Mandalorian

A Disney + chegou para fazer concorrência a outras plataformas digitais como Netflix e HBO, mas não chegou sozinha. A espera já era grande para a estreia da nova série: Mandalorian. Ainda não temos este serviço em Portugal, mas já não deve faltar muito. Entretanto já vi os primeiros episódios e estas são as minhas primeiras impressões.

A Disney + chegou para fazer concorrência a outras plataformas digitais como Netflix e HBO, mas não chegou sozinha. A espera já era grande para a estreia da nova série: Mandalorian. Ainda não temos este serviço em Portugal, mas já não deve faltar muito. Entretanto já vi os primeiros episódios e estas são as minhas primeiras impressões. 

Baseado no universo Star Wars, “Mandalorian” é a nova série da Disney, criada pelo ator e realizador Jon Favreau. A primeira temporada vai ter 8 episódios, disponibilizados todas as sexta-feira, até bem perto do Natal, altura em que estreia o último filme desta trilogia de Star Wars, IX A Ascenção de Skywalker. Ao que tudo indica a série e o filme podem estar relacionados e tal está ainda a aumentar mais a curiosidade dos fãs. Situando ainda melhor o espaço temporal, “Mandalorian” ocorre 5 anos após o final do filme “Star Wars Episódio VI: O Regresso dos Jedi “(1983). Então por esta lógica sabemos que os heróis Luke, Leia e Han Solo estão certamente vivos em algum lugar. A narrativa tal como o nome indica segue a jornada de uma mandaloriano. Após a quedo do império, um excelente pistoleiro, e piloto de naves, viaja sozinho pela galáxia, em troca de algum dinheiro pela captura de recompensas.

A série começa com a transacção de negócios do mandoloriano. É-lhe atribuído um trabalho, resgatar uma misteriosa recompensa. À chegada do seu destino cruza-se com alguém que o vai ajudar a conseguir o que pretende. Uma amizade que vai evoluindo durante dois episódios. Mas o mais curioso é o final que deixa o primeiro episódio. Para quem ainda não viu o episódio e para quem anda distraído na internet nos últimos tempos, é melhor parar a leitura por aqui, pois spoilers vão aparecer. Continuando, sobre o final do primeiro episódio e  já aconteceu ser uma das maiores delícias da internet dos últimos tempos, é o encontro com um bebé da mesma espécie do Yoda. Isso mesmo. Além da personagem ser muito querida, deixa no ar muitas dúvidas. Sempre pensávamos que o Yoda era o único da sua espécie. Seres bastante habilidosos com a força, conseguem durar muitos e muitos anos. Ora nesta época Yoda já tinha morrido, mas então significa que o bebé já estava vivo entre o confronto de jedis e o malvado Palpatine? Como o conseguiram esconder? Como sabiam que estava vivo? Quem o escondeu? São muitas perguntas que ainda não tem resposta, mas teremos de esperar para descobrir.

Pedro Pascal é o protagonista desta série.  Ainda não lhe vimos a cara, mas os diálogos e gestos são bastante enriquecedores. Além disso o forte carinho e protecção que sente pelo “bebé Yoda” como é chamado na internet, é do mais querido possível. Quase como se fosse uma relação entre pai e filho. Apesar do mandaloriano não ser uma pessoa que expressa os seus sentimentos, conseguimos visualizar que ali já existe uma forte relação, mesmo que não exista comunicação perceptível. 

Os cenários bem construídos digitalmente e a caracterização que já conhecemos deste universo não podiam estar melhor representadas. Com a ajuda do CGI, conseguimos sentir quase como se estivéssemos numa galáxia muito, muito longe. O departamento de fotografia é bastante profissional, pelo menos nesta série, não temos a pressão de ação de filme e por isso tudo fluí melhor. Relativamente à realização, muitos vão ter a sua oportunidade. Dave Filoni (Clone Wars e Star Wars Rebels) realizou o episódio piloto. Outros nomes como Taika Waititi (Thor:Ragnarok) e Deborah Chow (Jessica Jones) realizaram os próximos capítulos. A atriz Bryce Dallas Howard (Jurassic World) também tem um episódio com a sua direção.

Concluindo esta é uma série must-see para todos os fãs de Star Wars. Para quem é curioso de primeira viagem, aconselho verem os filmes anteriores, para assim se manterem informados sobre o background da história. “Mandalorian” ainda agora começou, mas já se espera uma segunda temporada.

Artigo escrito para Repórter Sombra

Crítica: Kingsman: O Círculo Dourado

Quando o seu quartel é destruído, a viagem dos Kingsman levam-nos até aos Estados Unidos, onde descobrem uma nova organização. Estas duas agências secretas de elite tem de se juntar para eliminar um inimigo em comum.

Título: Kingsman: The Golden Circle
Ano: 2017
Realização: Matthew Vaughn
Interpretes: Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong…
Sinopse: Quando o seu quartel é destruído, a viagem dos Kingsman levam-nos até aos Estados Unidos, onde descobrem uma nova organização. Estas duas agências secretas de elite tem de se juntar para eliminar um inimigo em comum.

Os espiões mais cavalheiros de Londres voltaram para um segundo filme. A continuação de “Kingsman” segue com uma reviravolta surpreendente, da qual não concordo nada. Mas sem dúvida que esta saga não tem medo de avançar e talvez por isso consiga distanciar-se dos outros filmes de espionagem. O final da agência britânica trouxe graves percussões, quando um novo vilão surge. Os “Kingsman” terão de pedir ajuda aos “Statesman” nos Estados Unidos da América para juntos derrotarem um mal maior. A narrativa consegue ainda surpreender, a vilã Poppy (Julianne Moore) não consegue ser tão excepcional como a personagem de Samuel L. Jackson, mas apresenta um carisma especial só dela. Louca e descabida é possível amá-la e odiá-la ao mesmo tempo. Outras novas personagens surgem é o caso de Tequilla (Channing Tatum), Ginger (Halle Berry), Whiskey (Pedro Pascal) e Champ (Jeff Bridges). Os atores conseguiram criar um desenvolvimento entusiasmante às suas personagens.

Para quem viu o filme anterior, sabe que Harry, personagem de Colin Firth foi assassinada, durante o terrível assalto à igreja no filme anterior. Contudo nesta continuação ele volta para ser o tutor de Egsy. Isso tudo será explicado durante o filme. Ação com requinte, drama e comédia é tudo esperado para “Kingsman: O Círculo Dourado“. Admito que gostei mais do primeiro filme, mas este consegue seguir um fluxo narrativo consistente e surpreendente. Não desilude. Pode ser esperado mais missões secretas, perseguições de tiros e engenhocas loucas. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.