Crítica

A Bela e o Monstro (2017)

Título: Beauty and the Beast
Ano: 2017
Realização: Bill Condon
Interpretes: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans…
Sinopse: Uma adaptação do conto de fadas sobre um príncipe com aparência de monstro e uma jovem curiosa que se apaixonam da maneira mais imprevisível.

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O clássico da Disney voltou a ganhar um novo alento com a sua versão live-action. Emma Watson é a perfeita Bela e divide o protagonismo com Dan Stevens. Num festival de cor e lindas ornamentações revivemos novamente a nossa infância. O trama mantém-se idêntico ao original e ainda bem. Não existe o elemento surpresa, mas o espectador fica na mesma fascinado com o espectáculo colorido e com as paisagens dignas de contos de fadas.

Para quem conhece este conto, sabe também qual a sua mensagem. O que importa é a beleza interior, e não aquilo que vemos por fora. “A Bela e o Monstro” pretende mudar paradigmas numa versão bem mais moderna. Neste caso estou também a mencionar o primeiro romance homossexual num filme da Disney, que conseguiu quebrar barreiras. Num rol de fantasia e magia juntaram um elenco de excelentes atores britânicos. Além de Emma Watson e Dan Stevens, Luke Evans, Emma Thompson, Ian Mckelen e Ewan Mcgregor juntam-se ao elenco.

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A excelente banda sonora torna o filme mais deslumbrante. Músicas como “Beauty and the Beast”, “Be our Guest”, “Belle” e “Something There” continuam lá interpretadas pelos próprios atores. No entanto achei demasiado banal, tal e qual o filme original. O que achei curioso foi o facto de conhecermos mais um pouco da história da mãe de Bela, algo que ainda não tinha sido mencionado. O atores também cumprem com satisfação dos seus papeis. Emma Watson agradou-me imenso como Bela e esquecemos-nos logo que já foi Hermione em Harry Potter. Concluindo se fosse um teste de avaliação era o B+, é satisfatoriamente positivo. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: Tarzan (1999)

Título: Tarzan
Ano: 1999
Realização: Chris Buck, Kevin Lima
Interpretes: Tony Goldwyn, Minnie Driver, Brian Blessed
Sinopse: Um homem criado por gorilas, deve decidir onde realmente pertence quando descobre que é um humano.

A Walt Disney Pictures volta a por em prática a sua magia da animação e cria “Tarzan“. Todos nós conhecemos a história do menino humano que foi criado com os gorilas. Baseado nos livros de Edgar Rice Burroughs em 1912, esta é uma história de procura de identidade e de integração. Em miúda adorei este filme, e voltei a vê-lo recentemente com o meu namorado já que ele nunca tinha visto. O quê? Como é possível, não ter visto este filme tão lindo. Tratei logo do assunto e vimos juntos.
Esta obra cinematográfica emociona do princípio até ao fim. Desde a tentativa de sobrevivência dos pais de Tarzan na selva, até à morte de ambos. Ao resgate de Tarzan por Kala, uma gorila fêmea que recentemente perdeu o seu filhote. Ao momento em que Tarzan ainda em criança se questionava porque era diferente, e Kala mostra-lhe que tal como ela ele tem olhos, mãos e coração. Quando o protagonista descobre que existem outros como ele e aí terá de escolher entre a sua casa e um mundo onde sempre viveu, com o desconhecido de novas terras.

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Acompanhada de uma excelente banda sonora, interpretada por Phil Collins consegue seguir perfeitamente os traços do filme. Momentos de indecisão, procura, descoberta e dúvida são completamente retratados apenas com a voz do músico as as letras cuidadosamente escritas é o caso de “Strangers Like Me“, “You’ll be in my heart”,Son of man” e “Two Worlds“. A animação também consegue surpreender bastante, nomeadamente nos momentos de ação onde acompanhamos Tarzan a “patinar” de árvore em árvore. Estes movimentos foram inspirados em desportos como o surf e o snowbording. Concluindo “Tarzan”é um must-see na animação da Disney pois está um filme totalmente bem conseguido. O blogue atribui 4 em 5.

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Crítica

Crítica: Vaiana

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Título: Moana
Ano: 2016
Realização: Ron Clements, Don Hall
Interpretes: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House…
Sinopse: Uma descente Polinésia quando uma terrível maldição emerge devido ao Semi-Deus Maui, a filha de um chefe da aldeia decide procura-lo pelo Oceano, para este manter o equilíbrio.

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Moana versão original ou Vaiana em versão portuguesa, é a nova heroína da Disney. Baseada nas histórias da Polinésia, esta jovem de personalidade forte que não desiste facilmente dos seus objectivos. Moana apresenta traços muito parecidos à história da Mérida, do filme “Brave“, além disso psicologicamente também são idênticas. Por me fazer confundir, é que não considero “Moana” um dos filmes da Disney inesquecíveis. Quando terminei de assistir ao filme perguntei-me: “Onde é que já vi isto?” A verdade é mesmo essa, esta obra cinematográfica de animação não acrescenta nada de novo. A história sobre rapariga que não pertence ao seu mundo, e que de alguma maneira é especial e por isso consegue seguir a sua jornada, contra perigos de grande calibre, mantendo uma grande amizade e vencendo no final, já é um trama um pouco desgastado. Não me interpretem mal, o filme é até interessante e volta a mostrar a magia Disney, mas na minha opinião não foi dos melhores. O que tentaram fazer aqui, foi o mesmo que o fizeram com “Frozen”. Já faltava a musicalidade nos filmes, e isso fez-se sentir com o sucesso de “Let it go“. Em “Moana” continuam os momentos musicais que fazem as crianças cantar e sonhar. A música que mais se destacou foi “How far i’ll go” interpretada por Auli’i Cravalho, que também é a voz da protagonista.

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O que prevalece como maior aspecto positivo do filme é os efeitos visuais. Cada vez mais realistas e cada vez melhorados. A areia, a água, e os cabelos das personagens foram desenvolvidos com mais minucioso detalhe. Até as cores das paisagens paradisíacas conseguem se manter naturais. Este é um factor favorável dos estúdios. As cenas com a galinha, o novo sidekick também foram as mais hilariantes do filme. O que também se torna interessante é a capacidade da Disney contar histórias multi-culturais. Com “Moana” conhecemos um pouco mais sobre os povos exploradores das ilhas. Concluindo este filme mantém a mensagem positiva de não desistir com uma personagem feminina no protagonismo. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: Pocahontas

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Título: Pocahontas

Ano: 1995

Realização: Mike Gabriel, Eric Goldberg

Interpretes: Mel Gibson, Linda Hunt, Christian Bale…

Sinopse: Um soldado inglês e a filha de um chefe índio partilham um romance, enquanto os colonos ingleses invadem Virgínia.

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A Disney é cheia de surpresa. Depois de contos de fadas que nos fazem sonhar, tornaram as suas animações mais verosímeis quando adaptaram histórias reais ao grande ecrã. Apesar de muitos não acreditarem Pocahontas existiu mesmo. Viveu entre o séc. XVI e XVII e era mesmo uma princesa indígena e tornou-se numa ponte entre a cultura inglesa e a nativa norte-americana. A história mais colorida da Disney, aborda a chegada do aventureiro John Smith à vila de Pocahontas, ambos iludidos pelos diferentes mundos um do outro, inevitavelmente apaixonam-se. Na realidade existem dúvidas se tal aconteceu, afinal a jovem princesa ainda tinha os seus 12/13 anos, enquanto que Smith já era um homem bastante maduro. Acredita-se que se tornou mais num mentor. Mas continuando no filme. “Pocahontas” é uma película que se foca numa história de amor, que claro está mantém os seus contratempos. Além de manter uma comédia leviana, tem um desenho com traços sublimes que mostra com clarezas as paisagens puras da antiga Virgínia.

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Este filme está sem dúvida no meu top de filmes Disney. Muito devido à forte história que separa e junta os dois mundos, mas também à personalidade vincada das personagens. Apesar de ser quase uma obra esquecida, em filme mantém em si uma certa beleza. Além da animação, as músicas também realçam esta maravilhosa história. “The colours of the wind” foca-se na desigualdade e até conseguiu ganhar Óscar de Melhor Canção na altura. Ainda me consigo apaixonar por este enredo e argumento quando novamente o filme, mesmo que já foram 360 vezes. Não há mesmo como ficar indiferente. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica

Rogue One: Uma História de Star Wars

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Título: Rogue One
Ano: 2016
Realização: Gareth Edwards
Interpretes: Felicity Jones, Diego Luna, Alan Tudyk…
Sinopse: A Aliança Rebelde realiza um movimento arriscado de roubar os planos de destruição da Estrela da Morte. Este é o mote para a saga que todos nós conhecemos.

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A epopeia de Star Wars continua este ano com mais um filme. Não é uma continuação, nem uma sequela é uma história à parte que se passa entre o Episódio III e IV. Um filme realizado para ser mais comercial, mas com um tom mais negro do que o seus antecessores sobre importantes factos que precederam aos desenvolvimentos dos filmes que já conhecemos. Com novas personagens, temos Jyn Erso (Felicity Jones) e Cassian Andor (Diego Luna) que tem uma missão conseguirem roubar os planos de destruição da “Death Star” ao Império. Mote que serve de início ao episódio IV da saga Star Wars quando a Princesa Leia entrega a mensagem a Obi Wan Kenobi.

Esta não é uma história de heróis, mas retrata com clareza a valentia e a coragem dos protagonistas. Motivados por uma missão aparentemente impossível, mas necessária para o triunfo dos rebeldes e a harmonia na galáxia. “Hope” é a palavra que mais se destaca nesta obra cinematográfica, pois concentra tudo aquilo porque ainda existe força para continuarem a lutar. Não existem caminhos fáceis, apenas ambição em acreditar que o lado negro tenha os seus dias contados. Este foi um presente de Natal da Disney para os fãs de Star Wars.

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A primeira parte de “Rogue One” avançou lentamente e quase sem expectativas futuras. Apresentado personagens sem carisma e falta de cativação. Factor positivo apenas considerei Chirrut Îmwe interpretado por Donnie Yen que conseguiu juntar de forma coerente as artes marciais à ficção científica. Já a segunda parte é quase como se estivesses a ver um filme totalmente diferente. Existe ação, guerra, explosões, personagens mais maduras, situações emocionantes e…o Darth Vader. Um dos momentos mais esperados foi provavelmente a cena em que o vilão aparece. Não decepciona, mesmo quando oferece luta com o seu sabre de luz. Além disso podemos contar com algumas surpresas para os amantes destes filmes, com referências ao que já conhecemos. “Rogue One” consegue ser uma obra bem elaborada sobre uma guerra que não era conhecida até ao momento, mas que merecia ser contada. O melhor do filme está na abordagem adulta, mais dark e sem hesitações em mostrar que nem sempre os bons escapam ao sacrifício para o bem maior. No entanto nem tudo é pesado, a personagem K-2SO proporcionou os momentos mais divertidos da película. A fotografia do filme e a escolha do elenco também estava em força, mantendo o filme num bom nível. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Crítica

Crítica: À Procura de Dory

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Título: Finding Dory

Ano: 2016

Realização:  Andrew Stanton, Angus MacLane

Interpretes:  Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Ed O’Neill…

Sinopse: A carinhosa, mas esquecida Dory vai ter a viagem da sua vida quando procura incansavelmente pelos seus pais no oceano. Ao longo do percurso vai aprofundar o seu conhecimento sobre família que há muito tinha perdido.

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À Procura de Nemo all over again…

Depois do filme de sucesso, “À Procura de Nemo“, a Pixar voltou a “resgatar” uma das suas personagem para mais uma aventura pelos oceanos. Dory é um peixe azul com algumas riscas amarelas que vive constantemente com o mesmo problema: sofre de perda memória. Motivada para encontrar a sua família, Dory não perde tempo e consegue seguir as pistas do seu passado. Mais um filme de animação da Disney / Pixar que nos aquece o coração. As personagens por nós já conhecidas e a chegada de novas, torna este filme divertido, onde está sempre a acontecer novidades. Não pára. Desde o início que acompanhamos as dúvidas da Dory, até à sua jornada pela descoberta do seu passado. “Finding Dory” não desilude e torna-se provavelmente dos melhores filmes de animação do ano. O enredo é interessante a capta a nossa atenção. Quando pensávamos que a história estava a terminar, lá somos surpreendidos por mais momentos de ação.

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Na sua jornada, Dory como é excelente a fazer amigos, conhece o polvo medroso Hank, e reencontra a sua amiga Destiny. A comédia está sempre presente e é bem provável que surja uma gargalhada mais alta do que o normal. Relativamente aos efeitos visuais, proporciona na sua magnificência o vasto oceano, tão perfeitamente delineado. A apresentadora Ellen DeGeneres volta a ser Dory numa personagem que já lhe está familiarizada. A única incerteza relativamente a este filme é a demasiada semelhança com o seu antecessor “À Procura de Nemo“, pois não há amor como o primeiro. Além disso, existem algumas cenas em que para aumentar a tensão, tornaram o filme com pouca credibilidade. Concluindo este filme foi divertido, com uma história cativante. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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