Lost In Japan

O artista Sam Mendes inspirou-se no filme “Lost in Translation” realizado por Sofia Coppola com Scartett Johansson e Bill Murray que tem como local local escolhido as ruas movimentadas do Japão. Esta música “Lost in Japan” fez imensas referências ao filme. Consegues perceber quais são?

O artista Sam Mendes inspirou-se no filme “Lost in Translation” realizado por Sofia Coppola com Scartett Johansson e Bill Murray que tem como local local escolhido as ruas movimentadas do Japão. Esta música “Lost in Japan” fez imensas referências ao filme. Consegues perceber quais são?

Crítica: 1917

6 de abril de 1917. Enquanto um regimento se junta para invadir território inimigo, dois soldados são enviados para lutarem contra o tempo e entregarem uma mensagem e evitarem que 1600 sejam empurrados para uma armadilha que pode terminar nas suas mortes.

Título: 1917
Ano: 2019
Realização: Sam Mendes
Interpretes:  Dean-Charles Chapman, George MacKay, Daniel Mays…
Sinopse: 6 de abril de 1917. Enquanto um regimento se junta para invadir território inimigo, dois soldados são enviados para lutarem contra o tempo e entregarem uma mensagem e evitarem que 1600 sejam empurrados para uma armadilha que pode terminar nas suas mortes.

O realizador Sam Mendes, inspirou-se nas histórias que o seu avô contava sobre a guerra e criou este filme, num mistura entre a realidade e fição. Pode não ter recebido o Óscar de Melhor Filme este ano, mas o seu mérito merece ser referido. “1917” não é um filme normal sobre a guerra. Esta é uma obra-prima muito real e fidedigna às trincheiras da 1ª Guerra Mundial onde soldados davam a sua vida para lutarem pelo seu país.

Dois soldados britânicos e colegas, Blake (Dean-Charles Chapman) e Schofield (George MacKay) recebem uma missão quase impossível. Levarem uma mensagem ao sargento doutro batalhão e evitar que 1600 soldados sejam encaminhados para uma armadilha alemã. Numa corrida contra o tempo e com difíceis obstáculos, ambos vão unir os seus máximos esforços e tentar sobreviver para salvar a vida daqueles homens, incluindo o irmão de Blake.

Admito que filmes de guerra não são os meus favoritos, mas este fez-me mudar de ideias. O sufoco que foi seguir estes dois homens na sua jornada foi muito grande. Além disso a técnica utilizada por Sam Mendes, de plano contínuo, ajudou a esta preocupação. O plano mais longo demorou 9 minutos, o nível de mestria presenta na realização é fenomenal. “1917” recebeu o Óscar de Melhor Fotografia e Melhor Mistura de Som. A cinematografia deste filme é algo a considerar. Apesar do ambiente repleto de terra batida e trincheiras, conseguiram propor um excelente trabalho com a iluminação e os as cores utilizadas, principalmente nas cenas nocturnas, com os efeitos das luzes e explosões.

Como o propósito do filme é a missão dos jovens soldados, não conhecemos bem o desenvolvimento das personagens. Apenas por breves momentos conhecemos um pouco sobre o íntimo dos protagonistas. Estão sempre a decorrer acontecimentos marcantes e não ficamos cansados de assistir. Apesar de não existirem muitas falas, sentimos uma relação próxima com estas personagens. Queremos que consigam terminar a sua tarefa. Vemos o seu ar cansado, mas motivado para informação que vai salvar milhares de soldados.

Concluindo este é um filme belo, completo e uma excelente obra cinematográfica que não vai deixar ninguém indiferente. Comovente, e consegue deixar o nosso coração acelerado em vários momentos. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

Rating: 4.5 out of 5.

Crítica: 007 Spectre

Uma mensagem encriptada do passado de James Bond é-lhe enviada, com o rasto de uma sinistra organização. Enquanto M combate as forças policiais para manter o serviço secreto vivo. Bond procura a verdade do misterioso SPECTRE.

Título: Spectre
Ano: 2015
Realização: Sam Mendes
Interpretes: Daniel Craig, Christopher Waltz, Léa Seydoux, Monica Belluci, Ralph Fiennes…
Sinopse: Uma mensagem encriptada do passado de James Bond é-lhe enviada, com o rasto de uma sinistra organização. Enquanto M combate as forças policiais para manter o serviço secreto vivo. Bond procura a verdade do misterioso SPECTRE.

James Bond: o apaixonado

O ator Daniel Craig voltou a ser o agente secreto 007, numa nova aventura cheia de tiros, perseguições, carros de luxo, diferentes gadgets e claro novas paixões. “Spectre” é um filme que volta às origens de 007, a história repete-se, mas com um toque de modernidade. Contudo o que devia ser um filme nostálgico e memorável, não superou as expectativas. A graça está na nova trama em que Bond não trabalha para a agência MI6, apenas está a fazer trabalho de campo sozinho, já que M antes de morrer o encarregou de uma missão secreta. Nessa missão viajamos pelos quatro cantos do mundo, conhecemos segredos do passado de Bond, como as suas origens familiares e um vilão brilhantemente interpretado por Christopher Waltz. Por outro lado Daniel Craig apresenta-se como um James Bond mais desgastado e sem a mesma energia. Por outro lado a atriz Léa Seydoux apesar de tímida ao início, mostra-se capaz como Bond girl.

O enredo é interessante, conseguimos compreender a ligação (ou a falta dela) de 007 com o seu inimigo e cabecilha de uma organização secreta. Entre perseguições de cão e gato, segredos revelam-se e mais dificuldades aguardam o agente secreto. O filme apesar de querer ter a intenção de voltar às origens, com momentos que tornaram esta uma franquia de sucesso, “afunda-se” em demasiados cliclés e momentos com demasiado facilitismos. O que vale é a cinematografia visual da música de Sam Smith “Writtings on the Wall” que se apresenta sublime. Concluindo o filme não aquece nem arrefece, o que outrora foram filmes interessantes como “Quantum Solace“, “Skyfall” também, em “Spectre” não impressionou. Este James Bond foi diferente e escolheu o amor, será este um sinal de fraqueza para o agente? Aguardaremos os próximos capítulos. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.