Crítica: Seduz-me se és capaz

O jornalista Fred Flarsky reúne-se com o seu crush da adolescência, Charlotte Field , agora das mulheres mais influentes do país. Enquanto ela se prepara para candidatar-se à Presidênica, Fred torna-se escritor dos seus discursos públicos.

Título: Long Shot
Ano: 2019
Realização: Jonathan Levine
Interpretes:  Charlize Theron, Seth Rogen, June Diane Raphael..
Sinopse: O jornalista Fred Flarsky reúne-se com o seu crush da adolescência, Charlotte Field , agora das mulheres mais influentes do país. Enquanto ela se prepara para candidatar-se à Presidênica, Fred torna-se escritor dos seus discursos públicos.

Já sentia falta de uma comédia romântica que me fizesse vibrar. Parece que encontrei. “Seduz-me se és capaz” é uma narrativa dos tempos modernos, pode ter tendência de cliché como muitos dos filmes do género, mas consegue suportar a sua própria identidade. Protagonizado por Charlize Theron e Seth Rogen temios um romance improvável entre uma bela secretária do Estado e um escritor falhado.

Fred Flarsky  (Seth Rogen) é um jornalista que devido à sua escrita opinativa e muito crítica fica desempregado. Um dia por mero acaso encontra Charlotte Field (Charlize Theron), a secretária de Estado que está a tentar candidatar-se à Presidência dos Estados Unidos da América. Uma das mulheres mais influentes do mundo que já foi sua babysitter e que Fred recorda como um momento embaraçoso da sua vida. Pois sempre teve uma queda por ela. Charlotte conhece os textos de Fred e contrata-o para escrever os seus discursos, enquanto divulga pelo mundo as suas opiniões sustentáveis. O que parecia algo apenas profissional, rapidamente se transforma em algo mais.

 I feel like maybe you want me to kiss you right now but I don’t want to make the same stupid mistake I made 25 years ago.

Fred Flarsky

A estabilidade do romance, o argumento coerente e o desempenho dos versáteis atores é o mais positivo durante este filme. Não é daqueles romances melosos, mas sim uma nova conjugação de “Notting Hill” onde neste caso a mulher é a mais poderosa, que se apaixona por um homem comum. Além disso deve indicar que Charlize e Seth conjugam bastante bem e daí a química entre o casal fluí naturalmente. Concluindo esta é uma comédia divertida (não exagerada) sobre o amor que aconteceu nos locais mais inesperados. O filme não foi muito falado durante este ano, mas conseguiu surpreender. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.

Crítica: Alta Pedrada

Um servidor de processos e o seu dealer de droga, fogem de um assassino profissional e de uma polícia corrupta, após assistirem a um assassinato, enquanto tentava entregar-lhe uns papéis.

Título: Pineapple Express
Ano: 2008
Realização: David Gordon Green
Interpretes: Seth Rogen, James Franco, Gary Cole…
Sinopse: Um servidor de processos e o seu dealer de droga, fogem de um assassino profissional e de uma polícia corrupta, após assistirem a um assassinato, enquanto tentava entregar-lhe uns papéis.

Nesta comédia pouco convencional, temos novamente a dupla junta: Seth Rogen e James Franco. Ambos trabalham várias vezes juntos na criação produtiva de filmes e até conseguem ser bem sucedidos na comédia cinematográfica atual. “Alta Pedrada” não apresenta nada de novo, mas o argumento desconexo, e inteligente, consegue ser mesmo espontâneo. Este é o factor mais positivo. Os atores principais, não desempenharam o papel de uma vida, aliás já os vimos várias vezes neste mesmo registo, mas as suas personagens tresloucadas e fala-baratas tornam-se numa boa companhia. No entanto destaco o ator James Franco que se torna o mais caricato de todos. O seu perfil bem-disposto, consegue colar-nos ao ecrã.

Considerei a narrativa deste filme interessante, no entanto, não foi inteiramente aproveitado. Esperava mais situações cómicas e com mais peripécias para mais riso durante o filme. “Alta Pedrada” é totalmente imaturo e irresponsável, mas ao mesmo tempo consegue ser vibrante e hilariante.

O realizador David Gordon Green tem evoluído na sua carreira, e não se dedica apenas a filmes de comédia. Conquistou-nos com “Stronger” e “Halloween“, logo percebemos que se torna muito versátil e varia facilmente de género. Ora drama, ou até mesmo terror. David Gordon Green consegue adaptar-se mesmo a tudo. Concluindo o blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 4 out of 5.

Crítica: Uma Entrevista de Loucos

Dave Skylark e o seu produtor Aaron Rapoport são os diretores do show “Skylark Tonight”. Quando consegue uma entrevista com o líder da Coreia do Norte,Kim Jong-un, são recrutados pela CIA numa missão.

Título: The Interview
Ano: 2014
Realização: Evan Goldberg, Seth Rogen
Interpretes: James Franco, Seth Rogen, Randall Park …
Sinopse: Dave Skylark e o seu produtor Aaron Rapoport são os diretores do show “Skylark Tonight”. Quando consegue uma entrevista com o líder da Coreia do Norte,Kim Jong-un, são recrutados pela CIA numa missão.


Entrevista de Loucos foi o filme que desde o seu anúncio, está envolvido em polémica. Campanha de Marketing? Manipulação dos meios de comunicação? O que é certo, “Interview” tornou-se tópico constante da curiosidade alheia. O motivo era simples: o seu plot. Neste filme realizado por Evan Goldberg e Seth Rogen explora-se em modo de sátira, uma entrevista com Kim Jong Un, líder supremo da Coreia do Norte. O argumento ridículo e exagerado é dos pontos mais altos do filme. Até se torna bem divertido e original. É indecente q.b. “Uma Entrevista de Loucos” consegue quebrar barreiras, não só pelo facto de se focar numa comédia atual com a escolha do vilão o  líder totalitário, mas porque conjuga entretenimento com situações bem sérias. Claramente que não estamos a falar de um filme como Charles Chaplin em “O Ditador” que ironizou Hitler, mas é audacioso na mesma.

James Franco e Seth Rogen são uma forte dupla. Os dois unidos atingem o ponto máximo de divertimento atrevido necessário a um filme do género. Momentos de ação também estão presentes, o que valoriza esta obra cinematográfica. Foi uma surpresa positiva este filme, pois estava à espera que a qualidade fosse inferior. Contudo considero-o bem disposto e satisfatório. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Salsicha Party

Uma salsicha luta para tentar descobrir a verdade da sua existência.


Título: Sausage Party
Ano: 2016
Realização: Greg Tiernan, Conrad Vernon
Interpretes: Seth Rogen, Kristen Wiig, Jonah Hill…
Sinopse: Uma salsicha luta para tentar descobrir a verdade da sua existência.

Uma coisa é certa já não vou olhar para a comida da mesma maneira. “Sausage Party” pode ser uma verdadeira surpresa, negativa ou positiva dependendo dos gostos. Neste filme de animação, a comida é a protagonista e nós humanos os vilões. Parece uma ideia estranha, mas conseguiu até ter resultado engraçados. O filme começa numa explosão de cores, onde vários alimentos no supermercado cantam alegremente sobre a oportunidade de serem escolhidos pelos Deuses (humanos) para os encaminharem para o Grande Além. Aquela ânsia inicial de serem especiais é o que os torna felizes. Mal eles conhecem a verdade. Brenda, um pão e Frank, uma salsicha vivem separados pelas suas embalagens, mas perseguem o mesmo sonho, serem escolhidos pelos Deuses. A verdade escondida sobre o que realmente acontece aos alimentos depois de levados do supermercado é rapidamente revelada. São cortados, cozidos, mutilados e devorados pelos humanos. Visto assim parece complicado de entender, mas neste filme somos mesmo visto assim, como seres demoníacos que devoram os pobres alimentos com sentimentos. A missão é tentar sobreviver neste mundo. Juntos são mais fortes do que separados e desejam vingança aos humanos.

Este é um bom entretenimento num filme de animação apenas para adultos (não se deixem enganar). A linguagem é muitas vezes inapropriada sem esquecer as cenas sexualmente explícitas. Não existem tabus neste filme, mesmo entre raças e culturas diferentes. O uso e abuso do humor é elevado e é o que torna este filme original e sem complexos. A animação também está bastante divertida e energética onde não existem momentos parados. Este filme faz-nos por de parte as desigualdades e aproveitar para viver a vida. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Um Azar do Caraças

Depois de uma noite de diversão, tudo o que Ben Stone esperava era ser pai. O mesmo para Alison que só agora começava a melhorar na carreira. 8 semanas depois, descobriram que iam ter a maior viagem da vida deles, serem pais.

Título: Knocked Up
Ano: 2007
RealizaçãoJudd Apatow
InterpretesSeth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd…
Sinopse: Depois de uma noite de diversão, tudo o que Ben Stone esperava era ser pai. O mesmo para Alison que só agora começava a melhorar na carreira. 8 semanas depois, descobriram que iam ter a maior viagem da vida deles, serem pais.

Um Azar do Caraças” tinhas pernas para andar, ou melhor, tinha pernas para ser um filme de comédia bastante divertido. Mas o seu tempo de duração e o seu foco em assuntos pouco pertinentes tornaram o filme cansativo. São muitos os atores de comédia que fazem parte deste filme, no entanto com papéis muito secundários. Jason Segel (How I met your mother), Jonah Hill (21 Jump Street), Jay Baruchel (Como Treinares o Teu Dragão) e Paul Rudd (Ant-Man). Quanto aos papéis principais Katherine Heigl e Seth Rogen dividem o protagonismo. O enredo não traz nada de novo. Uma jovem rapariga com uma carreira de sucesso, engravida sem contar de um totó sem expectativas futuras. Seguindo-se das dúvidas de um casal inexperiente a tentar lidar melhor com a situação e que nem sempre é fácil.

A liderar o filme temos Katherine Heigl pós-Anatomia de Grey, quando decidida a mudar o rumo da sua carreira, aceitou ficar na comédia. Mas a sua personalidade rija impossibilitam-na de ter piada. Apesar do seu sorriso fácil não conquistou o público com esta interpretação. Ao seu lado temos Seth Rogen comediante wannabe que ainda só tinha conseguido pequenos papéis. O filme não é surpreendente, nem é dos mais cativantes do género. “Um azar do Caraças” é mesmo para ver ao domingo à tarde, entre sestas. Os ingredientes estão lá, só faltava a mistura correta. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Steve Jobs

Steve Jobs leva-nos pelos bastidores da revolução digital, um retrato pintado pelo homem no seu epicentro. A história segue as produções de três grandes lançamentos da carreira de Jobs, terminando em 1998 com a demonstração do iMac.

Título: Steve Jobs
Ano: 2015
Realização: Danny Boyle
Interpretes: Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels…
Sinopse: Steve Jobs leva-nos pelos bastidores da revolução digital, um retrato pintado pelo homem no seu epicentro. A história segue as produções de três grandes lançamentos da carreira de Jobs, terminando em 1998 com a demonstração do iMac.

O homem que pensou diferente

Este já é o segundo filme sobre a vida de Steve Jobs. Um filme diferente que não se foca apenas na vida de Jobs, mas principalmente em três grandes eventos na sua carreira profissional. Momentos que mudaram para sempre a história das novas tecnologias e que hoje em dia nos influenciam. Steve Jobs sempre fora um homem de personalidade difícil, mas mais do que isso era um puro visionário. Conseguiu transformar o mundo com as suas ideias, num mundo que ainda não estava atento à necessidade do computador. O filme é apoiado por momentos em que Jobs se preparava para o lançamento dos seus produtos. Tudo começou em 1984 quando o lançamento da publicidade “Think different” que não vendia nada mais, nada menos do que uma ideia. A apresentação da Apple Macintoch numa promessa de revolucionar as tecnologias. Quando fazia uma das apresentações mais importantes da sua vida, Jobs encontrava-se com problemas pessoais, alegando que não era pai biológico de Lisa, uma menina de 5 anos. Entretanto somos transportados para uma nova época temporal, quando Jobs é despedido da Apple e cria um novo computador chamado de NeXT. Após a derrota e prejuízo nas vendas, a Apple volta a contratar Steve Jobs. Decorria o ano de 1998 e o empresário, preparava-se para apresentar o iMac, enquanto isso a sua vida familiar também é explorada.

No decorrer do filme a presença de Michael Fassbender é fascinante. O ator fala e gesticula como o próprio Jobs. A sua nomeação para melhor ator nos oscares é uma boa aposta. O mesmo ocorre com Kate Winslet que interpreta Joanna Hoffman, amiga do protagonista. Além disso um aplauso para a equipa de caracterização que conseguiram recriar Fassbender à imagem de Jobs, os óculos, calças de ganga, camisola preta e sapatilhas, nada foi esquecido. Quem procura um filme biográfico desengane-se, este é apenas um filme sobre os bastidores dos momentos mais marcantes do empresário. O que também pode ser uma falha, onde mais nada existe. Acompanhamos um filme demasiado centralizado para que um evento corra bem, e que um computador diga “hello“. “Steve Jobs” apresenta uns diálogos fantásticos, apresenta também uma das melhores discussões filmadas. No entanto esta é uma obra cinematográfica real e melhor do que o anterior filme protagonizado por Ashton Kutcher. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: 50/50

Adam (Joseph Gordon-Levitt) um rapaz perfeitamente vulgar, tem um trabalho estável e uma namorada que ama, porém devido a umas dores nas costas decide ir ao médico. A partir daí descobre que sobre de uma das doenças mais mortais da Humanidade, o cancro.

Realizado por Jonathan Levine, 50/50 retrata um drama e uma comédia, sobre um tema um pouco delicado. Este é um divertido e sensível filme. Adam (Joseph Gordon-Levitt) um rapaz perfeitamente vulgar, tem um trabalho estável e uma namorada que ama, porém devido a umas dores nas costas decide ir ao médico. A partir daí descobre que sobre de uma das doenças mais mortais da Humanidade, o cancro. O próprio nem quer acredita quando foi diagnosticado, pois ele sempre praticou hábitos saudáveis: não fuma, não bebe e até recicla.  Confrontado com tumor maligno na coluna, Adam não sabe como reagir à notícia. Estranhamente amigos e familiares parecem reagir de forma mais negativamente à notícia. Adam trava uma luta contra ás probabilidades nada favoráveis de sobrevivência ou não. Mas com a ajuda do seu amigo (Seth Rogen), mais a sua mãe (Angelica Huston) e uma psicóloga estagiária (Anna Kendrick) que Adam começa a descobrir que tem de conseguir forçar para viver. Conseguirá o jovem escapar ao desfecho precoce da sua existência.

Neste filme é de salientar a interpretação do ator Joseph Gordon-Lewitt, pois tornou-se num profissional muito completo. A narrativa da película também está bem especulada pois além de lágrimas podemos esboçar alguns sorrisos enquanto assistimos. Demonstra também uma grande lição de vida, sobre como devemos dar valor ás pequenas coisas da vida, e como cada minuto que temos é importante.

Rating: 3 out of 5.