Crítica

Aqui e Agora

Título: The Spectacular Now
Ano: 2013
Realização: James Ponsoldt
Interpretes: Miles Teller, Shailene Woodley, Kyle Chandler …
Sinopse: Um sénior do secundário que adora divertir-se, muda de filosofia de vida quando conhece a típica rapariga simpática.

Aqui e Agora” quase parece um filme John Hughes. A filosofia adolescente é retratada neste filme de James Ponsoldt quase de maneira poética. Tal com Hughes apresentava nos seus filmes. Estão lembrados de “Breakfast Club“? Assumir responsabilidade e enfrentar a vida de queixo levantado é um dos lemas deste filme. Sutter (Miles Teller) aproveitava cada momento da sua vida. Fora com prospecções de futuro e com pensamentos sobre o que irá acontecer. Tinha a namorada perfeita, era convidado para todas as festas e tinha como melhor amigo o álcool. Até ao dia em que desmaiado no quintal de um vizinho, conhece Aimee (Shailene Woodley), uma rapariga tipicamente normal. O casal improvável começa a partilhar as suas indecisões e percebem que tem mais em comum do que imaginam. Sutter começa a gostar de Aimee apesar de tudo ter começado como uma forma de fazer ciúmes à sua ex-namorada.

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Miles Teller e Shailene Woodley lideram nos papéis principais. O jovem casal apresenta uma certa química necessária ao desenvolvimento do filme. Este não é um romance forçado, mas construído o que< o torna mais real. "Aqui e Agora" não é um excelente filme, com uma narrativa memorável, mas satisfaz modestamente. A aprendizagem de assumir responsabilidades é um caminho que todos eventualmente temos de percorrer. Este é basicamente um filme sobre a vida e as suas circunstâncias. Não há nada de muito apelativo nesta obra cinematográfica a não ser  elenco, que além dos atores que referi, Brie Larson também se destaca. O que faltava era mais emoção no argumento, para este não se tornar tão insosso. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Crítica

Da Série Divergente: Convergente

Título: Allegiant
Ano: 2016
Realização: Robert Schwentke
Interpretes: Shailene Woodley, Theo James, Jeff Daniels…
Sinopse: Após a Terra descobrir as revelações de Insurgente, Tris e Quatro decidem escapar para depois das muralhas. Finalmente entendem a verdade do terrível mundo que vivem.

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O franchise de Divergente não correu tão bem como se esperava. A má produção juntamente com uma história pobre, tornam este último filme da saga uma desilusão. Na verdade “Allegiant” era inicial para ser dividido em dois filmes. No entanto as fracas bilheteiras e o insucesso do marketing, desmotivaram essa ideia. “Convergente” continua a história do filme anterior (podem ler crítica aqui), Tris e Quatro decidem avançar para o grande desconhecido enquanto Chicago se mantém em guerra. No entanto nem tudo o que se parece é e novos inimigos surgem. A história baseado nos livros de Veronica Roth este é o terceiro filme da saga. Surgido pela hype das obras literárias em cinema como: Hunger Games, Maze Runner, a saga Divergente não conseguiu manter o mesmo vigor dos seus concorrentes. Estas produções teen podem não ser excelentes exemplos como Harry Potter, mas ainda conseguem entreter o seu público-alvo.

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“Convergente” não apresenta clareza nem surpresa no seu enredo. Personagens pouco carismáticas e demasiadamente previsíveis, tornam esta obra cinematográfica sem graça e desmotivante. A história é cansativa e sem originalidade narrativa. Aceito bem decisão dos estúdios cancelarem a continuação deste trama. Contudo achei o final cheio de pontas soltas. Deviam ter compactado toda a história num só filme, evitando assim momentos mortos. Mas nem tudo é mau. Os efeitos visuais possibilitam uma óptica mais atractiva do filme. Mudanças rápidas de cenários e paisagens fictícias bem construídas. “Convergente” fica-se só por isso, uma obra com um argumento empobrecido, mas que podia ser ainda muito mais. O blogue atribui 2 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: Snowden

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Título: Snowden
Ano: 2016
Realização: Oliver Stone
Interpretes: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo…
Sinopse: As técnicas ilegais de vigilância da NSA foram apresentadas ao público geral por um ex-funcionário, Edward Snowden, na forma de vários documentos distribuídos pela imprensa.

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Oliver Stone volta a estar nos holofotes com mais um filme controverso. Stone foca-se novamente num ponto que vai contra o poder político norte-americano. Já o tinha feito em filmes como “Nascido a 4 de julho“, “Nixon”, “JFK“.  Numa temática bem mais atual, centra-se nos acontecimentos verídicos de Edward Snowden, um jovem autodidacta, espião da CIA e da NASA que em 2013 tornou-se no delator mais conhecido, ao conseguir provar aos meios de comunicação o poder do Governo dos E.U.A. sobre a vigilância nos cidadãos do país e do mundo inteiro, a toda a hora e sem autorização. Esta cinematografia é um retrato profissional de Snowden (Joseph Gordon-Levitt), a evolução da sua carreira e a sua vida amorosa com Lindsay (Shailene Woodley). O que começou por ser um defensor do seu país e orgulho, dissipou-se imediatamente com as terríveis missões que tinha de fazer que influenciava drasticamente a vida das pessoas. A pressão do trabalho, problemas de saúde e a vida pessoal a desmoronar, estavam a ser uma constante devido aos segredos que tinha de guardar. Não conseguiu aguentar mais a mentira e revelou um escândalo moral, político e social que abalou o mundo inteiro. Contudo não conseguiu o mediatismo que pretendia. O sacrifício de Snowden pode não ter conseguido parar com o big brother público, mas agora os cidadãos estão atentos e avisados.

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Nesta era digital é cada vez mais fácil descobrir segredos. Toda a informação está à distância de um clique. Mas quem está do outro lado do computador? Será correto essa invasão de privacidade? Joseph Gordon-Levitt lidera o papel principal, e dificilmente reconhecemos o ator. Nota-se que houve muito estudo para a caracterização de Snowden. O gestos estão mais articulados e o sotaque com ar calmo está mais acentuado. Levitt ajudou a credibilizar o retrato mais pessoal de Snowden. Stone também apresenta minuciosidade, pois conseguiu trabalhar de perto com o protagonista desta história, num trabalho que prometia ser o mais real possível. Conseguiu. Esta obra cinematográfica pode ser um pouco longa e focar-se em teorias da conspiração, mas é um retrato fiel. Concluindo este filme é razoável, não é um entretenimento, mas um caso para ponderar e para descobrir melhor a realidade em que vivemos. Uma pequena curiosidade, Oliver Stone terminou o guião de “Snowden” em Portugal. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: Insurgente

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Título: Insurgent

Ano: 2015

Realização: Robert Schwentke

Interpretes:  Shailene Woodley, Ansel Elgort, Theo James…

Sinopse: Beatrice Prior deve confrontar os seus demónios interiores e continuar a lutar contra a poderosa aliança que ameaça a sociedade, e a divide. A sorte é que consegue aliados para uma guerra sem igual.

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“Insurgente” é a continuação do filme “Divergente“, baseado nos livros de Veronica Roth. Apareceu na vaga pós-saga Twilight e na mesma altura que “Hunger Games“. Tal como as anteriores referências não melhorar em nada. Apresenta-se como o mesmo estereótipo de saga juvenil. Tal como o filme antecessor, este está bem conseguido a nível técnico, mas quanto à história não apresenta nada de novo. “Insurgente” caracteriza-se por ser um filme bastante juvenil onde apenas apela ao fácil entretenimento, mas por isso não é memorável. A história progride lentamente e no entanto ainda surgem momentos para falhas. O argumento tornou-se demasiadamente previsível numa história futurista num mundo apocalíptico. Trish (Shailene Woodley) é a protagonista e como não podia deixar de ser, tem um dom especial e por isso é procurada pela poderosa aliança que governa o mundo quase destruído. Devido às suas decisões no passado, Trish está apenas com o seu namorado, Four, e o seu irmão, juntos pretendem destruir o governo dirigidos pelos Eruditos e tornar o mundo num local igualitário. Mas para isso necessitam de fortes aliados que vão conseguir encontrar num cidade em ruínas.

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O elenco deste filme é de peso, com Kate Winslet, Octavia Spencer e Naomi Watts. No entanto tem pouco tempo em ecrã, excepto Winslet, que volta como vilã, mas decepciona, a culpa não é sua, mas da péssima construção da personagem. O elenco juvenil também não surpreende, e prefiro ver Shailene Woodley em papéis dramáticos. Quanto a Ansel Elgort anda por lá, sem a mínima emoção, uma personagem totalmente descartável. A parte melhor de “Insurgente” são as cenas dos sonhos, quando a mente humana é dissecada o mais possível. A utilização de CGI foi recorrente mas bem idealizado, e admito que ver em IMAX 3D este filme deve ter sido bastante satisfatório. Contudo o argumento não acompanha os fantásticos efeitos especiais, e daí esta obra torna-se cansativa e enfadonha de tão previsivél. Este filme vale mesmo pelo carácter técnico, e é isso que o salva da desgraça. Agora falta ver o “Convergente” mas ao que parece é bem pior que os seus antecessores. O blogue atribui 2,5 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: Divergente

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Título: Divergent

Ano: 2014

Realização: Neil Burger

Interpretes: Shailene Woodley, Theo James, Ashley Judd, Kate Winslet…

Sinopse: Num mundo dividido em frações, escolhidos pelas virtudes, Tris descobre que é uma Divergente e por isso não pertence a nenhum. Quando ela descobre que estão a descobrir todos os Divergentes, Tris e o misterioso Four, terão de descobrir o que torna os Divergentes tão perigosos, antes que seja tarde demais.

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Já estava à espera de outro “Hunger Games” ou outro “Maze Runner“, por isso não me iludi muito com este filme. Noutro mundo pós-apocalíptico, um grupo de jovens inconformado, decide lutar contra um sistema político-social e económico já predefinido. Uma pessoa é claramente especial e ou outros são os seguidores e tem como objectivo melhorar o mundo. “Divergente” segue a mesma permisa. Beatrice, ou Tris para os amigos, ao chegar à sua maioria de idade terá de escolher uma das cinco frações que correspondem a virtudes humanas: abnegação, verdade, amizade, erudição e audácia. Mas ao fazer o teste de qual melhor virtude lhe cabe, Tris descobre que é uma divergente, ou seja não pertence a nenhuma das categorias. Num mundo que não aceita o desconhecido, Tris descobre que está presa numa teoria da conspiração, enquanto isso desenvolve uma conexão com Four, juntos focam-se numa luta contra uma sociedade dividida.

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O filme não despertou o meu interesse,  apesar de a jornada dos protagonistas não terminar aqui. No centro da história temos um elenco jovem conceituado do momento como Shailene Woodley (Os Descendentes, A culpa é das estrelas), Ansel Egrot (A culpa é das estrelas), Miles Teller (Whisplash) e ainda a filha de Lenny Kravitz, Zoe Kravitz. O cast jovem não surpreende, enquanto que o sénior também não. Ashley Judd não teve o papel de destaque que merecia, nem Kate Winslet que não gostei de a ver como vilã. O que de melhor tem o filme é a boa qualidade dos efeitos apresentados. O mundo dos sonhos é composto pela originalidade da imaginação. No entanto houve questões que não foram devidamente respondidas. Acredito que o livro possa ser melhor, mas como filme não surpreendeu. “Divergente” é um filme de ação juvenil para quem procura fição cientifica e heroísmo fácil. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: A Culpa é das Estrelas

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A culpa é das estrelas ou em título original The Fault in our stars é um filme de 2014, realizado por Josh Boone, com as participações de Ansel Elgort, Laura Dern, Nat Wolff, Sam Trammell, Shailene Woodley e Willem Dafoe. Sinopse: A história conta-nos como Hazel e Augustus Waters se apaixonam quando se conhecem num grupo de apoio e a maneira extraordinária como ambos encaram o pouco tempo que têm para aproveitar a vida. As vidas de Hazel e Augustus vão sofrer uma inesperada e incrível reviravolta como nunca tinham sonhado, quando juntos vivem uma pequena eternidade recheada de amor, coragem e esperança, capaz de tocar qualquer um. Inspirado no romance best-seller do premiado John Green o filme explora uma contagiante e divertida aventura de dois adolescentes em fase terminal. (Fonte: Sapo Cinema).

Film Review The Fault In Our Stars

Baseado no livro de John Greeen que já falei aqui. A Culpa é das estrelas é um filme juvenil, carregado de melodramas e romance. Dois jovens com cancro, apaixonam-se e ambos sabendo o pouco tempo que lhes resta, decidem aproveitar ao máximo o que podem. Numa aventura contra o tempo, este não o filme teen típico. Conversas filosóficas fluem naturalmente, onde o diálogo é inteligente e foge um pouco à regra daquilo que é padrão neste tipo de filmes. Mas não é tudo, The Fault in our stars apesar de seguir a história de “boy mets girl”, consegue sensibilizar e torna-se por isso inspirador. Além das dificuldades que a doença trás para a vítima, também a família é prejudicada. Mas com esperança e união todas as barreiras são ultrapassadas. Não aceitando que a morte seja o fim do caminho, aqui acredita-se na perseverança humana.

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O cancro é vivido com otimismo por parte das personagens principais. Apesar dos seus devaneios, problemas e indecisões, típicas da idade conseguem enfrentar a vida com mais expectativa do que os adultos. Mesmo sabendo o seu destino, tem força para viver. Se pensarem que já conhecem o final, enganam-se. A mim surpreendeu-me e claro as lágrimas apareceram. Mesmo lendo o livro, digo já que na minha opinião o livro é bem melhor do que o filme (como seria de esperar). Quanto ao elenco temos Shailene Woodley e Ansel Elgort a liderar, fazendo parte como um dos casais do ano. E atenção a estes dois pois as suas carreiras estão a crescer positivamente. Concluindo este filme transmite a mensagem que mesmo em tempos difíceis, devemos tentar ser o mais otimistas possível. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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