Viagem ao Japão – Dia 7

Roteiro de Viagem 7º Dia no Japão

No sétimo dia no Japão ficamos hospedados em Hakone. Um local nos subúrbios de Tóquio e onde estivemos mais próximos do Monte Fuji. Este foi um dia dedicado a conhecer a cidade e a história deste local. Mas primeiro começamos com um passeio de barco.

Hakone

Isso mesmo, logo pela manhã apanhamos um barco num porto local e atravessamos o Lago Ashi. O lago é enorme e a viagem foi tranquila. Tivemos sorte o dia estava de sol e a viagem não demorou muito (cerca de 40 minutos). Subimos logo ao topo do barco com três andares para apreciar a vista e ainda conseguimos outro plano para uma foto ao Monte Fuji (novamente sorte, pois o céu estava quase sem nuvens).

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Hakone-jinja

Em Hakone visitamos o conhecido santuário Hakone-jinja. Conhecido maioritariamente pelo seu toori flutuante (mas já vamos chegar aí). Este é um local de culto na montanha. Diz-se que os deuses habitavam lá junto ao lago Ashi, por isso encontra-se vários santuários no redor do lago. Hakone-jinja foi construído em 757, tendo sido criado como uma revelação. Muita boa sorte nomeadamente para o casamento e bom parto podem ser encontrados por ali. Ao subir a escadaria ficamos encantados com a beleza do espaço após chegarmos ao grande toori vermelho e ao santuário principal. Durante o fim-de-semana é normal encontrar-mos noivos a casarem-se ao estilo japonês.

Mas o que é mesmo referência do local é o toori vermelho flutuante que tem o nome de Porta da Paz. O acesso é fácil de lá chegar e é apenas necessário descer o circuito. Espaço conhecido para tirar belas fotos, tem logo uma enorme fila para conseguirmos a tal foto. Depois de 20 minutos a esperar lá tivemos a nossa oportunidade e uma excelente recordação, pois este toori é mesmo o mais lindo que conhecemos.

Museu de ar livre de Hakone

Depois de visitarmos Hakone-jinja fomos de autocarro até ao famoso Museu de ar livre de Hakone. Inaugurado em 1969 foi o primeiro museu ao ar livre no Japão, e o maior. Excelente meio para aproveitarmos o contacto com a natureza. Os jardins exuberantes fazem vista pelas montanhas de Hakone. Nos jardins conhecemos 120 obras contemporâneas. Além da arte moderna que facilmente conseguimos gostar, (falo por mim que sempre que vou a Serralves fico sem perceber o significado) está em exibição uma galeria apenas com obras de Picasso, são cerca de 300 peças. O museu é uma caminhada interessante de descoberta onde até as crianças se podem divertir. A entrada custa 1600 yens (13 euros). Se forem com tempo visitar o museu completo demora aproximadamente 3 horas, no entanto existem três rotas: Rota das Crianças, Rota para Dias de Chuva, Rota Rápida, para facilitar o percurso.

Almoçamos neste museu. Com um restaurante de serviço buffet, foi o local que comida mais ocidental comemos. Tinha tudo excelente aspecto e até repeti, o melhor foi a fonte de chocolate que podemos molhar em gomas e no gelado.

Durante a tarde viajamos durante 1h30 minutos até Tóquio, o nosso destino final da viagem.

Tóquio

Chegamos à fantástica cidade de Tóquio ao final da tarde. Mas a curiosidade de conhecer e aproveitar esta imensa cidade era tanta que deixamos logo as malas no hotel, New Otani Garden Tower Tóquio (que hotel enorme, perdi-me mesmo por lá) e apanhamos o metro até ao centro da capital. Depois de conhecermos um Japão mais rural, o choque com a cidade pura é enorme são milhares de pessoas de um lado para o outro, a confusão é geral, mas é uma sensação inexplicável. Saímos na estação de Shibuya, conhecida pela sua gigantesca passadeira em várias direcções, é mesmo de outro mundo, mas antes ainda foi visitar a estátua de Hachiko, o cão que quase durante uma década esperava o seu dono na estação, mesmo após a sua morte. No local existe uma estátua em homenagem ao cachorro e à sua história.

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Big city – Tóquio

 Este foi um dia para explorar, sem plano. As ruas estão recheadas de cor e muita luz. Existem shoppings em todas as esquinas com vários andares de altura. Subimos ao último andar de um edifício e pela janela as pessoas parecem formigas a circular em várias direcções.

O jantar foi dos pontos mais altos do dia. Escolhemos provar a famosa carne japonesa, o bife kobe. Considerada como uma iguaria gastronómica de luxo, esta carne de vaca é especial. Para manter o seu sabor marmorizado entre a carne e gordura, as vacas não passam por momento nenhum de stress na sua vida. Ouvem música clássica, são mantidas com mantas térmicas no inverno, tem replentes contra os insectos, e são bem alimentadas com grão e cerveja (para conseguirem ter mais apetite), além disso recebem massagens para relaxar. O seu tratamento reflecte-se na sua excelente carne. São restaurantes próprios que fornecem este tipo de refeição, servem-se quase como a picanha, onde o cliente é que grelha a sua própria carne. Para acompanhar um chá verde e legumes banhados num molho apetitoso. No final ainda conhecemos um pouco da noite de Tóquio onde estava calor e com muitas pessoas na rua.

Não percam o próximo episódio, porque nós também não.

Viagem ao Japão – Dia 6

Sugestão de Roteiro de Viagem 6º Dia no Japão

De manhã acordamos cedo para voltarmos a conhecer um Japão rural, com pequenas aldeias muito tradicionais, mas repletas de História. A nossa primeira paragem foi Tsumago. Quando saímos à rua choveu bastante.

Tsumago

Esta é a melhor aldeia preservado do Japão do tempo Edo. O seu ambiente está mesmo recriado à época e facilmente sentimos como se estivéssemos perdidos no tempo. Esta era uma aldeia de passagem para os viajantes. Mantinha em stock comida, dormidas, ryokan e cavalos.  Esta aldeia não tem ainda tantos turistas como Shirakawago e por isso pode ser visitada sem pressas e com mais reconhecimento. Neste local experimentamos os famosos pãezinhos recheados, um doce tradicional da região.

Museu Magome Waki-Honjin (casa Samurai)

A 15 minutos de Tsumago visitamos o Museu Magome Waki-Honjin. Ainda sobre o Japão Antigo, temos um alojamento luxuoso construído principalmente para os oficiais do  governo que viajavam e samurais. Actualmente foi reconstruído e transformou-se num museu que pode ser visitado. Como este era um local de passagem entre Quioto e Tóquio, serviu para o descanso dos viajantes. Muitos senhores feudais utilizaram e até recebeu uma curta visita do próprio Imperador Meiji em 1880, quando escoltou a Princesa Kazunomiya para um casamento arranjado. O preço de entrada é de 600Yen e vale totalmente conhecer este monumento histórico. Neste museu conhecemos o espaço e jardins adjacentes, assim como viviam as pessoas daquele tempo a mesmo as regras para nos sentarmos à fogueira. O museu é grande e ainda conseguimos conhecer a História japonesa.

Almoçamos numa área de serviço local, pois seguir teríamos de apanhar o comboio-bala para o nosso próximo destino nas montanhas do Japão.

Comboio-Bala

Durante a tarde apanhamos o famoso Comboio-Bala. Tal como dizem é mesmo rápido e não se atrasa de maneira nenhuma. Temos apenas 2 minutos para entrar e é necessário antes do comboio chegar mantermos-nos em filas indianas para evitar confusões. Andamos no comboio JR Super-expresso aproximadamente 300km/h. Super confortáveis os comboios e totalmente espaçosos. Em cerca de uma hora chegávamos a Nagoya. Contudo admito que não gostei muito da viagem foi muito rápido e senti-me desconfortável. As imagens da paisagem eram muito rápidas para o meu cérebro acompanhar. Mas conseguimos uma surpresa. Como passamos pelo Monte Fuji, mereceu logo uma fotografia, o que nem sempre é fácil devido ao tempo nublado. Tivemos sorte mesmo. Ali está ele na foto abaixo.

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Paisagem do comboio bala. Tivemos sorte e conseguimos uma imagem do Monte Fuji.

Hakone

Neste dia perdemos mais tempo em transportes. Depois da chegada à estação de comboio, fomos de autocarro até ao hotel. O hotel ficava em Hakone, e para lá chegarmos subimos à montanha. Como neste dia era domingo, apanhamos algum trânsito para chegar ao hotel. Isto porque, segundo a guia, os japoneses que vivem em cidades como Tóquio, durante o fim-de-semana viajam até ao meio mais sossegado e rural para descansar. Aproveitam as termas e o contacto com a natureza, algo que durante o dia-a-dia não estão habituados. Daí mais pessoas na estrada. Chegamos ao hotel e fomos logo descansar também. Com um banho no ryokan (este não era tão bonito como o do dia anterior), mas totalmente relaxante na mesma. Depois o hotel tinha um jantar preparado para nós, tipicamente japonês. Vestimos-nos a rigor com yukatas e jantamos sem perceber muito bem o que estávamos a comer. Mas estava tudo delicioso e bem bonito. Já repararam como os japoneses embelezam o prato?

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Jantamos como japoneses e japonesas.

Este foi um dia relaxante também na zona mais calma do Japão. Brevemente estávamos quase a conhecer a azafama da cidade. Na próximo dia conhecemos Tóquio.

Não percam os próximos episódios, porque nós também não.