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Stranger Things

Stranger Things” não é uma série vulgar. Nesta série original da Netflix temos tudo do melhor dos grandes feitos cinematográficos dos anos 80. Filmes como E.T. O Extraterrestre, Star Wars, Jaws, Regresso ao Futuro e até Carrie, excelentemente retratado em 9 episódios da primeira temporada.

No epicentro da história, temos o desaparecimento de Will, um menino que desaparece numa noite ao chegar a casa. A busca incansável dos seus amigos para encontra-lo. O aparecimento de uma estranha menina com super-poderes. A aflição de uma mãe que faz de tudo para encontrar o seu filho, mesmo que a considerem louca. Um polícia deprimido que procura luz na sua vida. Dois adolescentes que procuram a verdade e uma conspiração governamental com experiências de outro mundo. Todas estas personagens juntam-se com um caminho em comum.

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A verdade é que “Stranger Things” é uma caixinha de surpresas. Excelentes interpretações, mesmo a do elenco juvenil acompanhado por um argumento bem escrito, faz desta série um sucesso. Uma surpresa agradável que já conseguiu conquistar muitos fãs e muitos prémios. É inesperada, imprevisível e muito intensa. Define-se como sobrenatural, drama e fição cientifica, onde se junta à comédia de um modo suave. A convergência destes géneros torna esta série única e facilmente adaptada para várias faixas etárias. No entanto como se passa nos anos 80, pode criar nostálgica à infância de muitos. Apesar de ainda ser pequena, foca-se no essencial e não espalha-se como episódios forçados que muitas vezes acontecem nas séries que vemos. A segunda temporada já foi confirmada e eu aguardo ansiosamente.
Quem já viu esta série? Gostaram?

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Constantine

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Se o sarcasmo destruísse demónios…

A NBC apostou em histórias da banda desenhada da DC Comics. “Constantine” foi baseado nos quadradinhos da Vertigo. Depois de um filme mediano da mesma personagem, interpretado por Keanu Reeves, surge uma nova versão. O ator Matt Ryan tentou resgatar a série, mas a segunda temporada nem vê-la. Na sua generalidade “Constantine” parecia um carrossel. Ora presenteava-nos com episódios excelentes e interessantes, como acontecia o contrário com episódios que só nos apetecia ter o flash-forward para avançar até o final.
O começo, apesar de interessante foi um pouco confuso, precisávamos de uma prequela para perceber com mais detalhe as dúvidas existenciais de John, o caso do exorcismo que correu mal, o seu amigo anjo e o seu afastamento social. A história de avalanche prejudicou a continuação da série, que não apresentava respostas. Em episódios soltos sobre casos do inexplicável, lembramos-nos muitas vezes de episódios de “Supernatural” que consegue misturar o horror com a comédia.

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O trio magnifico composto por personalidades que mantém o equilíbrio. John é o mais astuto, conhecedor das artes ocultas e ironiza todos em sem redor, mostrando-se uma pessoa anti-social. Zed é o elemento feminino que preserva aquela sensibilidade num mundo de homens, independente e com um passado misterioso, tem um dom especial. A sua história das visões em muito se assemelha a Cordelia de “Angel“. E ainda temos Chas, o senhor músculo que apoia John nas suas loucuras. A série mantinha um enredo interessante e com alguns twists, principalmente no último episódio. Não vou contar para não estragar quem não viu, mas a ideia era aumentar a curiosidade para a próxima temporada, que não aconteceu. “Constantine” terminou após 13 episódios com muito ainda para explicar. O que segurava a barra e mantinha a lealdade dos fãs era sem dúvida o protagonista que apesar de desprezar tudo e todos, mantinha aquele humor peculiar. Além disso os efeitos visuais também eram de qualidade.

Desde o início que “Constantine” não tinha o suporte necessário para se manter. Problemas de produção, atrasos nas filmagens, re-filmagem do episódio piloto, foram motivos para a má constituição de uma série com potencial. A qualidade do argumento era muitas vezes desconcertada. Episódios como “A Feast of Friends” não foi dos melhores, o oposto de “The Saint of Last Resorts” que conseguiu captar a atenção de um trama inexplorado. Respondendo à dúvida se merece continuação, se conseguisse focar num enredo mais sólido e consistente, não vejo porque não.

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Esta série quero muito ver

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A Netflix apresentou hoje o novo trailer da série “The Crown“, assim como imagens desta produção original. A estreia está marcada para 4 de novembro. Podem já marcar nas agendas.

 The Crown reúne uma equipa de luxo com o guionista Peter Morgan (A Rainha, Frost/Nixon), o realizador Stephen Daldry (Billy Elliot, As Horas) e o produtor Andy Harries (A Rainha). Baseada na premiada peça de teatro, The Audience, a série The Crown conta a história privada da Rainha Isabel II, no início do seu reinado, revelando as intrigas, os romances, bem como as rivalidades políticas e pessoais, nos bastidores dos grandes eventos que marcaram a segunda metade do século XX. O elenco de The Crown é composto por Claire Foy como Rainha Isabel II, Matt Smith como Principe Filipe, John Lithgow no papel de Sir Winston Churchill, Victoria Hamilton como Rainha Mãe, Jared Harris como Rei Jorge VI, Vanessa Kirby como Princesa Margarida e Dame Eileen Atkins como Rainha Mary entre outros.

Para mais informações sobre a série poderá seguir @TheCrownNetflix no Twitter e no Facebook em www.fb.com/TheCrownNetflix

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The Crazy Ones

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“The Crazy Ones” é uma série norte-americana criada em 2013 por David E. Kelley, um sitcom que conta com a participação de Robin Willimas, Sarah Michelle Gellar, James Wolk, Hamish Linklater e Amanda Setton. Com 22 episódios e uma temporada foi transmitido no canal CBS. A série segue a o dia-a-dia de uma empresa de publicidade em Nova Iorque chamada de Roberts & Roberts. Liderada por Simon Roberts (Robin Williams) um imprevisível homem continuadamente cheio de criatividade e imaginação. Com a ajuda da sua filha Sydney (Sarah Michelle Gellar), esta é mais racional e viciada no trabalho, conseguem satisfazer os clientes das forma mais divertidamente possível. Para juntar ao grupo ainda temos Zach, um eterno mulherengo, Andrew o tímido rapaz que faz tudo o que lhe pedem e a amigável Lauren. Já agora, ganhou o nome de “The Crazy Ones” devido à primeira publicidade da Apple (se não viram aconselho, pois Steve Jobs faz um excelente discurso) que apesar de ainda não terem um produto definido, criaram a publicidade como forma de vender uma ideia.

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Escolhi ver esta série de comédia porque este foi um dos últimos trabalhos de Robin Williams que faleceu em 2014. “The Crazy Ones” mostrou ser uma série surpresa porque além de leve é divertida e constantemente cheia de piada. Gosto do tema (também trabalho em publicidade) e gosto dos atores. De tempo a tempo personalidades conhecidas tinham uma participação especial, foi o caso de Kelly Clarkson, Josh Groban e até a modelo Adriana Lima. A espontaneidade na comédia de Robin Williams é bem notória, encarna a personagem como se fosse ele próprio. Por outro lado também gostei de voltar a ver Sarah Michelle Gellar na televisão (não a via desde a Buffy). O bloopers no final de cada episódio são divertidos. Eu gostei de ver “The Crazy Ones“, mas sobre esta série existe muitas diferentes críticas.

Quem não se lembra?, Séries

Revenge

Revenge

Na minha busca incansável de procura de novas séries para ver deparei-me com “Revenge”. Queria assistir a uma série terminada, (pois não gosto de esperar semana a semana por episódio) gosto da atriz principal (gostei do seu papel na série Everwood), estava a precisar de ver um drama, não me apetecia ver uma série de sobrenatural em que tudo acontece de forma mágica e li boas reviews desta série. Pensei logo, porque não? Arrisquei e fiquei fã logo desde o primeiro episódio.

O plot é interessante, num género Conde de  Monte Cristo dos tempos modernos, sobre uma jovem que pretende vingança à família que destruiu a vida do pai e o tornou inimigo número 1 da América.  A série conseguiu 4 temporadas, com um total de 89 episódios. Na primeira temporada acompanhamos a nova vida de Amanda Clarke que agora tem o nome de Emily Throne, enquanto que um a um vai criando a sua vingança a cada uma das pessoas que estiveram envolvidas no julgamento do pai, entretanto falecido. No final de cada episódio é deixado sempre um pequeno aperitivo para o próximo, e se não fosse pela falta de tempo e pelo sono terminava tudo num ápice. Apesar que desejar continuar a sua busca sozinha na luta contra os seus objectivos, Emily consegue companheiros que a ajudam. Nolan Ross, é das personagens que mais gosto da série, divertido, espontâneo, e um bom amigo, ele é dono de uma empresa de informática onde é hacker nos tempos livres. Jack Porter, amigo de infância de Amanda, só descobre a verdade sobre ela no final da segunda temporada. Aiden Mathis esta personagem também aparece na segunda temporada e apresenta-se como o interesse amoroso de Emily, além disso teve o mesmo mestre de vingança.

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Este caminho podia ser um caminho bem solitário, mas Emily conseguiu desafiar as probabilidades. O seu plano era destruir por completo a família Grayson, para quem o seu pai trabalhava. Os Grayson são compostos por Conrad, apenas se importa com o poder e nome da família, Victoria, mulher cínica que apenas se interessa por dinheiro, é completamente manipuladora, e os filhos Charlotte e Daniel. No seu plano de vingança, Emily pretende fazer Daniel apaixonar-se por si, para assim destruir por completo a família por dentro. Mas será que vai conseguir?

A série conseguiu ter sucesso devido à história bem pensada e ao desenvolvimento de cada personagem, cada um com os seus segredos, pareciam peças num jogo de xadrez, cada um manipulando os outros para os seus próprios interesses. Gostei de todas as temporadas, especialmente a terceira, para mim essa deixou-me com os nervos em franja. A pior foi a quarta temporada, arrastou-se demasiado com situações desnecessárias. Quanto ao final achei muito happy-ending depois de tudo o que se passou, mas com um twist interessante.

A qualidade da série é muito boa, especialmente para quem se interessa por drama, mistério, ação e intriga. Todas as personagens tem personalidade forte e todas são necessárias para o desenvolvimento da história. Segredos, segredos e mais segredos tornaram Revenge muito interessante de assistir. Uma novela escura com um factor de glamour passado nos Hamptons. Bem recebida pela crítica internacional caracterizada como sendo “Sexy”, “pegajosa”, “Exagerada mas agradável” deram o estatuto de série aconselhada sendo que a ABC não conseguiu tanta audiência num episódio, desde de Lost.

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Novidades “Guerra dos Tronos”

É de forma provocatória que nos chega oficialmente o primeiro poster da série polémica “Guerra dos Tronos“. Na imagem podemos ver a personagem de Kit Harington, Jon Snow, pálido, cabisbaixo e com a cara coberta de sangue. A dúvida ainda persiste, será que morreu ou não no final da quinta temporada?

A HBO confirmou que a sexta temporada será transmitida em Abril.

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Quem não se lembra?

100 Questions

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A série televisiva 100 Questions ou 100 Questions of Charlotte Payne foi lançada pela NBC durante o ano de 2010. Criada como um sitcom de aproximadamente 20 minutos cada episódio, a série não avançou da primeira temporada, ficando-se apenas pelos 6 episódios. A baixa audiência é apontada principalmente como a causa do cancelamento. A história principal centra-se em Charlotte Payne, uma mulher britânica, alegre e descontraída, que vive para encontrar o amor, junta-se então a um “programa” delineado por um conjunto de perguntas para encontrar a alma gémea. Para tornar a série mais divertida juntam-se os amigos: Jill a típica tonta do grupo, é muito divertida e bem-disposta; Leslie é coreana de personalidade determinada é uma ótima amiga; Mike atencioso é um pouco falhado no que toca a mulheres; e Wayne que está sempre a utilizar o seu charme natural perante o sexo feminino, no entanto esta desempregado e vive no sofá de Mike.

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O falhanço da série ocorreu provavelmente ao enredo cliché das comédias americanas, aquela vertente de encontrar o amor ao lado de um grupo de amigos é demasiado “batido”. A personagem principal Charlotte também não apresentava um desenvolvimento fixo, era demasiado inconstante relativamente às suas opiniões. Mas fora isso esta comédia até era engraçadita, as piadas saiam naturalmente e faziam rir o espectador. Apesar da sensação de já “vi isto em algum lado”, 100 Questions apresentou um piloto divertido sobre as questões amorosas. No entanto fracassou, e o que deveria conseguir 100 questões (sim porque cada episódio corresponde a uma pergunta para encontrar a alma gémea), apenas conseguiu 6 perguntas.

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Fargo

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Esta é uma série baseada em factos reais. Assim começa cada episódio da série exclusiva da FOX, Fargo. Esta falácia presente no início de cada episódio revela imediatamente o humor negro subjacente à história. Baseado no filme cult, de 1996 dos irmãos Joel e Ethan Cohen, segue a personagem de Billy Bob Thorton, um homem sem escrúpulos que conhece o insatisfeito Lester Nygaard (Martin Freeman). Imediatamente a vida de ambos muda completamente numa série de incidente ocorridos em 2006 que chama a atenção da polícia local. Depois de uma primeira temporada estrondosa, cheia de envolvimentos surpreendentes e interpretações de louvar, Fargo voltou.

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Meredith sem o Derek

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A série Anatomia de Grey já anda por estas bandas desde 2005. E eu acompanho-a, desde a sua estreia. A criadora, Shonda Rhimes, na temporada anterior teve a infeliz ideia de “matar” uma das personagens principais, Derek Shepard. Mas porquê? Irra da mulher que tem sempre de ser dramática sem necessidade. Se o ator queria sair da série, tudo bem, ficava lá em Washington (que era onde passava a maior parte do tempo a trabalhar para o Presidente) que ficávamos todos felizes. Além disso morreu de uma maneira sem sentido e mesmo insignificante. Bem, mas quanto a isso parece que a vida é mesmo assim….Continuando, na décima segunda temporada, Meredith Grey tenta refazer a sua vida sem o seu “Mcdreamy“, numa casa nova, com três filhos e ainda a viver com a sua cunhada disfuncional e a sua nova meia-irmã. Uma família completamente normal.

“So you might be thinking, I’ve been here before. This is familiar. This is old hat. Maybe you’re wondering why we are here. But I promise, you are about to find out that everything has changed.”

Assim começa o episódio “Sledgehammer” com a promessa de Meredith Grey, que tudo ia mudar. Não mudou, o episódio foi fraquito. Um pós-Derek desinteressante, diferente ao que estávamos habituados e sem emoção. Acredito na ideia de reinvenção da série, os argumentistas estão a idealizar numa história mais colorida, diferente dos contornos acizentados das temporadas anteriores. Mas, faltou ou vai continuar a faltar qualquer coisa. Novas personagens chegaram a Seattle Grace, mas que ainda não me tocaram no coração. A ver vamos como ser a continuação da série.

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O que sabemos de Gotham temporada 2 (até agora)

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Já não falta muito para a estreia da segunda temporada de “Gotham”, série televisiva que se baseia no universo da DC Comics. Bem a sua diferença está em contar uma história, e não se basear apenas nos vilões e nos heróis. Em Gotham percorremos o passado de personagens por nós conhecidos da banda desenhada. Ben Mckenzie é a estrela principal, em que o próprio já afirmou que a cada episódio que passa tudo torna-se mais sério.

Lembram-se como terminou a primeira?

Apenas um pequeno refresh do que se passou no último episódio:  Maroni está morto, Fish Money também (seria difícil sobreviver a uma queda daquelas) e o Rei de Gotham quem é, quem é? O Pinguim. Nygma já se está a revelar como vilão, pois matou o seu primeiro homem. A Barbara ainda traumatizada atacou a Leslie. E não vamos esquecer da grande descoberta do pequeno Bruce, uma caverna cheia de morcegos.

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