixar escapar. Após muito pensar, disse o sim! ao Japão. Viajei por uma agência, pois preferia a segurança, conforto e já que ia para um país totalmente desconhecido e diferente, decidi não arriscar. Escolhia a Agência Abreu pois já incluem um programa de 11 dias com um pouco do melhor do Japão.

A viagem até lá para mim foi o mais desgastante. Tudo no final valeu a pena (agora que já passei por isso), mas são muitas horas de avião. De Lisboa ao Dubai (local onde fiz escala) são entre 7/8 horas, depois do Dubai para Osaka são 8/9 horas. Aprendemos com o jet lag que devemos dormir o máximo durante o voo. Quando cheguei ao Japão já eram 18 horas da tarde, por isso não deu para muito. Chegamos ao hotel e jantamos no local random. Percebemos rapidamente que existem três mundos diferentes no Japão: o mundo terrestre, o subterrâneo no metro e o mundo no alto dos arranha-céus. Como estávamos muito cansados não exploramos muito, mas ainda visitamos Dotonbori, a rua que fazia parecer dia durante a noite. Nunca vi nada assim, cada loja fazia a sua melhor publicidade para conseguir ter o destaque que merecia.

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Depois de acordar bem cedo, e de um pequeno-almoço com uma vista fantástica da cidade. O Hotel Monterey Grasmere conseguiu surpreender-me com a sala de pequenos-almoços. Seguimos viagem de autocarro (sim, porque no Japão evitam ao máximo transportes privados, devido à poluição) para o Castelo de Osaka. Do séc. XVI é um dos pontos de referência importante, pois permitiu a unificação do país. Com cinco andares temos um espaço com alguns marcos da história local. Um museu com armaduras samurai, armas de época, maquetes de construções e ainda teatros digitais para conheceremos melhor as lendas do Japão. O castelo está cercado de um enorme jardim que em época das flores de cerejeira torna-se numa bela paisagem para fotografias.

Depois que conhecermos o local mais histórico e emblemático da cidade, fomos conhecer o mais moderno edifício construído. Umeda Sky Bulding  merece uma visita para conhecer o pôr-do-sol. Dois arranha-céus, juntos pelo topo com 173 metros de altura e 40 andares. Com uma vista panorâmica conseguimos ver a Osaka de todos os ângulos. Vale totalmente a pena conhecer esta perceptiva mais moderna. Além disso em terra conhecemos um fantástico jardim, mas plantado na vertical.

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Vista panorâmica da cidade de Osaka

Durante a tarde foi dia de conhecer as ruas movimentadas de Osaka. O mercado Kuromon Ichiba, é um marco perfeito de combinação de cheiros e sabores. Ideal para abrir o apetite para o almoço. Peixe fresco, marisco, ostras e ainda muito mais como flores e muita comida tipicamente japonesa como takoyaki. Este mercado é definitivamente um local a conhecer. Principalmente para os food lovers.

As ruas de Osaka são sempre muito animadas, mesmo em dia de semana. Voltamos a Dontonbori, pois ainda havia muito para explorar. A quantidade de pessoas é imensa a circular nos principais locais. Experimentamos as famosas máquinas de pachinko. Uma verdadeira obsessão para os japoneses, que ainda não percebi como se joga. Também jogamos nas famosas máquinas de prémios com peluches e figuras de oferta. São prédios e prédios destas diversões que deixa qualquer um viciado.

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Noite em Osaka. Lojas e edifícios iluminados, quase que parece dia.
O à parte, os japoneses não fala muito bem inglês, e os que falam não se percebe muito bem o sotaque, por isso em algumas situações tivemos dificuldades em comunicação, mas nada que não se resolva. 

Brevemente escrevo a continuação para o Dia 3. Não percam estas aventuras no Japão, porque nós também não.

VÍDEO