Crítica

A Dama de Ferro

Título: Iron Lady
Ano: 2011
Realização: Phyllida Lloyd
Interpretes: Meryl Streep, Jim Broadbent, Richard E. Grant…
Sinopse: Uma idosa Margaret Tatcher fala e interage com a presença imaginária do seu falecido marido, enquanto luta para os termos da sua morte. Entretanto memórias sobre a sua juventude e tempo como Primeira-Ministra assombram a sua mente.

Margaret Tatcher foi considerada a “Dama de Ferro” do Reino Unido. Mulher autoritária tornou-se na Primeira-Ministra no poder do país, e ainda hoje considerada das mais marcantes. Sem mãos a medir para o seu povo, foi a mais amada e a mais odiada. Desde muito jovem que se vincou pela sua personalidade forte. Sempre no meio de um mundo de homens, que a olhavam de maneira diferente por ser uma mulher. Com pulso forte chegou longe a um cargo nunca ocupado por um elemento feminino. Neste filme da realizadora acompanhamos os melhores e piores momentos da vida da ex-Primeira Ministra do Reino Unido.

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Assombrada por fantasmas e memórias longínquas do seu passado no início do filme, Margaret Tatcher já apresenta um estado bastante debilitado. Diagnosticada com demência, sonha com o falecido marido, como ainda fosse real. Enquanto isso vai-se lembrando dos seus momentos de glória e do que passou até chegar ao cargo de Primeira-Ministra. A sua vida pessoal, afectada pelas suas decisões, mas afinal sempre foi a vida que quis. O filme pode parecer confuso devido à rápida mudanças entre o presente e passado, e contém aqui o seu maior prejuízo. O espectador terá de estar sempre a acompanhar os rápidos movimentos históricos da vida de Tatcher.

Relativamente ao elenco, já como dizia Seinfeld na sua série, “Meryl Streep is a phoney“. Bem verdade, Meryl Streep consegue interpretar qualquer papel. A atriz, consegue ser Margaret Tatcher desde a ponta dos cabelos até à ponta dos pés, não há dúvida. Merecedora do Óscar de Melhor Atriz por esta interpretação. “Iron Lady” também conseguiu o Óscar de Melhor Maquilhagem” factor também bastante positivo, necessário para envelhecer Streep. Concluindo “A Dama de Ferro” é um filme biográfico com capacidade, no entanto espalha-se um pouco na criação de memórias, que por um lado eu percebo, mas que cinematográficamente confunde o espectador. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: O Bebé de Bridget Jones

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Título: Bridget Jones’s Baby

Ano: 2016

Realização:  Sharon Maguire

Interpretes:  Renée Zellweger, Gemma Jones, Jim Broadbent, Colin Firth, Patrick Dempsey…

Sinopse: Bridget Jones foca-se na sua vida de solteira e na sua carreira. No entanto é interrompida quando descobre que está grávida. Mas quem é o pai? Ela apenas tem 50% certeza sobre a identidade do progenitor.

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Após 10 anos, muita coisa mudou na vida de Bridget Jones. Minto, não mudou nada. Bridget continua a mesma. Solteira, a viver sozinha, e ainda com dietas desnecessárias. Agora quarentona a mulher mais desenvergonhada de toda a Inglaterra volta para mais um filme. Resolução de aniversário: arranjar um namorado. A tarefa não é difícil já que consegue estar novamente no centro das atenções de dois homens. Divertida e carismática, Bridget tenta refazer a sua vida (novamente) mas o inesperado acontece. Engravida. E agora quem é o pai? Entre dúvidas e mais dúvidas, a britânica apenas tem a certeza de 50-50. O pior será contar os respectivos pais, que afinal existe outra possibilidade. Renée Zellweger volta  a liderar o filme num papel que marcou a sua carreira. Bridget ainda lhe continua na pele. O restante elenco mantém-se, excepto Hugh Grant que foi substituído por Patrick Dempsy (o McDreamy de Anatomia de Grey) que nos é apresentado como um homem de sonho. Mas eu confesso que sempre fui e sempre serei Team Mr. Darcy.

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O filme mantém-se na mesma qualidade dos anteriores sem grandes desvios. Apenas segue curso de uma forma mais madura, não existem aqueles romantismos desnecessários. Mas gostei da cena dos primeiros encontros de Bridget com Jack. A comédia também está presente, principalmente na hora do parto. O momento em que Bridget é carregada por Mark e Jack até ao hospital é dos mais hilariantes de todo o filme. O final é surpreendente e ficamos sempre na expectativa para descobrir quem é o pai. Além disso o filme terminou de uma forma contínua, e quem sabe uma sequela pode chegar. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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