Crítica: X-Men Fénix Negra

Jean Grey começa a desenvolver um incrível poder, que a manipula a transformar-se na Fénix Negra, causando divisões entre os X-Men.

Título: Dark Phoenix
Ano: 2019
Realização: Simon Kinberg
Interpretes:  James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence…
Sinopse: Jean Grey começa a desenvolver um incrível poder, que a manipula a transformar-se na Fénix Negra, causando divisões entre os X-Men.

Esta última saga de X-Men tem sido de altos e baixos. Os primeiros filmes, “X-Men: O Início” e “Dias de Um Futuro Esquecido” foram bons, mas “Apocalipse” e “Dark Phoenix” perderam-se no caminho. A reintegração de um novo elenco também dificulta toda a história. A saga dos X-men deveria ter terminado com o filme de 2014. Quando está bem, não se estraga. Neste último filme voltaram a focar-se na Dark Phoenix, situação que já tinha sido apresentada em X-Men 3: O Confronto Final. Com a repetição da história, voltaram a mexer com a linha temporal e torna tudo ainda mais confuso.

Neste filme focaram-se na vida de Jean Grey, integrante principal dos X-Men que durante a infância sofreu um grave trauma e daí os seus poderes tiveram de ser contidos. Claro que numa missão pode acontecer o pior. E aconteceu. Jean Grey foi alvo de um poder máximo que alterou a sua constituição de mutante. Tornando-se um perigo para todos e com dificuldade em controlar esta magnitude de poder, procura descobrir mais sobre o seu passado e abandona os X-Men.

The mind is a fragile thing. Takes only the slightest tap to tip it in the wrong direction.

Professor Xavier

“X-Men: Dark Phoenix” apresenta muitas falhas na sua narrativa. Um forte desleixo na construção das personagens que não apresentam sentimentos nenhuns a trágicos acontecimentos. Além disso os actores não aceitaram bem os seus papéis, apenas se destacam James McAvoy, Michael Fassbender e Jennifer Lawrence que fizeram o melhor que podiam pelo filme. Os restantes apresentam um desempenho fragilizado. Contudo a culpa não é só dos atores, esta película estava destinada a falhar. As pressas dos estúdios em avançar com este filme, sem criarem um plano que possibilitassem o seu sucesso. Isto da venda dos direitos e afins complica a qualidade da representação cinematográfica. Após de 20 anos de filmes do X-Men este não correu bem e não é o ponto mais forte desta saga que conseguiu excelentes momentos. Poderiam ter terminado em grande e de forma mais vitoriosa, mas pelo contrário ficamos com um filme que mais valia não ter existido. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.
20th Century Studios Fox

Daredevil

“Daredevil” a série produzida pela plataforma streaming Netflix tornou-se numa revolução na forma como séries sobre super-heróis são produzidas. Numa época em que actos heróicos, super-poderes e salvamentos numa cidade corrupta são actos normais, esta tornou-se numa série fantástica e muito bem dirigida

Daredevil” a série produzida pela plataforma streaming Netflix tornou-se numa revolução na forma como séries sobre super-heróis são produzidas. Numa época em que actos heróicos, super-poderes e salvamentos numa cidade corrupta são actos normais, esta tornou-se numa série fantástica e muito bem dirigida. A série foi lançada em 2015 e terminou no ano passado na terceira temporada. Durante 39 episódios acompanhamos o vingador Matt Murdock, um advogado cego que durante o dia resolve os crimes civilmente e durante a noite combate o crime com as suas próprias mãos nas ruas de Nova York,  no bairro de Hell’s Kitchen. Matt Murdock  juntamente com o seu melhor amigo, Nelson Foggy, criam a própria firma de advogados, um sonho que ambos partilham. Ainda sem muito dinheiro, tentam resolver crimes mais fáceis que lhe possibilitam pagar a renda. Mais tarde aparece Karen Page que os auxilia nos seus casos, já que está em dívida a ambos por a terem salvo.

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1ª Temporada

Durante esta temporada conhecemos as origens da personagem Daredevil. Matt Murdock (Charlie Cox) cego desde criança é um advogado que luta por causas nobres de dia e um vigilante na luta contra o crime durante a noite. Veste-se de preto, mas tem os sentidos apurados na luta contra o mal. O seu principal vilão é o vigarista em ascensão, Wilson Fisk. Acompanhamos um lado humano do mau da fita, quando se apaixona, escondendo o lado mais negro. Esta temporada muito bem escrita, apresentou sequências de luta bem reais.

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2ª Temporada

Com uma maturidade diferente, Daredevil já dono do seu próprio fato e responsável pelo nome Diabo de Hell’s Kitchen, contudo ainda não libertou toda a cidade do mal. Aparece Frank Castle ou Punisher (que mais tarde recebeu um spin-off) e  Elektra. Estas personagens são apresentadas e apresentam dos melhores momentos da série. Durante o dia Matt vive um curto romance com Karen Page, mas que mais tarde aproxima-se da sua antiga paixão, Elektra. Enquanto isso o seu melhor amigo Foggy, descobre o seu segredo de vigilante.

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3ª Temporada

Perdido e com a fé colocada em causa, Matt volta às suas origens. A igreja que o acolheu desde criança. Aí descobre alguns segredos sobre o seu passado. Enquanto isso Foggy e Karen não sabem de nada do seu paradeiro. Mas tem os seus próprios problemas. Wilson Fisk é solto da prisão e começa a colaborar com o FBI e como troca quer melhores condições. Surge um novo vilão, mas ainda em estado de fácil manipulação. O Bullseye torna-se o mais desajustado e imprevisível adversário de Daredevil.

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Daredevil” foi uma agradável surpresa no conjunto de séries da Netflix. Conseguiu superar a expectativa de super-heróis na televisão. O final ficou em aberto, para uma possível continuação, mas isso já depende de aspectos burocráticos, e onde tudo é possível. Focou-se bem no herói, e no seu passado, assim como das principais pessoas que estão em seu redor, mas também em personagens secundárias que nos podemos interessar. O vilão foi carismático, Kingpin é dos melhores vilões da Marvel e esteve bem representado. Concluindo é uma série que junta bem a ação, drama e ainda cria dúvidas existenciais sobre o correto e não. Concluindo “Daredevil” é uma série bastante completa.

The city and its future… seeing Hell’s Kitchen to its fullest potential is very important to me.

I feel the same way.

Wilson Fisk / Matt Murdock

Homem-Aranha: Longe de Casa

Título: Spider-Man: Far from Home
Ano: 2019
Realização: Jon Watts
Interpretes: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal…
Sinopse: Seguindo os eventos do filme “Vingadores: Endgame“, o Homem-Aranha terá de ajudar a salvar o mundo, mais uma vez, apesar das suas dúvidas.

Pensavam que após o fantástico filme de “Vingadores: Endgame” a MCU ia descansar? Enganam-se. O segundo filme de Homem-Aranha, invadiu este mês as salas de cinema. Depois dos eventos em Vingadores e da confusão dos 5 anos perdidos, Peter Parker quer viver a sua vida e tentar se um adolescente normal. Afinal tem a viagem até à Europa de final de ano, onde criou um plano para contar à MJ sobre os seus verdadeiros sentimentos em relação a ela. Contudo nada corre como planeado quando Nick Fury pede o seu auxílio para salvar a Terra de uma nova ameaça.

Neste filme é nos apresentado um novo vilão do aranhiço. Mysterio, interpretado por Jake Gyllenhaal vai ser o novo desafio do herói. Com um background bem delineado, e com várias conexões aos filmes de Iron Man e Avengers, os produtores conseguiram mais uma fantástica aventura do Universo Marvel. Saímos do ambiente de friendly neighborhood e viajamos até à Europa, para as férias do Homem-Aranha que agora está longe de casa.

Apesar da narrativa parecer um pouco desapegada dos efeitos de herói, conseguimos na mesma vários momentos de ação com sequências envolventes e perigosas. Conseguiu ultrapassar o seu filme antecessor, que apenas serviu como apresentação das personagens. A comédia também está presente no filme (como é habitual), principalmente nos momentos entre Peter Parker e o seu melhor amigo, Ned. Fortes momentos de humor essenciais para a actividade juvenil presente. Também o mistério é a chave deste filme, pois consegue surpreender. Sem querer muito spoilar, no final do filme houve uma grande revelação.

De teia em teia, Peter Parker como Homem-Aranha tem outros desafios em mãos. Após a morte de Tony Stark, sente-se com a responsabilidade de honrar o seu colega vingador. O Homem de Ferro pode já ter desaparecido, mas a sua presença continua bem viva neste filme. O que achei mais superficial foi a imediata relação entre MJ e Peter. Um romance forçado, que devia ser apresentado mais naturalmente.

Homem Aranha: Longe de Casa” é uma continuidade excelente e não desilude. Bem mais solto e empolgante do que o seu antecessor. Tom Holland conseguiu ser novamente o ideal lançador de teias adolescente, que luta entre ser um rapaz normal e apaixonar-se sem descobrirem a sua identidade com o dilema de salvar o mundo. Já o ator Jake Gyllenhaal juntou-se ao mundo Marvel gloriosamente e temos momentos de calma, como de loucura, o que ajudou a construir a personagem. Os efeitos visuais são do melhor e já temos muitas dúvidas sobre o que é real e não. Concluindo este é um filme bom que completa mais um ciclo, mas ainda esperamos por mais. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

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O Justiceiro

Blood, Blood, Too Much Blood

Depois da sua entrada na série “Daredevil“, Frank Castle ou “Punisher“, merecia uma série só sua. Conseguiu em 2017 uma série original da Netflix, do qual terminou após 2 temporadas. O ator Jon Bernthal é o protagonista desta série com muita ação, sangue, suor e tiros.

Após os eventos do passado, pensava-se que Frank Castle estava morto. Como homem procurado por assassinar governantes e polícias corruptos, Frank decide viver nas sombras e assumir uma nova identidade. Nunca esquecendo o trágico desfecho da sua família, que vitimou a sua esposa e os dois filhos. Com a vingança a ecoar nas suas veias, Frank decide descobrir toda a verdade por detrás do assassinato da sua família.

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1ª Temporada

Na primeira temporada Frank Castle ainda luta contra os mesmos demónios.Desta vez é procurado por torturar e assassinar o ex-parceiro da agente Madani. Castle junta-se a Lieberman que finge estar morto para proteger a sua família, devido à quantidade de informação que conhece. Uma teoria da conspiração de que Castle foi alvo enquanto servia no Afeganistão voltou para persegui-lo. Isso e o seu ex-colega de serviço e melhor amigo, Billy Russo (Ben Barnes) que sabe mais daquilo que aparenta. Com o jogo de rato e gato, o Punsiher só tem um objectivo: justiça.

Todos os episódios da série são bastante bons. Apesar de ser necessário ter estômago para algumas das cenas retratadas, é uma realidade bem gráfica e necessária para a densidade da personagem. Apesar desse lado negro e violento, apoiamos Frank Castle nas suas decisões e somos abordados com o seu lado mais humano. O amor que sente pela família e dignidade que ainda mantém. A série bem realizada tornou-se um sucesso também devido ao elenco. Não consigo ver mais ninguém para o papel de Frank Castle como Jon Bernthal. Ben Barnes também está excelente como um vilão, onde consegue lançar charme, mas ao mesmo tempo ser vil.

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2ª Temporada

Nesta temporada, Frank Castle, está novamente livre e com a ficha limpa. Tenta viver uma vida normal, mas a confusão volta a ir ter com ele. Enquanto isso Billy Russo, que começa a ter as principais características do seu alter-ego Jigsaw, está confuso e sem memória do que aconteceu consigo. Frank, ajuda uma jovem rapariga de ser assassina, que o incentiva a voltar a ser o Punisher. Mas o destino é voltar a juntar Castle e Russo que se tornam finalmente inimigos. Mas um novo vilão está à espreita a Frank terá de ajudar a jovem na situação complexa em que se meteu.


Apesar da primeira temporada ser mais refinada e viciante, para compreendermos melhor os impulsos de Frank Castle, na segunda temos uma continuação para o rumo final das personagens. A série é muito violenta e sangrenta, mas faz mesmo o estilo dark do protagonista. Um anti-herói, que não tem medo de usar as próprias mãos para terminar o serviço. Destaco as fantásticas interpretações da série. Não vamos ter um Punisher tão ousado e feroz como Jon Bernthal, mas os seus co-protagonistas também conseguiram manter a postura.

Crítica: Vingadores – Endgame

Após os trágicos eventos do filme Vingadores: Infinity War, o universo está arruinado. Com a ajuda dos aliados sobreviventes, os Vingadores juntam-se para mais uma batalha e desfazer as ações de Thanos para assim restaurarem a ordem do universo.

Título: Avengers: Endgame
Ano: 2019
Realização: Anthony Russo, Joe Russo
Interpretes: Brie Larson, Linda Cardellini, Scarlett Johansson…
Sinopse: Após os trágicos eventos do filme Vingadores: Infinity War, o universo está arruinado. Com a ajuda dos aliados sobreviventes, os Vingadores juntam-se para mais uma batalha e desfazer as ações de Thanos para assim restaurarem a ordem do universo.

[ARTIGO SEM SPOILERS]

Chegamos ao fim de mais uma épica saga. Após vinte e dois filmes da MCU, os realizadores Anthony e  Joe Russo culminaram toda a ação num fantástico filme, que termina uma era, mas deixam uma nova começar. Após os eventos do filme anterior, “Vingadores: Guerra do Infinito” (crítica podem ler aqui), o vilão Thanos tornou-se invencível, após dizimar metade da população do universo, para seguir a sua ideologia de poupar em recursos naturais. Os Vingadores com a moral em baixo, pela primeira vez, perderem, procuram agora encontrar a esperança para reverter o que aconteceu e novamente com a ajuda das pedras do infinito, conseguir vingar aqueles que desapareceram.

O projecto desde o início foi ambicioso, juntar em cada filme, uma pista para o próximo, todos interligados como se fosse apenas uma história. Nunca se viu nada assim no cinema. Mas será que os irmãos foram capazes de concretizar o sonho?

O argumento bem pensado, conseguiu interligar todos os pontos deste vasto universo. Os fãs que foram com as expectativas altas para a sala do cinema, saíram com um sorriso nos lábios de orgulho e com a lágrima no canto do olho, por este ser o filme final. Ninguém pensava que em 2008 quando estreou o primeiro filme do Homem de Ferro, o seu sucesso seria tão vasto e grandioso que hoje, passados 11 anos estaríamos a sentir a emoção à flor da pele, devido a estas personagens. Nasceu assim a época dos super-heróis no cinema, pois ninguém até à data dava muito por estes protagonistas da banda desenhada.

Os que sobreviveram do filme passado, vão juntar forças e dar tudo por tudo para destruir Thanos. Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Hulk, Nebula, War Machine, Hawkeye, Captain Marvel e o mais recente Homem-Forminga, que recentemente conseguiu sair do Mundo Quântico. Neste filme não somos absorvidos pelo ritmo frenético do filme anterior. Em “Guerra Infinita” sabíamos que uma guerra estava a acontecer e o nível de ação era elevado. Contudo, aqui, existe mais uma ponderação de acontecimentos. Uma forte inteligência emocional que nos aborda em cada minuto. Várias são as referências apresentadas que deixaram os fãs com o coração aos saltos, um bom truque utilizado pelos irmãos Russo. Neste filme pela primeira vez, sentimos que os super-heróis também são humanos. No sentimento de derrota, perda e dor, acompanhamos todos estes sentimentos. Demónios do passado foram encontrados, mas cada um dos protagonistas conseguiu vencer da melhor maneira.

As três horas de duração não são nada comparadas com a magnitude desta obra cinematográfica. Algo necessário, para o final imponente desta saga, além disso temos um rol diverso de diferentes personagens que de uma forma ou outra conseguiram marcar presença. A narrativa consegue conjugar uma ação fantástica e imponente, o mesmo com os fortes momentos dramáticos e a comédia refrescante e divertida que já nos habituaram. Foram muitos os momentos que nos deu vontade de saltar da cadeira e bater palmas de pé de tão surpreendente que foi.

Respondendo à minha pergunta inicial, sim. Tudo foi superado e surpresas incríveis aconteceram. Gostei todos os momentos e via novamente o filme de seguida. Mesmo apesar de alguns aspectos previsíveis, ficou compensado por outros imprevisíveis. Sobre o final, admito que esperava um pouco mais, mas tornou-se igualmente especial. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Captain Marvel (Capitão Marvel)

Carol Danvers torna-se na heróina mais poderosa da Terra, quando é “apanhada” numa guerra entre diferentes raças da galáxia.

Título: Captain Marvel
Ano: 2019
Realização: Anna Boden, Ryan Fleck
Interpretes: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn…
Sinopse: Carol Danvers torna-se na heróina mais poderosa da Terra, quando é “apanhada” numa guerra entre diferentes raças da galáxia.

A Marvel Studios não desiste e consegue sempre proporcionar um excelente entretenimento com os seus filmes baseados nos super-heróis. “Captain Marvel” era dos filmes mais aguardados, não só por ter uma mulher no protagonismo, mas também porque é das heroínas mais fortes do universo. Neste filme conhecemos as suas origens e também de que forma influenciou a criação do projecto “Avengers” no interior da S.H.I.E.L.D. Ainda com Nick Fury (Samuel L. Jackson) jovem, mas com mente visionária para o futuro. A Marvel Studios joga novamente com estas voltas entre o passado e presente. Na última cena do filme “Avengers: Infinity War” antes de desaparecer Fury utiliza o seu pager para chamar a Captain Marvel, após a forte ameaça ao Planeta Terra. Este filme explica a conexão entre ambos e a história da piloto Carol Denvers (Brie Larson) enquanto tenta compreender quem é na verdade.

Este filme foi dos mais intensos, pois a narrativa mantinha-se sempre um mistério. Não era como os filmes antecessores que compreendíamos imediatamente o que ia acontecer. O argumento não era tão descontraído como outros filmes da Marvel. Por exemplo “Guardiões da Galáxia“, “Ant-Man” ou “Thor: Ragnarok“. Com diálogos mais sérios, mas com uma visão mais determinada e sem distracções. Esta personagem não se deixa abalar, tem força de vontade e ainda via ser uma forte ajuda na luta contra o Thanos no próximo filme que está a chegar. Apesar da lacuna de cenas fantásticas de ação, durante o filme, no final compensa excelentemente com o clímax desta obra cinematográfica. Brie Larson conseguiu estar à altura do destaque da Capitão Marvel. A atriz apresenta a destreza e carisma necessário da personagem. Além disso foi interessante descobrir como muitas das ideias de Nick Fury para o futuro da S.H.I.E.L.D., aconteceram devido ao encontro com Carol Denvers.

Concluindo o futuro da Marvel está em boas mãos e conseguem sempre a aprovação do público que tão bem já nos habituou. Agora esperar por “Avengers: Endgame“. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Homem-Aranha: No Universo Aranha

O adolescente Miles Morales torna-se o Homem-Aranha da sua realidade, cruzando o caminho com cinco outros iguais a ele de outras realidades para travarem a confusão onde estão metidos.

Título: Spider-Man: Into the Spider-Verse
Ano: 2018
Realização: Bob Persichetti, Peter Ramsey…
Interpretes: Shameik Moore, Jake Johnson, Hailee Steinfeld…
Sinopse: O adolescente Miles Morales torna-se o Homem-Aranha da sua realidade, cruzando o caminho com cinco outros iguais a ele de outras realidades para travarem a confusão onde estão metidos.

 Um Óscar de Melhor Filme de Animação merecido. “Homem-Aranha: No Universo Aranha” é muito mais do que uma fantástica obra-cinematográfica, é uma experiência. Quase como se estivéssemos a ver a banda desenhada como um filme. A interação da imagem é sublime com um grafismo diferente e sem falhas. Muitas cores invadem o ecrã. Neste filme acompanhamos uma nova história do herói Homem-Aranha e dos seus vários universos diferentes, mas com o mesmo background. Uma abordagem resumida dos filmes, comics e todo o universo do spiderman.

Miles Morales, um adolescente com descendência negra e latina, que surpreendentemente é mordido por uma aranha geneticamente modicada e recebe os poderes de aranha. Envolvido numa difícil situação é testemunha de uma alteração das várias realidades existentes e depois de conhecer os outros como ele, ajuda-os a regressar ao lugar de cada um, mas para isso vai aprender da pior maneira a responsabilidade de ser o Homem-Aranha do seu mundo. Não só os heróis devem ser mencionados, os vilões também foram plenamente bem conseguidos.

Foi necessária uma equipa de excelentes profissionais para avançarem com este filme. Sem falhas e com uma imagem digna de excelência, o espectador fica hipnotizado com as cores vibrantes que compõe o filme. Além disso o argumento bem delineado e imprevisível torna esta obra cinematográfica numa fantástica surpresa. Num mundo saturado com filmes de super-heróis, este destaca-se pela inovação e requinte do que é original. Esta mistura de diferentes universos resultou bastante bem e considero já dos melhore filmes de heróis de sempre. Um filme bastante completo e um presente cinematográfico. Pode-se esperar muita ação, drama e comédia. Até são vários os momentos em que sentimos um arrepio na espinha, devido às fantásticas cenas apresentadas. Aconselho vivamente a assistirem a este filme e principalmente se fores fã de banda desenhada. O blogue atribui 5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Miles Morales: When will I know I’m ready?

Peter B. Parker: You won’t. It’s a leap of faith. That’s all it is, Miles. A leap of faith.

Crítica: Homem-Formiga e a Vespa

Enquanto Scott Lang luta entre ser um bom pai e um herói na luta contra o mal, Hope van Dyne e Dr. Hank Pym aceitam uma missão de urgência enquanto decidem percorrer as memórias do passado.

Título: Ant-Man and the Wasp
Ano: 2018
Realização: Peyton Reed
Interpretes: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Peña…
Sinopse: Enquanto Scott Lang luta entre ser um bom pai e um herói na luta contra o mal, Hope van Dyne e Dr. Hank Pym aceitam uma missão de urgência enquanto decidem percorrer as memórias do passado.

Depois do filme “Vingadores: A Guerra do Infinito” muito bom, a Marvel descortina um pouco mais sobre o Homem-Formiga que tinha ajudado o Capitão América na “Guerra Civil“. Scott Lang ainda em prisão domiciliar tenta passar o seu tempo sem conseguir sarilhos. Diverte-se com a filha, toca bateria, passa o dia a dormir e ver televisão, até cumprir o seu tempo. Tudo muda quando tem um estranho sonho com Janet van Dyne, a mãe de Hope. Apesar da relação entre Hope e Scott ter terminado. Ela ainda procura a sua ajuda para tentar perceber o que aconteceu com a mãe anos atrás.

Os ingredientes bem seleccionados pela Marvel Cinematic Universe voltam a ser um sucesso. Não se muda o que está bem. O que faltou foi mesmo um forte vilão. As personagens mantém o mesmo carisma e promovem um entretenimento fácil e satisfatório. A narrativa não acrescenta nada de novo, mas aprofunda o desenvolvimento de algumas personagens. Agora deixa de ser Scott (Homem-Formiga) o único protagonista, para dar entrada a Hope (Vespa) a um papel mais autónomo.

Os efeitos especiais são do melhor apresentado. As dimensões aumentam e diminuem rapidamente o que se torna interessante de assistir a este progresso. As cenas de ação são bem pensadas e não desiludem. Na cena final explica o que acontece ao Homem-Formiga após a decisão do Thanos, mas será que vão continuar com este herói? Fica a dúvida. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Vídeo Musical – Guardiões da Galáxia Vol.2


O ator e semi-cantor David Hasselhoff (Baywatch) foi referenciado no filme “Guardiões da Galáxia Vol. 2” e o motivo é simples pois empresta a voz à banda sonora do filme com “Guardian´s Inferno”. Com um videoclip bastante original a imitar o loucos anos 80. Fica aqui o vídeo.