O Método Kominsky

Envelhecer não é fácil. É um facto complicado para todos nós. O corpo já não responde como respondia, as capacidades começam a ficar limitadas e até o nosso humor altera. Com Michael Douglas na produção e com a distribuição da Netflix, temos uma série de drama mas divertida sobre a circunstâncias da vida e tudo ao que implica.

Envelhecer não é fácil. É um facto complicado para todos nós. O corpo já não responde como respondia, as capacidades começam a ficar limitadas e até o nosso humor altera. Com Michael Douglas na produção e com a distribuição da Netflix, temos uma série de drama mas divertida sobre a circunstâncias da vida e tudo ao que implica. “O Método Kominsky” segue a vida de dois melhores amigos, Sandy (Douglas) Norman (Alan Arkin) que divagam sobre as dificuldades de envelhecer e como contornar essas circunstâncias com muito humor. Durante duas temporadas com oito episódios cada uma, somos espectadores de uma amizade que já dura anos e como a idade é um posto, podem implicar e resmungar da forma que mais acharem adequada.

Com um argumento bem escrito e com personagens carismáticas sentimos uma conexão com esta série. Apesar do seu carácter dramático, faz-nos rir e é o que precisamos. Mesmo em alturas de crise, estas personagens utilizam o humor como arma O que resulta para o facto de sermos um pouco mais positivos, apesar das circunstâncias. Por isso esta série resulta muita bem.

Os atores Michael Douglas e Alan Arkin estão impecáveis nos seus papeis e hilariantes. Partilham uma forte amizade e velhos queixosos, mas que adoramos até invejamos este pensamento positivo pela vida.

Vencedor de prémios como: globo de ouro para melhor série de comédia e Melhor ator para Michael Douglas, facilmente percebemos o seu carácter de sucesso. Uma surpresa agradável sobre a vida ser um “saco” e por vezes ser desconfortável, mas são todos passos para uma oportunidade melhor e onde também existem momentos bons.

O Método Kominsky” tornou-se numa surpresa agradável, uma bem-disposta comédia dramática com um elenco principal de excelentes atores com uma nova perspectiva de vida. Porque velhos são os trapos e pior do que envelhecer é viver com arrependimentos.

Netflix Portugal

Crítica: Mistério a Bordo

Um polícia de Nova Iorque e a sua esposa vão numa viagem até à Europa, mas acabam por ser suspeitos de um assassinato de um milionário.

Título: Murder Mystery
Ano: 2019
Realização:  Kyle Newacheck
Interpretes:  Adam Sandler, Jennifer Aniston, Luke Evans…
Sinopse: Um polícia de Nova Iorque e a sua esposa vão numa viagem até à Europa, mas acabam por ser suspeitos de um assassinato de um milionário.

Se me dissessem que um filme que junta Adam Sadler e Jennifer Aniston ia ter piada, eu certamente ia duvidar. Mas a verdade é que este “Mistério a Bordo” surpreendeu e adivinhem…até faz rir. A culpa não é dos atores. Adam Sadler tem sempre o mesmo género de papeis (exepto a surpresa do ano passado “Uncut Gems” que foi muito comentado por não ter sido nomeado aos Óscares), e talvez por isso não consegue ir mais além nas comédias. Mas consegue ficar com a mulher boazona. Já Jennifer Aniston que já se tinha aliado a Sadler no filme “Engana-me que eu gosto” também quando aparece numa comédia romântica nunca são filmes que superam o razoável. “Mistério a Bordo” é intrigante, divertido e carismático.

Com uma produção Netflix temos a história de um casal que finalmente após 15 anos de casamento decidem viajar até à Europa. Mas os planos de baixo orçamento mudam quando conhecem o sobrinho de um milionário e são convidados a viajarem durante uns dias no iate com a família. Durante esse encontro acontece um assassinato, e evidentemente que os principais suspeitos são os Spitz (Aniston e Sadler). Viciados em policiais e com o intuito de saírem ilesos desta complicada situação, decidem investigar por termos próprios quem afinal é o assassino e limparem os seus nomes.

-You’re an actress, right?

-All women are actresses, dear. I’m just clever enough to get paid for it.

Nick e Grace

Neste filme não existem momentos aborrecidos, seja com ação, mistério e comédia o público está sempre entretido. Na verdade até gostei de assistir a Sadler e Aniston como casal maravilha. São ambos engraçados e são as estrelas do filme, dividindo o protagonismo. O argumento é também muito bom e facilmente estamos a rir com as falas das personagens. Este é um filme bem-disposto e para assistir em qualquer ocasião, pois junta vários géneros, ideal para todos os gostos.

Concluindo, “Mistério a Bordo” não desilude e pelo contrário até surpreende. No final após o crime estar resolvido ainda ficou em abertura para um próximo filme, será que vai acontecer? O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.
Netflix

As Arrepiantes Aventuras de Sabrina

Os portões do Inferno estão abertos e Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) tem apenas uma missão. Resgatar o seu namorado Nick do Inferno que ficou lá aprisionado com a alma do próprio Lúcifer. Depois do último episódio da segunda temporada da série da Netflix “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina”, a jovem prometeu conseguir entrar no local mais temível, o Inferno, juntamente com os seus amigos: Harvey (Ross Lynch), Roz (Jaz Sinclair) e Theo (Lachlan Watson).

Parte 3: Knock Knock Knock on the Gates of Hell

Os portões do Inferno estão abertos e Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) tem apenas uma missão. Resgatar o seu namorado Nick do Inferno que ficou lá aprisionado com a alma do próprio Lúcifer. Depois do último episódio da segunda temporada da série da Netflix “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina”, a jovem prometeu conseguir entrar no local mais temível, o Inferno, juntamente com os seus amigos: Harvey (Ross Lynch), Roz (Jaz Sinclair) e Theo (Lachlan Watson).

A viagem da protagonista é cada vez mais difícil. Entre escolher o caminho da luz da sua parte mortal ou o da escuridão da sua metade de bruxa. Sabrina Spellman divide-se num espectro de escolhas que a torna cada vez mais vulnerável, no entanto é persistente nas suas decisões e confronta o mal com a cabeça erguida. Numa primeira fase apenas deseja recuperar o namorado, Nick que é hospede para a alma do seu pai, Lúcifer. Evidentemente que vai existir um preço a pagar (existe sempre) e a felicidade ainda está longe de ser alcançada. Nesta terceira parte da série, temos uns novos vilões. Além da fragilidade da Igreja da Noite, pois sem o seu mestre e quase dizimada na temporada anterior, Sabrina é a legítima herdeira ao trono, e nomeia Lillith como regente. Contudo, para os demónios é demais uma jovem bruxa meia-mortal estar a governar e convencem Caliban (que é feito de barro) a protestar a coroa do Inferno. Mas não é a única ameaça. Um grupo de pagãos, instala-se em Greendale e atingem a Igreja da Noite, quando esta está mais sensível a ameaças, e sem poderes. Sabrina terá de multiplicar novamente as suas tarefas entre a terra e o inferno. Durante o dia é uma estudante normal e participa em treinos de cheerleading e durante a noite pratica o satanismo e magia negra.

Apesar de esta ser a temporada mais curta desta produção da Netflix, com apenas 8 episódios, a ação não é mais escassa. Cada episódio é uma roda viva de aventuras e não existem momentos parados. Por um lado, conhecemos um pouco mais sobre os rituais e poder das bruxas, e por outro existe um desenvolvimento maior das personagens. Para quem conhece a série Riverdale, já foi possível criar mais referências entre ambas as séries, pois pertencem ao mesmo universo. Talvez se aproxima um episódio crossover. Esta temporada modificou o seu ponto de vista e aborda um lado mais musical. Além das provas de cheerleading, o grupo de amigos, Harvey, Roz e Theo formaram uma banda. Por isso podem esperar por vários momentos musicais.

Houve um forte crescimento da protagonista nesta temporada, que pela primeira vez tem fortes ameaças contra si e contra a sua ceita. A produção conduziu bem o enredo onde conhecemos mais forças de poder além de Lúcifer Morningstar, representante da bruxaria satânica. Somos apresentados a uma bruxaria pagã que idolatram os antigos deuses e as suas magias místicas. Uma aquisição à série e que muito aguardávamos era o cenário do Inferno. Nesta terceira parte os cenários assombrados de tortura e sofrimento são do melhor. O Pandemónio foi uma excelente representação de um local tenebroso mesmo ao estilo da série. O guarda-roupa das personagens foi pensado ao pormenor e por isso merece ser mencionado. 

Posso adiantar que muito aconteceu durante esta temporada e as coisas vão-se tornar complicadas para todas as personagens. Mais até foi interessante, esta sensação de roleta russa com o destino de cada um. Percebemos que ninguém está a salvo, mesmo a nossa protagonista que além de lutar contra o Mal, tem ainda que defender o seu coração que vive os primeiros dilemas amorosos. Sabrina cresceu e a série também melhorou. Entretanto espera-se uma quarta temporada e por isso vamos saudar o Senhor das Trevas. 

Netflix Portugal
Repórter Sombra

Vídeo Musical – As Arrepiantes Aventuras de Sabrina

Directamente da Netflix a terceira parte da série “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina” já estreou na plataforma. Para divulgar a série criaram um videoclip louco com as personagens e uma canção original com o nome “Straight to Hell” interpretada por Kiernan Shipka.

Directamente da Netflix a terceira parte da série “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina” já estreou na plataforma. Para divulgar a série criaram um videoclip louco com as personagens e uma canção original com o nome “Straight to Hell” interpretada por Kiernan Shipka.

Crítica: Extremamente Perverso, Escandalosamente Cruel e Vil

Uma crónica dos crimes de Ted Bundy da perspectiva de Liz, a sua namorada de longo tempo, que recusou aceitar a verdade sobre ele durante anos.

Título: Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile
Ano: 2019
Realização: Joe Berlinger
Interpretes:  Lily Collins, Zac Efron, Angela Sarafyan…
Sinopse: Uma crónica dos crimes de Ted Bundy da perspectiva de Liz, a sua namorada de longo tempo, que recusou aceitar a verdade sobre ele durante anos.

Difícil de acreditar que existiu realmente esta história. Como é possível um homem matar tantas mulheres e só anos mais tarde ser preso? Esta é a história verídica de Ted Bundy um assassino charmoso de mulheres que calcula-se ter assassinado e abusado mais de 40 mulheres. Além disso provocava com o seu charme egocêntrico o sexo oposto e ainda conseguiu ser o seu próprio advogado de defesa no seu julgamento. Um assassino sem escrúpulos e mentalmente doente que conseguiu escapar várias vezes da prisão. Esta é uma perspectiva do caso pela visão de Liz, a sua namorada de longa data da altura. Baseado num livro que a própria escreveu, “The Phantom Prince: My Life with Ted Bundy“, onde explicava a sua história. Este foi um choque para a jovem, pois não aceitava a verdade do parceiro, foram precisos anos de recuperação para aceitar os factos.

Ted Bundy está brilhantemente interpretado por Zac Efron. O ator torna esta personalidade mais humana (apesar de considerar-mos muitos dos seus actos, atrocidades de um monstro) e mais sensível ao seu meio. Houve momentos em que uma simples expressão demonstravam toda a sua dor, e os close-ups da câmara faziam todo o sentido. Sentimos mais esta empatia por Zac Efron do que por Lily Collins, excepto na parte final onde a atriz dá tudo por tudo na sua cena.

-You fell in love with a weirdo.

-I did. I fell in love with a weirdo.

-That makes you weird, just by association.

Ted Bundy e Liz Kendall

Relativamente ao realizador Joe Berlinger, onde a sua área é focada em documentários, até já esteve nomeado com um Óscar e juntos recriaram este caso de um dos maiores serial killers norte-americanos. Joe Berlinger apresentou algumas sequências duvidosas, mas isso esta explicado pelo seu currículo. Filmar um documentário é bem diferente do que retratar um filme. O espectador anda um pouco a boiar entre cenas e só quando Ted é finalmente preso é que a história começa a ganhar ritmo e melhor interpretação. O melhor deste filme foi mesmo a interpretação de Zac Efron que conseguiu provar num papel mais dramático a sua diversidade de ator. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.
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Crítica: A Todos os Rapazes: P.S. Ainda Te Amo

Lara Jean e Peter oficializaram a sua relação, mas o destinatário de outra carta de amor entra em contacto.

Título: To All the Boys: P.S. I Still Love You
Ano: 2020
Realização:  Michael Fimognari
Interpretes:  Lana Condor, Noah Centineo, Jordan Fisher…
Sinopse: Lara Jean e Peter oficializaram a sua relação, mas o destinatário de outra carta de amor entra em contacto.

Depois um primeiro filme bem amoroso e fofinho com “A Todos os Rapazes que Amei” a Netflix voltou com a sequela da história de Lara Jean. Depois do envio sem autorização das suas cartas pessoais de amor, Lara Jean e Peter começam a namorar. Com um primeiro encontro bastante perfeito onde prometem não partir o coração ao outro. Lara Jean começa a viver a sua própria história de felizes para sempre. Contudo o seu mundo abala, quando um romance do passado e outro destinatário das cartas, John Ambrose, lhe escreve como resposta aos seus sentimentos. A jovem volta a ficar indecisa, pois de um lado tem o seu amor perfeito Peter, mas que ao contrário dela não tem nenhuma primeira vez no romance e por outro John que ambos tem muitos aspectos em comum e uma personalidade muito semelhante. Qual será o pretendente que Lara Jean vai escolher?

There’s a Korean word my grandma taught me. It’s called jung. It’s the connection between two people that can’t be severed, even when love turns to hate. You still have those old feelings for them; you can’t ever completely shake them loose of you; you will always have tenderness in your heart for them

Lara Jean

Apesar de ser diferente dos filmes do género de rom-com teen, este consegue a sua própria identidade, baseado na saga de livros de Jenny Han, temos uma narrativa fofinha sobre a procura do primeiro amor e os dilemas da adolescência. Esta sequela não foi tão lindinha como o primeiro filme, mas ainda assim conseguiu ser bom. Houve algumas falhas de argumento e situações por explicar, pois as personagens principais evitavam sempre o “elefante na sala” mas fora isso voltámos a apaixonar-nos novamente. Além disso este foi um filme de transição, por isso espero que resolvam os assuntos pendentes com um terceiro filme.

Concluindo esta é uma continuação dos eventos passados e indicado para o Dia dos Namorados (dia da sua estreia). Mantém-se fofinho na mesma, mas soube a pouco e esperávamos algo mais. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.

Making a Murder

Filmado durante 10 anos, Steven Avery é o principal suspeito de vários crimes, mas será? Um documentário sobre a corrupção policial.

Quantas vezes nos queixamos da falta de justiça. Inúmeras vezes. Muitas situações dependem da opinião de terceiros ou de interesses maiores. Um caso real, que aconteceu a Steven Avery, condenado injustamente por um crime que não cometeu e depois de conseguir a sua liberdade, foi novamente incriminado.

São muitas dúvidas que circulam neste caso. Steven Avery um homem que vivia no Condado de Manitowoc foi injustamente culpado por um crime de violação do qual não cometeu. Esteve 18 anos presos e sempre a tentar a sua inocência. Apenas com o avançar dos anos e com a melhoria da tecnologia conseguiu provar a sua inocência e a indicação que não estava no local do crime. Ficou sem liberdade, o seu casamento desfeche-se e perdeu o contacto com os filhos, só porque vivia num ferro velho e a sua família vivia um pouco à parte da comunidade. A polícia viu em Avery um alvo fácil para assumir a culpa. Em 2005 é novamente acusado de um crime. Desta vez é pela morte de Teresa Halbach uma jornalista. Um julgamento estranho, pois pistas sem sentido apareciam nos locais mais esperados e especula-se que tenha sido tudo implementado pela polícia local. Apesar de já recorrer a vários advogados, a várias indicações de inocência, Steven foi condenado a 2007. O caso agravou-se quando o seu sobrinho confessou a participação no crime, algo que depois veio a negar, pois sentiu-se pressionado a confessar. Atualmente preso, Avery não desiste de conseguir provar novamente a sua inocência.

Neste documentário produzido pela Netflix, escrito e realizado por Laura Ricciardi e Moira Demos, acompanhamos todas estas decisões, o julgamento e a revolta da família Avery. A primeira temporada explora os anos de 1985 a 2007. A segunda aborda o pós condenação e o dia-a-dia das famílias e o começo da sua própria investigação. Este documentário ganhou vários prémios, incluindo Melhor Documentário pelo Primetime Emmy Awards.

Este documentário deixa-nos nervosos. Estes julgamentos de crimes maiores são sempre incertos, mas este é mesmo um caso que só aconteceria nos Estados Unidos da América. Estas políticas de conspiração, acusações falsas e implantações de provas. Se quiserem ver-se livre de alguém façam-no à maneira americana. Um sentimento de revolta cresce dentro de nós durante estes episódios. Avery estava inocente da primeira acusação, e quando decidiu indemnizar a polícia do Condado pela sua investigação, foi logo acusado de um homicídio. Todo este timing é suspeito e o surgimento das provas é incoerente. Ora não estão lá, como no próximo dia lá estavam e o sangue no local de crime também não está lógico com a situação. Além disso não foi muito à cara com o irmão da vítima e o seu ex-namorado. Eram muito estranhos e a forma como relataram os acontecimentos também. O caso piorou com as palavras de acusação do sobrinho de Avery, mas o facto é que a polícia durante o interrogatório aproveitou-se da inteligência fragilizada de Brendan e mentiram-lhe sobre o que ia acontecer de seguida.

Enfim não foi um caso muito bem resolvido, e houve logo a pressão de culpa desde o início, mesmo que o homem estivesse sido preso injustamente. A verdade é que existiu uma vítima e não se sabe o que se passou, mas todo o caso foi muito estranho desde o início.

Crítica: Shaft (2019)

JJ Shaft um agente de segurança e com licenciatura no MIT, pede ajuda ao seu pai para investigar um crime que terminou com o assassinato do seu melhor amigo.

Título: Shaft
Ano: 2019
Realização: Tim Story
Interpretes:  Samuel L. Jackson, Jessie T. Usher, Richard Roundtree…
Sinopse: JJ Shaft um agente de segurança e com licenciatura no MIT, pede ajuda ao seu pai para investigar um crime que terminou com o assassinato do seu melhor amigo.

Já nos habituamos a ver Shaft na televisão. Depois da série exibida na televisão norte-americana em 1973-1974, protagonizada por Richard Roundtree, foi lançado o filme em 2000 com Samuel L. Jackson no papel principal. Era certo uma vez por mês “Shaft” dava na televisão e já conhecíamos as falas completas. No entanto tornou-se num filme de culto e por isso em 2019 a Netflix tornou real o sonho dos fãs e produziu uma sequela do filme.

Depois de abandonar a polícia após não concordar com um caso de agressão, Shaft (Samuel L. Jackson) torna-se detective particular. 19 anos depois, voltam a continuar a narrativa. Desta vez é John Junior Shaft (Jessie T. Usher) que consulta a ajuda do pai que não o vê desde criança , sobre a morte misteriosa de um amigo seu. Num esquema de veteranos de guerra e drogas. JJ é especialista em segurança virtual e analista de dados do FBI e quer descobrir o que levou seu melhor amigo à morte numa suposta overdose. Pelas ruas do Harlem, pai e filho investigam a fundo e desvendando segredos do passado.

–  [on his dad] He thinks he’s a black James Bond.

– If that dude was real, he’d think he was ME.

John Shaft Junior e John Shaft II

Um filme com muita ação, boas piadas e com entretenimento fácil. Não se foca em emoções nem numa história lógica. Quase que parece um episódio de uma série de televisão, pois o argumento não é importante. O que vale é as excelentes interpretações de Samuel L. Jackson que não sai da personagem e Richard Roundtree que voltou para interpretar o Shaft sénior (era ele o protagonista da série nos anos 70). Não querem saber de regras e por tal divertimos-nos com estas personagens. Concluindo é um filme básico com muita adrenalina e momentos wtf que nos vão fazer rir e só por isso basta. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Dois Papas

Atrás dos muros do Vaticano o conservador Papa Bento XVI e o liberal e futuro Papa Francisco devem encontrar um caminho seguro para o futuro da Igreja Católica.

Título: The Two Popes
Ano: 2019
Realização: Fernando Meirelles
Interpretes: Anthony Hopkins, Jonathan Pryce, Juan Minujín…
Sinopse: Atrás dos muros do Vaticano o conservador Papa Bento XVI e o liberal e futuro Papa Francisco devem encontrar um caminho seguro para o futuro da Igreja Católica.

O realizador Fernando Meirelles baseou-se em factos verídicos e criou a sua própria história fictícia sobre a união pela igreja católica de mensageiros de Deus. Não existem provas reais que tais eventos aconteceram e como sabem o Vaticano é bom a guardar segredos, mas o encontro que se tornou uma amável amizade pode ter sido real. Mesmo que não por estes contornos de comer pizza, beber Fanta e ver futebol. Fernando Meirelles cria a sua própria visão daquela que poderá ter sido das decisões mais complicadas da Igreja Católica, a resignação do Papa Bento XVI ao Papado e a sucessão de Francisco à posição máxima.

Fora essas circunstâncias se é real ou não, temos um filme pacífico, apenas com comunicação, onde se fala dos Beatles, do futuro da Igreja, escândalos, e popularidade. Um argumento decisivo com apenas uma conversa entre os dois protagonistas. Anthony Hopkins e Jonathan Pryce estão brilhantemente nas suas personagens. Mesmo idênticos ao originais, o que torna esta adaptação bem mais natural e convincente.

When no one is to blame, everyone is to blame

Papa Francisco

Além o filme ser baseado apenas num momento de encontro. Temos a história do Papa Francisco explorada. As suas origens, como se tornou padre e como chegou a cardeal. Um momento da sua vida que não se orgulha. Toda essa verdade é exposta durante este filme. Além da densidade dramática exigente, são propostos vários momentos divertidos durante a conversa que surpreenderam pela espontaneidade. Neste retrato intimista sobre religião podemos conhecer que cada uma das personagens tem a sua ideia sobre Deus e como atuar em diferentes situações. Os cenários estão impecáveis e a ainda nos rendemos à beleza da Capela Sistina, pintada por Miguel Ângelo, mesmo não sendo o original. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.

Melhores Filmes 2019

Melhores Filmes do Ano de 2019. Todos os géneros de filmes onde escolhi os favoritos.

Drama

Parasitas

Se há filme que merece o prémio revelação no ano que passou de 2019, é sem dúvida este. “Parasitas” é brilhante e não deixa ninguém indiferente. A história foca-se num casal de sul-coreanos, com dois filhos adolescentes, todos desempregados, que recorrem a todas as estratégias para conseguirem sobreviver e ter comida no prato. Por isso decidem começar a trabalhar para uma família rica, mas nos seus próprios termos. No final do filme, o destino destas personagens muda. Excelente realização, argumento e atores. A crítica podem ler aqui.

Comédia

Once Upon a Time in Hollywood

Quentin Tarantino é sempre uma surpresa nos seus filmes. “Once Upon a Time in Hollywood” junta as duplas mais esperadas do cinema, Leonardo DiCarprio (que volta após vencer o Óscar) e Brad Pitt. Juntos, tornam o filme mais empolgante com traços de comédia nos seus diálogos. Na década de 60, a idade do ouro do cinema em Hollywood, seguimos os bastidores do que é ser uma estrela naquela época. Mesmo no final é quando o filme acelera o seu ritmo e apresenta aquele toque à Tarantino. A crítica podem ler aqui.

Biográfico

Dois Papas

Baseado em factos verídicos e produzida pela Netflix, temos o encontro entre dois papas Bento XVI o atual da altura e Francisco que ainda era cardeal. Ambos conversam sobre as alterações que poderão ser feitas para o bem da Igreja Católica. Enquanto um é mais conservador, o outro é mais liberal e disposto a aceitar os tempos modernos. Um filme que expressa os bastidores e o quotidiano no Vaticano. Com excelentes interpretações dos atores Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, num retrato intimista sobre um momento decisivo. Em breve crítica no blogue.

Animação

Klaus

Klaus é uma daquelas histórias que nos faz aquecer o coração e acreditar que a bondade humana ainda é possível. Mesmo em clima natalício e com uma história recontada sobre um simples carteiro que torna-se no principal responsável da magia do Natal. Produzido por estúdios espanhóis, mas falado em língua inglesa, temos um conto bonito, emocionante e divertido. A animação é diferente, mas com qualidade. A crítica podem ler aqui.

Musical

Rocketman

Este filme também podia estar no biográfico, pois aborda a vida do cantor Elton John. Mas a sua conotação musical, obriga-o a estar nesta categoria. Considerado dos melhores compositores, músicos e pianistas da atualidade, Elton John é conhecido por todos nós. A história acompanha-o desde os tempos em que, ainda criança, encantava professores da Royal Academy of Music, uma das instituições musicais mais respeitadas do Reino Unido, até à consagração como estrela internacional. Passamos por tudo, a luta contra a depressão, abuso de drogas e as dificuldades na aceitação da sua própria homossexualidade. Taron Egerton é o ator principal e recebeu indicações do próprio artista.

Ação

John Wick 3 – Implacável

O terceiro filme da saga de sucesso protagonizado por Keanu Reeves chegou no passado ano. Com a cabeça a prémio por 14 milhões de dólares, o lendário John Wick torna-se alvo de todo o tipo de assassinos a soldo. Com um certo prazer no risco, volta a ser a impiedosa máquina de matar que o mundo dos marginais em tempos conheceu, desencadeando uma batalha sem precedentes com uma única finalidade: a sobrevivência. Este triller está recheado de boa ação.

Terror

Midsommar – O Ritual

Ari Aster, o mesmo realizador de “Hereditário” volta para mais um filme fora do vulgar. “Midsommar – O Ritual” é mais uma surpreendente obra de terror. Dani luta contra uma depressão, depois de um evento traumático que nunca foi capaz de superar. Para tornar tudo pior, a relação com Christian, o namorado, está à beira da ruptura. Quando ela percebe que ele foi convidado para um festival em honra do solstício de Verão a decorrer numa pequena localidade sueca, pressiona-o para que a inclua. Dos EUA, partem com um grupo de amigos até à Suécia, onde esperam viver uma experiência diferente e enriquecedora. Mas, ao contrário do que imaginavam, vão deparar-se com um festim assustador, repleto de cultos pagãos e rituais demoníacos.

Suspense

Joker

Considerado por muitos como dos melhores filmes do ano, “Joker” apresenta Joaquin Phoenix como protagonista, neste filme que lhe pode valer o Óscar. Gotham City, início da década de 1980. Habituado ao desprezo dos seus semelhantes, o comediante Arthur Fleck esforça-se por arrancar sorrisos aos poucos espectadores que ainda lhe restam. Amargurado e emocionalmente desequilibrado, é obrigado a comparecer a reuniões periódicas com uma assistente social para avaliação psicológica. Um dia, após ter sido despedido da agência de talentos onde trabalhava, é barbaramente agredido. Nesse momento, a sua já ténue lucidez desintegra-se numa raiva descontrolada. É assim que, das profundezas da sua mente atormentada, surge o psicopata impiedoso que será conhecido pelo nome de Joker. Merecedor do Leão de Ouro na 76.ª edição do Festival de Veneza, um “thriller” dramático sobre a solidão.

Romance

Marriage Story

Neste filme realizado e pensado por  Noah Baumbach temos uma história de um casal. Apesar de serem par ideal, um para o outro e com um filho em comum, decidem avançar com o processo de divórcio. Uma visão real quando a paixão desaparece e outros interesses da vida e sonhos surgem. Não existem histórias felizes e Charlie e Nicole terão de ultrapassar este momento juntos. O argumento e as brilhantes interpretações de Adam Driver e Scarlett Johansson são do melhor. A crítica do filme podem ler aqui.

Crime

O Irlandês

Uma obra-prima de Martin Scorsese com uma produção Netflix, temos uma história verídica de máfia e gangsters. Com Robert de Niro, Al Pacino e Joe Pesci nos principais papéis. Acompanhamos durante o tempo, uma história de assassinato e poder. Não existem bons nem vilões, apenas a lei do mais forte. Durante 3 horas e meia, não nos cansamos do filme. Uma obra-prima dos tempos modernos.

Fantasia

Vingadores: Endgame

O final épico da saga da Marvel era dos mais esperados do ano. No filme passado Thanos venceu e conseguiu o seu objectivo ao tornar-se proprietário de todas as pedras do Infinito. Mas a equipa de vingadores (o que restaram) não aceita o sucedido e procuram uma solução. A emoção é forte neste filme e temos um pico de nostalgia, pois toda a história com cerca de 15 anos está interligada neste último capítulo. O resultado final não podia ter corrido melhor. A crítica está no blogue e podem ler aqui.