Crítica: Os Salteadores da Arca Perdida

Em 1936, o historiador Indiana Jones, é contratado pelo governo norte-americano para encontrar a Ark of the Covenant antes que os nazis que trabalham para o Hitler consigam os seus poderes mortais.

Título: Raiders of the Lost Ark 
Ano: 1981
Realização: Steven Spielberg
Interpretes:  Harrison Ford, Karen Allen, Paul Freeman…
Sinopse: Em 1936, o historiador Indiana Jones, é contratado pelo governo norte-americano para encontrar a Ark of the Covenant antes que os nazis que trabalham para o Hitler consigam os seus poderes mortais.

Um dos grandes clássicos do cinema é as aventuras do explorador e historiador Indiana Jones. Protagonizado por Harrison Ford e Karen Allen temos um filme com ação, grandes cenas de luta e uma jornada cativante pelos segredos da História da Humanidade. Neste primeiro filme que se tornou no primeiro de muitos outros, somos levados na busca da arca perdida que mantém sobre si um poder forte que aquele que se tornar seu dono poderá ser mestre de poderes mortais. Indiana Jones é enviado pelo governo norte-americano para decifrar e descobrir esse tesouro, no entanto é surpreendido quando descobre que os nazis apoiantes de Hitler desejam o mesmo prémio. Além de decifrar o segredo do seu esconderijo terá em mãos uma rede forte de inimigos com quem terá de lutar.

All your life has been spent in pursuit of archaeological relics. Inside the Ark are treasures beyond your wildest aspirations. You want to see it opened as well as I. Indiana, we are simply passing through history. This, this *is* history.

Belloq

Não imaginava ninguém diferente além de Harrison Ford para este papel. Já tinha o sucesso após o filme Star Wars e já era conhecido de George Lucas que também tem um papel neste filme ao lado de Steven Spielberg. “Os Salteadores da Arca Perdida” apresenta uma viagem pelo mundo com um argumento fantástico com muita ação e aventura. Quando assistimos a este filme, lembramos-nos facilmente dos videojogos em que temos de superar diversos desafios para chegar o final do nível. Em Indiana Jones a adrenalina é igual, e facilmente reconhecemos esta personagem como um herói. Luta contra os maus e não tem medo de utilizar as armas. Durante o dia é um professor e no seu tempo livre um explorador, dá-nos um pouco de inveja porque muitos gostaríamos de ter assim um espírito para a descoberta.

Para a época estava bem realizado e com fantásticos cenários, as personagens são carismáticas e ficamos com vontade de conhecer mais. Ainda bem que tenho mais três filme de Indiana Jones para conhecer.

Rating: 4 out of 5.

Crítica: A Idade de Adaline

Uma jovem mulher que nasceu no início do séc. 20, não envelhece devido a um acidente que teve. Depois de muitos anos solitária, conhece um homem que muda a sua perspectiva de vida eterna que já estava acostumada.

Título: The Age of Adaline
Ano: 2015
Realização: Lee Toland Krieger
Interpretes:  Blake Lively, Michiel Huisman, Harrison Ford…
Sinopse: Uma jovem mulher que nasceu no início do séc. 20, não envelhece devido a um acidente que teve. Depois de muitos anos solitária, conhece um homem que muda a sua perspectiva de vida eterna que já estava acostumada.

De que serve ter todo o tempo de mundo, se não temos ninguém com quem partilhar?

Adaline Bowman desde os seus 29 anos que não envelhece um dia apenas. Já se passaram cerca de 70 anos desde o seu acidente e desde então a idade não passa por si, mantém-se sempre com a mesma aparência. Obrigada a fugir de tempos em tempos e esconder-se com uma nova identidade. Ninguém conhece o seu segredo, excepto a sua filha. Com um novo nome e morada volta a integra-se na sociedade de forma diferente. Não se deixa apegar a ninguém e principalmente recusa o amor. Até ao dia. Até ao dia em que conhece Ellis (Michiel Huisman) um homem perfeito que a consegue convencer a viver o que perdeu durante tantos anos.

Remember that? 1954, I was a junior in college. That’s the last photo I have of you.

– Well, you’ve seen one, you’ve seen ‘em all.

Flemming e Adaline

Com a atriz Blake Lively (Gossip Girl) no protagonismo, ela podia ser a cara mas não a personalidade. Não senti profissionalismo no seu trabalho, já que limitava-se a fazer o mínimo. A sua conexão com a filha, Ellis e William não foi o esperado. Principalmente quando menciona a verdade, esperava uma explosão de emoção. Os argumentistas foram muito bons em certos momentos, mas nesses de carácter mais emocional não atingiram as expectativas. Este filme foi baseado numa obra literária, e como ainda não li, não posso comparar. Mas mediante o que vi no filme gostei desta vertente da história. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Manhãs Gloriosas

Uma jovem produtora de televisão, aceita o desafio de levantar o ânimo de um programa matinal com dois co-stars que não se dão.

Título: Glory Mornings
Ano: 2010
Realização: Roger Michell
Interpretes: Rachel McAdams, Harrison Ford, Diane Keaton… 
Sinopse: Uma jovem produtora de televisão, aceita o desafio de levantar o ânimo de um programa matinal com dois co-stars que não se dão.

O realizador Roger Michell já nos habituou a grandes filmes. Temos o exemplo de Notting Hill, Manobra Perigosa, entre outros. Apesar de serem de géneros bastante diferentes, Michell não se fixa apenas num tipo. Com “Manhãs Gloriosas” voltou a juntar um majestoso elenco num filme de comédia. No papel principal temos Rachel McAdams, uma jovem produtora de televisão que é despedida do seu emprego. Decidida a ser melhor e a aumentar as audiências do programa da manhã da televisão que a contratou, junta uma equipa improvável de co-anfitriões. Diane Keaton, interpreta uma pivô que sempre esteve naquela posição de reconhecimento e Harrison Ford, mal-disposto e nada flexível quanto à sua nova posição na indústria do entretenimento. Pois já foi considerado dos melhores pivôs dos noticiários, é obrigado a fazer um trabalho que despreza. Contudo a jovem produtora vai dar tudo por tudo para mostrar a sua força de vontade em aumentar as audiências. Enquanto luta para manter o seu emprego e ainda apaixonar-se.

Okay. Is Daybreak a shitty show? Yes! But it’s on a network, and not just any network. This is one of the most legendary news divisions in the entire history of television. Daybreak just needs someone who believes in it, who understands that a national platform is an invaluable resource, that no story is too low or too high to reach for…

Becky Fuller

Neste filme descontraído acompanhamos os bastidores de um programa matinal de entretenimento e as dificuldades inerentes às situações. Decisões tem de ser tomadas e uma boa equipa e ideias originais são sinal de boas audiências. As complicações de lidar com colegas de trabalho é exposto neste filme, e de que forma podemos conseguir dar a volta à má-disposição diária. Concluindo este é um filme de pipoca, com uma narrativa muito simples, que não acontece nada de novo, mas que junta um grupo excelente de atores. Finalizando, deixamos-nos contagiar pelo forte elenco que compõe esta obra cinematográfica.

Rating: 3 out of 5.

Blade Runner 2049

35 anos após a obra de Ridley Scott, “Blade Runner: Perigo Iminente” chega-nos a sequela com “Blade Runner 2049”. O que muitos consideram um excelente género de ficção-cientifica, pioneira no estilo neo-noir cativou as audiências da época e ainda a hoje é considerado um filme de culto. Harrison Ford liderou as rédeas no original e agora passou o testemunho a Ryan Gosling

35 anos após a obra de Ridley Scott, “Blade Runner: Perigo Iminente” chega-nos a sequela com “Blade Runner 2049”. O que muitos consideram um excelente género de ficção-cientifica, pioneira no estilo neo-noir cativou as audiências da época e ainda a hoje é considerado um filme de culto. Harrison Ford liderou as rédeas no original e agora passou o testemunho a Ryan Gosling.
A premissa mantém-se. Humanos e replicantes continuam a coexistir, apesar das suas desigualdades. A linha que os separa ainda continua a ser muito ténue, e difícil de trespassar. Os “Blade Runners” continuam a perseguir os replicantes ilegais que vivem refugiados da confusão. A desigualdade baseada num rótulo de fabrico volta a ser mencionada. Tal como o tempo real passou, neste filme também avançamos 35 anos. Ridley Scott conseguiu reinventar o original, mesmo como produtor. Na realização destaca-se Dennis Villeneuve, jovem realizador mas com vários sucessos na manga. “O Primeiro Encontro” (2016) e “Sicário” (2015) são alguns dos seus filmes de maior sucesso.


No epicentro da narrativa temos o Agente K (Ryan Gosling). Não se prende demasiado com emoções, usa poucas palavras e faz eficazmente o seu trabalho. No questions asked. Com o avançar do enredo, escrito por Hampton Fancher (também esteve presente no primeiro filme) e Michael Green, percebemos que esta personagem vive num conflito interno consigo próprio. K começa a duvidar das ordens que lhe dão, quando descobre um acontecimento que muda a sua prespectiva do mundo onde vive. Além disso vive assombrado com o facto de não ter alma. Será que seria um homem diferente se tivesse? O que mudaria?


A temática de “Blade Runner 2049” reacende o tema existencial entre os humanos e robôs. O futuro está próximo e esta é uma realidade quase possível. O filme não peca por falta de credibilidade. O esforço e empenho são notórios no campo visual. As paisagens futuristas são deslumbrantes. Apesar da narrativa lenta e com muitos tempos mudos, o espectador não se aborrece devido ao hipnotismo visual que Roger Deakins conseguiu com a cinematografia. A criatividade da iluminação néon cativa a cada movimento. Quanto ao argumento não é memorável, nem se mantém com frases inspiradoras. As suas citações são apresentadas sobretudo pelo estado mais ambíguo da personagem. Cada um vive insatisfeito com a sua vida.

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Crítica: Star Wars – O Despertar da Força

Sétimo filme da saga criada por George Lucas, cuja história decorre aproximadamente 30 anos depois de “O Regresso de Jedi” e aborda a luta da Resistência (antiga Aliança Rebelde) contra a Primeira Ordem (antigo Império Galáctico).

Título: Star Wars Episode VII The Force Awakens
Ano: 2015
Realização: J.J. Abrams
Interpretes: Daisy Ridley, Carrie Fisher, Harrison Ford, Mark Hamill, John Boyega, Adam Driver…
Sinopse: Sétimo filme da saga criada por George Lucas, cuja história decorre aproximadamente 30 anos depois de “O Regresso de Jedi” e aborda a luta da Resistência (antiga Aliança Rebelde) contra a Primeira Ordem (antigo Império Galáctico).

[Não Contém Spoilers]

Star Wars voltou com toda a sua força. Literalmente. Depois de seis excelentes filmes, a saga continua com mais uma trilogia. Após conseguir comprar os direitos do Lucasfilms a George Lucas, realizador da saga, a Disney arriscou no lançamento de uma série de filmes e merchandising de Star Wars. O resultado não podia ter corrido melhor. O filme no seu geral é o agrado dos fãs. O realizador J.J. Abrams conseguiu reunir num só filme, a nostalgia da história anterior, culminado com a vivacidade da nova geração de heróis. Logo no início do filme temos a sensação que conhecíamos tudo que lá estava, mantém-se tudo igual. Mas na verdade está tudo diferente.

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