Crítica: Mestres da Ilusão 2

Os Quatro Cavaleiros aumentam as suas forças quando são novamente recrutados por um génio informático que o leva para o maior número de sempre.

Título: Now You See Me 2
Ano: 2016
Realização: Jon M. Chu
Interpretes: Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Woody Harrelson…
Sinopse: Os Quatro Cavaleiros aumentam as suas forças quando são novamente recrutados por um génio informático que o leva para o maior número de sempre.

A magia é levada a um outro nível neste segundo filme de “Mestres de Ilusão“. Após ver o filme deve dizer que a minha apreciação não concorda com as más críticas a que esta obra cinematográfica foi alvo. Claramente este é um filme meramente de entretenimento, um showbiz bem estruturado que nos faz acreditar em que existe algo mais. “Mestres da Ilusão 2” não foi bem aceite devido à falta de realidade nas ilusões apresentadas, mas para mim é o que torna este filme aceitável. O elenco principal mantém-se à excepção de Isla Fisher que foi substituída pela atriz Lizzy Caplan. Uma nova personagem mais divertida e com o toque feminino que faltava. Além dos quatro cavaleiros, Mark Rufallo, Morgan Freeman e Michael Cain compõe o elenco secundário. Daniel Radcliffe é também das estrelas, um vilão quase-louco que desta vez não sabe usar magia. Irónico não é.

Sempre com truques na manga, a imaginação não tem limites. Em “Now You See Me 2” descortina-se o passado de Dylan Rhodes que ficou em aberto no filme anterior, e terá repercussões no seu futuro. Numa mistura de drama, comédia, suspense e pequenos momentos de ação completa-se um bom serão. Não esperem grandes dramatismos nem impressibilidades. Apesar de considerar existirem momentos desnecessários (como aquele em que passam a carta de cavaleiro para cavaleiro), considero até um filme visível de puro entretenimento. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Night Moves

Três ambientalistas radicais estão a preparar o protesto das suas vidas: a explosão de uma barragem hidroeléctrica.

Título: Night Moves
Ano: 2013
Realização: Kelly Reichardt
Interpretes:  Jesse Eisenberg, Dakota Fanning, Peter Sarsgaard…
Sinopse: Três ambientalistas radicais estão a preparar o protesto das suas vidas: a explosão de uma barragem hidroeléctrica.

Quando a noite chega é a oportunidade mais propícia para fazer aquilo que mais temos vergonha de fazer durante a luz do dia. Num filme sombrio, escuro e silencioso, composto principalmente por três atores, compreendemos que certas ações que achamos corretas e necessárias, podem tornar-se perigosas. Neste triller independente, seguimos a história de ambientalistas radicais, que pretendem destruir uma barragem da sociedade industrial que tanto desprezam. Recheado de mensagens ecológicas e intrigas, esta longa-metragem revela-se como uma surpresa. Liderado por Jesse Eisenberg, com poucas palavras, fomenta uma personagem inibida, mas cheia de controvérsia e talvez a que mais me surpreendeu. Dakota Fanning não é o seu interesse amoroso, é a rapariga do grupo que está demasiadamente focada em salvar o mundo. Mas tal não acontece.

Após um plano minucioso, prevendo todas as situações que poderiam correr mal, o grupo decide avançar. Como seria de esperar, e é aqui que o filme se torna interessante, o plano corre mal. Agora cada elemento terá de lidar com as dúvidas morais e emocionais que os atormentam. Por um lado existem os mais resistentes à luta, mas por outro os que tem tendência a quebrar mais facilmente. Dakota Fanning e Jesse Eisenberg são dois dos terroristas que terão de lidar com os seus demónios. Apesar de não existiram muitos diálogos, o trama é intrigante e muito intenso. “Night Moves” é para quem prefere filmes alternativos às luzes de Hollywood, mas também consegue ter atores de topo. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Batman V Super-Homem – O Despertar da Justiça

Depois das ações do Super-Homem, Batman tenta derrotar o homem de aço, mostrando às pessoas o verdadeiro herói que necessitam.Com Batman e Super-Homem a lutarem entre si, Lex Luthor começa com uma nova ameaça. Em momento de crise é necessárioos heróis entenderem-se, e com a ajuda da Mulher-Maravilha derrotarem uma ameaça maior.

Título: Batman V Superman: Dawn of Justice
Ano: 2016
Realização: Zack Snyder
Interpretes: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Holy Hunter, Jesse Eisenberg…
Sinopse: Depois das ações do Super-Homem, Batman tenta derrotar o homem de aço, mostrando às pessoas o verdadeiro herói que necessitam.Com Batman e Super-Homem a lutarem entre si, Lex Luthor começa com uma nova ameaça. Em momento de crise é necessárioos heróis entenderem-se, e com a ajuda da Mulher-Maravilha derrotarem uma ameaça maior.

Vamos esquecer por um momento as críticas. Não devemos deixar de ver um filme, só porque a opinião de alguns não cumpre as expectativas. Devemos vemos o filme para descobrirmos a nossa própria opinião. Apesar das más reviews, Batman V Superman não se mede aos palmos e já entrou no top de filme mais visto no fim-de-semana de estreia, e isso só quer dizer que os heróis ainda fazem lucrar. O realizador Zack Snyder volta a aventurar-se em histórias de super-heróis. Depois de Homem de Aço que se tornou um fracasso, Snyder apelou novamente à ajuda de Chritopher Nolan para o filme Batman V Superman que junta os dois heróis ovos de ouro da DC Comics. O realizador aprendeu com os erros do passado e este filme apresenta-se mais cuidadoso, apesar de ainda conter falhas. Ben Affleck está claramente no centro do história e superou excessivamente as expectativas para o papel de Batman. Em 2014 quando foi anunciado Ben Affleck como homem-morcego, o ator foi bombardeado de críticas negativas. Afinal depois de um excelente Christian Bale em “Cavaleiro das Trevas” o público já estava satisfeito. Mas este é um filme de oportunidades que além de Affleck apresentar-se como um Batman, um pouco mais velho, cumpre com todos os requisitos da personagem. Como equilíbrio feminino temos Gal Gadot como Mulher-Maravilha. No trailer a sua presença parecia quase “descartável”, mas afinal serviu como mote interessante para a apresentação da Liga da Justiça. Jesse Eisenberg apresenta-se como um Lex Luthor energético e com uma pitada de loucura, um dos melhores vilões desta geração, no entanto já tínhamos assistido a Jesse neste registo. Considero Henry Cavill um Super-Homem bem escolhido pois apresenta uma postura energética e uma atitude com bom-coração. Já Lois Lane (Amy Adams) está mais decidida neste filme, contudo a sua personagem é sempre escrita como donzela em apuros.

Red capes are coming, red capes are coming” e “Do you bleed? You will” já são frases que facilmente associamos ao filme. O argumento está cuidadosamente escrito, compreendo o quanto é difícil compactar a história de três fantásticas personagens em apenas quase 3 horas. Comparando com “Men of Steel” a história de Batman foi resumidamente bem elaborada, desde o assassinato dos seus pais, até à sua consagração como homem-morcego (apesar de considerar essa cena demasiadamente fantasiosa), passando pela ligação com o filme antecessor, até momento ao seu atual.

Snyder não se fica por aqui. Apresenta-nos um espectáculo luminoso na luta final, contra o vilão Doomsday. Com o recurso a um CGI pomposo, mas necessário. Houve planos de câmara bem pensados e consequentemente bem elaborados. As cenas de ação comprometeram-se a coreografias  fantasticamente delineadas. Não tenho nada a apontar  quanto ao confronto entre o Batman e o Super-Homem, foi um momento muito esperado, e não desiludiu. Excepto talvez como terminou e como facilmente os heróis “apertam as mãos”. O ambiente escuro e sombrio de Gotham e Metropolis torna o filme mais denso e inesperado. Outro factor que gostei foi aquela diferença entre “Man Vs God” que é descrita durante todo o plot.

As rápidas sequências e lapsos temporais, torna o destino das personagens bastante disperso. Entretanto situações inesperadas e confusas acontecerem e talvez aí esteja a maior falha do filme. Batman V Superman é considerado um filme para fãs. Mas claramente que para assisti-lo é necessário ter umas noções das histórias da banda desenhada e conhecer um pouco das personagens. Porque para quem esperava um filme descritivo da história de Batman e Super-Homem desengane-se, pois para tal seriam necessárias 10 horas de filme. Concluo a dizer que surpreendeu-me bastante (e acreditem não estava à espera de muito, já que Men of Steel deixou marca) e que apresenta-se como um espectáculo de entretenimento com heróis. O filme é um carrossel de acontecimentos e o final dá vontade para ver mais. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

Rating: 4 out of 5.

Crítica: Rio 2

É a verdadeira selva para Blu, Jóia e os seus três filhos em RIO 2, quando eles se aventuram da cidade maravilhosa para a Amazónia selvagem, para uma reunião de família. Como um peixe fora de água e numa terra desconhecida, Blu terá de enfrentar o mais temível dos adversários – o seu sogro – e ao mesmo tempo evitar os diabólicos planos de vingança de Nigel.

Rio 2 é um filme de 2014, realizado por Carlos Saldanha e com as vozes de Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jemaine Clement. Sinopse: É a verdadeira selva para Blu, Jóia e os seus três filhos em RIO 2, quando eles se aventuram da cidade maravilhosa para a Amazónia selvagem, para uma reunião de família. Como um peixe fora de água e numa terra desconhecida, Blu terá de enfrentar o mais temível dos adversários – o seu sogro – e ao mesmo tempo evitar os diabólicos planos de vingança de Nigel.(Fonte: CinemaGate)


Neste filme, Blu, o protagonista não está sozinho, que além de Jewel a sua amada, tem três filhos e ainda os seus amigos do filme anterior que se juntam na aventura. Neste filme acompanhamos a viagem da família das araras azuis até à Amazónia, meio em que Blu não se sente muito confortável. Aliás até conhece o seu sogro e ainda família da Jewel que achavam que esta tinha morrido. No entanto não é só em mostrar-se ser um bom partido para a sua amada, nem mostrar-se de forte que será o único problema do protagonista, existe um outro mal que tem de combater, o Homem, que ameaça destruir a floresta, além de Nigel o papagaio vilão que prometeu vingança a Blu.

Na verdade quando assisti a este filme estava com as expectativas baixas, devido ao que tinha ouvido por aí, mas não achei que estivesse muito mal. Claro que o filme tem aquelas piadas clichés e uma história muito repetida, mas surpreende, está muito parecido com o anterior. Esta é uma animação divertida e simples que gera alguns sorrisos e até tem uma interessante, no entanto não deixa a sua marca. Este filme foca-se principalmente nos dramas familiares da família Blu, deixando de parte outros assuntos que seriam mais interessantes, como o facto da destruição da floresta Amazónica. O blog atribui 2, 5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.