Crítica: Sonic – O Filme

Após descobrir um pequeno ouriço azul, super rápido, um polícia local terá de ajudá-lo a derrotar um terrível génio do mal que o quer experimentar.

Título: Sonic the Hedgehog
Ano: 2020
Realização: Jeff Fowler
Interpretes:  Ben Schwartz, James Marsden, Jim Carrey…
Sinopse: Após descobrir um pequeno ouriço azul, super rápido, um polícia local terá de ajudá-lo a derrotar um terrível génio do mal que o quer experimentar.

Do jogo para o grande ecrã

Este ouriço super-rápido e azul teve o seu sucesso no jogo da Sega. O Sonic pertence muito à nossa infância e à introdução dos videojogos na nossa vida. Passávamos níveis de aventuras à mais alta velocidade, enquanto enfrentávamos vários desafios. Depois de várias adaptações na televisão, chegou a vez do cinema.

Finalmente decidem criar esta história para a sétima arte. Sonic recebeu uma imagem renovada com uma história digna de Hollywood.  James Marsden interpreta o seu companheiro e Jim Carrey é o terrível vilão Dr. Robotnik que pretende utilizar os poderes de Sonic para seu benefício próprio.

Quando o trailer do filme foi lançado, muitos protestaram a imagem do protagonista. Tinha um aspecto esquisito e não se qualificava com o design ideal para o filme. A equipa de produção teve de mudar tudo à pressa, e criar um visual do Sonic mais apelativo e enquadrado com a personagem. Tinha de fazer isto para não aceitarem o insucesso do filme logo com o trailer. Os efeitos visuais do filme foram mudados em cima da hora, mas ainda bem. A nova imagem de Sonic é mais verídica com o original e por tal não deixou os fãs desolados.

“Sonic the Hedgehog” é um filme que segue um argumento simples, previsível, mas muito divertido. Vemos crescer a amizade entre Sonic e Tom (James Marsden), e assim cresce uma nova família. Enquanto isso as peripécias loucas do Dr. Robotnik (Jim Carrey) que está impecável nesta personagem. Aliás já tinha saudades de ver Jim Carrey nestes papéis tresloucados que só ele consegue fazer. Um alento de madness e muito divertimento. O que se torna interessante neste filme é o facto de conseguir várias referências ao jogo original e por tal conseguir captar a atenção de todos aqueles que jogaram Sonic, e os que não, vão ficar com vontade.

Além da adrenalina da velocidade presente nos poderes de Sonic, e muita ação. O que mais satisfaz neste filme são os diálogos bem-dispostos entre as personagens e as suas motivações no desenvolvimento da história. Não é um filme que cansa, pelo contrário consegue divertir e tornou-se bastante melhor do que estava à espera. O final ficou em aberto para a possível entrada de outras personagens que nós conhecemos do universo de Sonic. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.
Paramount Pictures Portugal

The Good Fight

A atrevida série The Good Fight é o mais verdadeiro de série ficcional que é transmitida. De opiniões muito vincadas e com tendências políticas fortes, somos transportados para o mau-estar deixado pela chefia norte-americana.

Temporada 4

The Good Fight volta a ser sassy e atrevida esta temporada. Começamos logo com o primeiro episódio, quando Diane vive um sonho de uma realidade alternativa. Quando percebe que muito mudou na sua vida e na verdade não é Trump que está na presidência, mas sim Hilary Clinton que ganhou as eleições. Felicíssima grita aos sete ventos a sua opinião. Contudo logo percebe que este mundo pode bem ser um pesadelo, quando descobre que as mulheres não tem a mesma liberdade. Harvey Weinstein não recebeu acusações sexuais e pela primeira vez a mulher não pode ser honesta quanto às sobreposições dos homens. Diane volta novamente para a realidade e não podia estar mais feliz.

Enquanto isso estas personagens voltam a surpreender com excelentes repercussões da lei norte-americana, quando aparece o memo 618. Uma misteriosa nota com poder autoritário e com muito poder que influência todos em sua volta. Além disso a investigação da Diane que está próxima de descobrir a verdade, atraí presenças que não são bem-vindas. Os escritórios Reddick, Boseman, e Lockhart juntam-se a novos associados, mas poderosos e ricos que subtilmente os vão controlar um a um e cabeças vão estar em risco, quando o grupo terá de descobrir quem dispensar dos escritórios. Lucca também recebe um forte protagonismo nesta temporada, quando recebe um trabalho para aconselhar uma multimilionária, que na verdade só precisa que uma amiga para conversar. Lucca entra num mundo onde não estava habituada e isso deixa-a com fortes dilemas morais.

Esta temporada foi curta, apenas sete episódios, mas o último ficou marcado. O grupo tenta descobrir os mistérios na morte de Jeffrey Epstein que morreu na sua cela em circunstâncias invulgares. Mais uma vez esta série volta a ser o mais atual possível. Além das críticas a Trump e aos motins de #blacklivesmatter, “The Good Fight” pega em casos reais e desconstrói-os à sua maneira e cria fortes probabilidades (apesar de fictícias) para o que pode ter acontecido. Consegue mesmo carregar na ferida e fazer-nos pensar.

Esta série é excelente e muito forte, com visões muito vincadas e determinadas. Não tem medo de entrar numa boa luta e apresenta sempre uma fantástica equipa a trabalharem juntos. Nesta temporada senti a falta da atriz Rosie Leslie, pois a série começou com ela no protagonismo, mas na temporada anterior teve que sair. O que é pena, pois gostava muito da personagem. Mas esta temporada também marca fortes saídas, estou a falar da atriz Cush Jumbo, que interpreta Lucca. Devido à pandemia a temporada encurtou e por tal não conseguiram dar o desfecho à personagem, mas na próxima temporada vamos ter mais um pouco de Lucca (e ainda bem). Outra saída é Delroy Lindo que interpreta Adrian Boseman, pois vai estrear noutra série. “The Good Fght” vai ficar mais pobre é verdade, mas ainda podemos contar com algumas participações especiais de Adrian e além disso temos a fantástica atriz Christine Baranski como protagonista. Por isso para o ano, esperemos que toda esta situação mundial acalme e que em breve podemos desfrutar a próxima temporada de “The Good Fight“.

Crítica: O Tempo Contigo

Um estudante do secundário, fugiu para Tóquio e torna-se amigo de uma rapariga que tem a habilidade de controlar o tempo.

Título: Tenki no ko
Ano: 2019
Realização:  Makoto Shinkai
Interpretes: Kotaro Daigo, Nana Mori, Shun Oguri…
Sinopse: Um estudante do secundário, fugiu para Tóquio e torna-se amigo de uma rapariga que tem a habilidade de controlar o tempo.

O tempo que controla as nossas emoções

Uma nova animação japonesa com uma qualidade fantástica sobre um rapaz que fugiu da sua casa e da sua família, à procura de uma nova oportunidade na grande cidade de Tóquio e do seu encontro com uma menina amável que vive com o seu irmão e tem a fantástica habilidade de mudar o tempo.

Juntos vão tornar-se melhores amigos e trabalhar em conjunto, num verão chuvoso em Tóquio. Mas a amizade estará à prova quando o destino muda a direcção de ambos e podem correr o risco de nunca mais se encontrarem. Outra fantástica animação com a direcção de Makoto Shinkai.

O realizador Makoto Shinkai já nos tinha fascinado com a sua obra Your Name (2016). O perfeccionismo de Makoto é notável e já é considerado dos melhores realizadores japoneses da actualidade. A impressão do desenho deste realizador é fantástico e não me canso de dizê-lo. O detalhe apresentado nos seus filmes é fantástico e em cada cena é como se estivéssemos mesmo naquele local, apesar de ser apenas um desenho. Mas a realidade das suas animações merece ser destacada.

Seguimos outra história baseado no sobrenatural. Hodaka, um adolescente que foge de casa e procura uma vida melhor em Tóquio, encontra-se por acaso com Hina, uma jovem bem-disposta que tem uma habilidade especial: controlar o tempo. Ambos decidem criar um webiste onde as pessoas lhes podem consultar para Hina usar a sua magia. Um forte temporal de muita chuva cobre Tóquio inteira, mesmo em pico de verão, o que dificulta o trabalho de Hina. Mas como tudo tem um preço, será que estes jovens vão alcançar a felicidade?

Makoto Shinkai gosta de criar estas histórias românticas, mas sempre com um twist no final. Nada é tão linear como deve ser e as suas histórias conseguem ser surpreendentes e inesquecíveis. Muita emoção espera-nos neste filme. Além do argumento sensível, e da animação com fantástica qualidade, temos personagens carismáticas e ainda uma banda sonora perfeita. Shinkai voltou a convidar os Radwimps para as várias músicas presentes nesta obra cinematográfica. A música é dos factores mais importantes e conseguem atribuir aquele desfecho emotivo à cena. Concluindo “O Tempo Contigo” pode não ter o mesmo poder de “Your Name“, mas surpreende pela positiva e surpreende-nos mais uma vez o excelente trabalho de Makoto Shinkai. O blogue atribui 3,5 estrelas.

Rating: 3.5 out of 5.
Big Pictures Filmes

Mundos Paralelos

Uma jovem menina está destinada a libertar o seu mundo da influência do Magisterium que mantém em ligação pessoas e os seus animais, caracterizados como daemons.

A série da HBO, His Darks Materials prometia ser uma nova série de fantasia para substituir “Guerra dos Tronos”, mas será que conseguiu?

Baseada nos livros de Philip Pullman, a primeira temporada segue a jovem Lyra Belacqua (Dafne Keen). Uma menina orfã que vive em Oxford onde foi acolhida desde bebé. Lyra com personalidade forte, é corajosa e está sempre à procura de novas aventuras. A busca pelo seu melhor amigo, Roger, desaparecido leva-a a tomar as rédeas do seu destino e a procurar o misterioso caso de crianças que estão a desaparecer. Num mundo diferente, onde os humanos estão ligados a animais, dos quais os chamam de daemons, Lyra tem a ajuda do seu amigo Pan, enquanto procura a verdade e a magia do DUST.

A jornada é cheia de obstáculos e impressibilidades. O elenco é forte nesta série e mesmo a protagonista apresenta a inocência de criança, mas a astúcia de heróina. A atriz Dafne Keen foi fantástica em Logan e nesta série, volta a assumir a liderança. No elenco temos também James McAvoy (um dos meus atores favoritos), como Lorde Asriel. O seu tempo de ecrã não é muito, por isso a imagem dele no poster foi uma excelente jogada de marketing. Contudo não deixa de ser uma personagem importante para o desenrolar da história. Para completar o elenco temos Lin-Manuel Miranda, a sua personagem serve para aliviar o tom pesado de alguns momentos da série e tornar em humor algumas situações. Por outro lado a atriz, Ruth Wilson (Marisa Coulter) aparece sempre com elegância e presença em cada momento. Consegue por todos na sala a olhar para ela e a perfeição está nos pequenos detalhes.

Apesar da série se manter forte em alguns aspectos positivos. Afinal estamos a falar de uma série de fantasia e como tal esse género deve ter sido em conta. As paisagens e os cenários na neve são fantásticos e o mesmo refiro aos efeitos especiais na construção dos animais. A qualidade do CGI é fantástica e muito real, quase que ficamos com vontade de termos um animal falante ao nosso lado. Contudo houve algumas falhas e tal reflecte-se nos aspectos negativos da série. A história paralela contada ao lado da história principal, é confusa e desconstrutiva. Não teve evolução, mesmo no final. Não foi bem abordada e mesmo apesar de sabermos que será importante, não tivemos provas de tal.

A série demorou a arrancar e apesar do primeiro episódio estar bem construído, pois os novos termas que regulam este mundo foram bem apresentados, o mesmo dispersa-se nos episódios seguintes e só no quinto / sexto episódio é que a história volta a arrancar.

Concluindo “Mundos Paralelos” pode ter ritmo para continuar, o final desta primeira temporada foi interessante, por isso tem por onde avançar. Contudo existe factores a nível de argumento que podem bem melhor e explicar ao público aquele universo.

HBO Portugal

Crítica: ‘Bora Lá

Dois irmãos elfos, embarcam numa aventura para trazem o seu pai de volta, durante um dia.

Título: Onward
Ano: 2020
Realização: Dan Scanlon
Interpretes:  Tom Holland, Chris Pratt, Julia Louis-Dreyfus
Sinopse: Dois irmãos elfos, embarcam numa aventura para trazem o seu pai de volta, durante um dia.

Uma aventura épica

Numa fantástica jornada de descoberta de magia de outros tempos, dois irmãos elfos, procuram arranjar uma forma de conseguir reviver o pai, durante apenas um dia. Mas o que parecia uma caminho fácil, torna-se bastante complicado e fortes emoções envolvem os irmãos, mas também toda a comunidade.

O novo filme da Disney aborda temas sensíveis de descoberta da nossa identidade. Baseada na própria história de vida do realizador e argumentista Dan Scanlon, temos uma animação emocionante, divertida e magia, mesmo ao estilo da Disney.

Este foi um dos poucos filmes que foram lançados este ano, em tempo de pandemia. “Onward” foi lançado mesmo com o propósito de nos fazer acreditar em melhores dias. Com uma história familiar e muito emotiva seguimos a jornada de dois irmãos Ian (Tom Holland) e Barley (Chris Pratt) que são muito diferentes um do outro, mas que vão partir juntos com um objectivo voltar a reviver o pai durante um dia, mesmo quando já ninguém acredita em magia naquele tempo. A primeira fase do feitiço correu bem, mas só conseguiram fazer aparecer as pernas do pai e por isso vão tentar por tudo conseguir o restante corpo. Ian não tem memórias do pai, pois era bebé quando faleceu, e por isso segue a sua esperança em conhecer o progenitor. A única referência que tem é uma cassete com a sua voz e fotografias. Já Barley agarra-se às suas escassas memórias. Durante esta aventura de descoberta, ambos os irmão vão testar os seus limites e irmandade e ficarem a conhecer-se um pouco melhor.

Long ago, the world was full of wonder. It was adventurous, exciting, and best of all, there was magic. And that magic helped all in need. But it wasn’t easy to master. And so the world found a simpler way to get by. Over time, magic faded away. But I hope there’s a little magic left in you

Wilden Lightfoot (Dad)

A Disney volta-nos a aquecer o coração com mais um dos seus filmes. Baseados em factos verídicos da vida do realizador Dan Scanlon temos uma história inspiradora e muito aconchegante. A experiência de acreditar e aproveitar o tempo que a vida nos dá ao lado de quem mais gostamos. “Onward” junta a fantasia à realidade e apesar de a magia facilitar em muitos aspectos, nada se consegue sem esforço e dedicação. Um argumento emotivo e corajoso, com um resultado de um filme surpreendente e que superou as expectativas. Acho que este filme foi um pouco ofuscado por esta situação mundial que estamos a atravessar, mas foi um filme que se soube mesmo bem conhecer, pois apresenta uma cinematografia única e muito positiva. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.
Disney Portugal

Crítica: Glass

Um guarda de segurança, David Dunn, usa as suas habilidades para encontrar Kevin Wendell Crumb, um homem perturbado com 24 personalidades diferentes.

Título: Glass
Ano: 2019
Realização: M. Night Shyamalan
Interpretes:  James McAvoy, Bruce Willis, Samuel L. Jackson…
Sinopse: Um guarda de segurança, David Dunn, usa as suas habilidades para encontrar Kevin Wendell Crumb, um homem perturbado com 24 personalidades diferentes.

O último Capítulo…

Neste filme criado por M. Night Shyamalan temos uma história de vilões e heróis nos tempos atuais. Um perspectiva sobre o que certo e errado e o que define quem somos. Se temos uma habilidade diferente dos outros, será que a podemos utilizar em proveito próprio, ou altruísta?

M. Night Shyamalan termina a sua trilogia de filmes com uma conclusão eficaz para estas personagens que criou. Juízos de valor são martirizados neste filme e nem tudo o que parece é. No entanto o resultado foi aceitável e revela-nos uma história decisiva sobre as origens.

Depois de um filme bem construído sobre um homem com várias personalidades dentro de si em Fragmentado (2017). A conclusão do filme, previa-se que chegaria uma conclusão. Pois Bruce Willis aparecia nos últimos segundos. A sua conexão estava ligada ao filme Unbreakable (2000) com Samuel L. Jackson. Em “Glass” temos uma conclusão destes que se consideram super-heróis.Presos e sujeitos a testes de personalidade, os três protagonistas: Elijah (Samuel L. Jackson) que possui um corpo fragilizado como vidro; David (Bruce Willis) uma versão do Super-Homem com uma super-força nada humana e o único sobrevivente do comboio em 2000 e Kevin (James McAvoy) uma homem com múltiplas personalidades. Estes três consideram-se super-heróis das histórias da banda desenhada. Contudo são persuadidos a pensar que não são, pela doutora Elli (Sarah Paulson) que conseguiu criar um espaço com as fraquezas de cada um. Mas são será fácil aprisionar estes três, que pretendem não desistir.

Não estávamos à espera que em 2000 quando foi lançado o primeiro filme desta saga de M. Night Shyamalan, que a história iria continuar. O realizador fez questão disso. Surpreender. Criar uma narrativa desconstruiria sobre a ideia de sermos super-heróis e desmistificar aqueles textos comuns de uma aliança entre vilões da banda desenhada. Criar algo novo e que supere o já transmitido. A iniciativa interessante de Shyamalan não teve o impacto positivo como os filmes anteriores.O filme não está mau, só não tem a mesma essência dos antecessores e para final não resultou eficazmente. Contudo temos fantásticas interpretações no elenco. Destaco James McAvoy que nos proporciona momentos de pura adrenalina, mas também os restantes protagonistas estão fenomenais nos seus papéis, assim como o elenco secundário original.

Concluindo “Glass” é uma força da natureza, com momentos que destacam a cultura pop e amantes da banda desenhada. Será que super-heróis existem ou são apenas um forte ego? O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Bons Rapazes

Nos anos 70 em Los Angeles, um par improvável de detectives privados, junta-se para investigar uma rapariga desaparecida e a morte misteriosa de uma atriz pornográfica.

Título: The Nice Guys
Ano: 2016
Realização: Shane Black
Interpretes:  Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice…
Sinopse: Nos anos 70 em Los Angeles, um par improvável de detectives privados, junta-se para investigar uma rapariga desaparecida e a morte misteriosa de uma atriz pornográfica.

Um dupla divertida e inesperada é Russel Crowe que divide o protagonismo com Ryan Gosling, num filme desastroso com comédia e ação à mistura. O resultado foi positivo quando juntamos estes dois detectives privados com personalidades muito diferentes. Jackson (Crowe) é experiente naquilo que faz e resolve os seus casos com facilidade e força bruta, quando é pedido. Mas por destino e caso idêntico, junta-se a Holland (Gosling) que se considera um falhado, com uma filha em seus cuidados e só consegue casos fáceis de resolver, onde se aproveita da inocência das pessoas mais idosas e fica com o seu dinheiro. Ambos decidem trabalhar juntos, num caso, com um longa teoria de conspiração e muito mistério. Um filme de pornografia parece ser a causa principal de uma onda de assassinatos que vai acontecendo, deixando os nossos protagonistas confusos e com as pistas todas trocadas.

Bons Rapazes” conjuga bem uma boa ação onde muito acontece durante este filme e também uma excelente comédia. Crowe e Gosling oferecem-nos momentos divertidos e até se torna num excelente serão. Este género de filmes tem a possibilidade de crescer e mais sequelas aparecerem. Pois ficamos fãs desta dupla e das suas aventuras hilariantes. A química entre ambos os atores é fantástica e como é que ninguém se tinha lembrado disto antes?

Quanto às cenas de ação (são muitas) afinal estamos a falar de um filme com vilões e tiros, Russel Crowe engordou propositadamente para esta personagem e aceitou ser substituído por um duplo durante as cenas mais perigosas. Está longe dos tempos em que foi o “Gladiador“. O argumento apresenta algumas confusões e falhas na narrativa, mas não importa porque este filme é mesmo assim, e torna-se bastante aceitável, não há dúvidas.O realizador Shane Black é especialista em criar estas histórias, e já tinha feito sucesso na sua dupla mais conhecida com “Arma Mortífera” onde junta Danny Glover e Mel Gilbon. Por isso queremos mais ver com esta dupla Crowe/Gosling. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.


Genius: Picasso

Todos conhecem o nome Picasso de uma ou outra maneira. Famoso pintor espanhol que revolucionou a arte moderna e o que na altura os seus quadros valiam milhões, hoje valem biliões. Artista de muitas paixões, sempre viveu em prol do seu dom e conseguiu que isso ficasse em primeiro lugar na sua vida.

O Génio detrás da Obra

Todos conhecem o nome Picasso de uma ou outra maneira. Famoso pintor espanhol que revolucionou a arte moderna e o que na altura os seus quadros valiam milhões, hoje valem biliões. Artista de muitas paixões, sempre viveu em prol do seu dom e conseguiu que isso ficasse em primeiro lugar na sua vida.

Noutra produção da National Geographic conhecemos a vida e a obra de Pablo Picasso, interpretado por Antonio Banderas. Nesta série biográfica conhecemos a vida pessoal do génio e revolucionário para a sua época. Mais uma série muito bem produzida.

A National Geographic tem produzido séries biográficas, de grandes figuras da História. Depois de uma temporada bem conseguida com Albert Einstein (podem ler aqui), a segunda chegou e conhecemos desta vez a vida e a obra do pintor Pablo Picasso. Ambas as narrativas foram fenomenais e bastante completas. O protagonista desta série, foi interpretado pelo também espanhol, Antonio Banderas. Desde os momentos de infância, ao estudos e ao primeiro amor. As suas dificuldades com artista e sonho em ser diferente e conhecido. Passando pelas atribulações amorosas e musas da sua vida, à Guerra, à venda da sua obra-prima e à família. Este foi o percurso de Pablo para conseguir transformar-se no homem que foi. Viveu sempre em prol do seu trabalho, segundo ele não precisava de distracções, mas de inspiração. Seu próprio mestre, fazia as suas obras nos seus próprios termos e trabalhou sempre até à sua morte.

Segundo foi retratado na série, baseado em factos reais, a sua personalidade era jovial, divertida e charmosa (principalmente ao lado das mulheres). Conseguia sempre o que queria e dificilmente alguém lhe fazia frente. Apesar de egocêntrico, sabia que era especial, por isso era um génio.

Viajamos no tempo e com cenários bem calculados, acompanhamos o caminho do artista. Pelas ruas de Espanha e França conhecemos a Europa no início do sec. XX. Desde a infância que assistia às touradas com o pai, e foi este que lhe ensinou a desenhar os primeiros rascunhos, com pombas. Até à criação da sua própria perspectiva e visão, a invenção do cubismo.

A produção da série é excelente. O que tenho a apontar foi a preguiça na escolha do elenco, pois algumas das personagens presentes, também fizeram parte da série Genius sobre Einstein. Deviam ter pensado nisso melhor, pois mistura duas histórias diferentes. Sobre a prestação dos atores, esteve fantástica e Banderas assegurou bem a sua posição como protagonista. O jovem Picasso interpretado por Alex Rich, também conseguiu mostrar a sua presença.

Nesta série pessoal e intimista com um retrato da vida de Pablo Picasso, foi interessante para conhecermos um pouco mais do artista. Espero que a National Geographic continue com estas produções. A terceira temporada será sobre a Aretha Franklyn.

Good Morning Call

Um dorama japonês sobre o romance que nos vai prender ao ecrã desde o primeiro episódio. Esta é uma produção da Netflix com duas temporadas que se foca no primeiro amor de uma jovem do ensino secundário que se apaixona inevitavelmente pelo rapaz mais popular da escola, quando por mero acaso são “obrigados” a viverem juntos.

O primeiro amor

Um dorama japonês sobre o romance que nos vai prender ao ecrã desde o primeiro episódio. Esta é uma produção da Netflix com duas temporadas que se foca no primeiro amor de uma jovem do ensino secundário que se apaixona inevitavelmente pelo rapaz mais popular da escola, quando por mero acaso são “obrigados” a viverem juntos.

Nao e Uherara vão assim aprender a conviverem um com o outro, apesar de serem mesmo muito diferentes. Além do romance, temos uma comédia jovial, bem-disposta e que apela imenso aos nossos sentimentos. Este dorama foi uma surpresa que e cativou a minha atenção desde do início.

O que fazias se fosses vítima de uma fraude, onde terias de aceitar viver num fantástico apartamento, com muito espaço, no centro de Tóquio e com uma renda baixíssima? Mas como conveniente terias de viver com uma pessoa que não conhecias. Essa situação aconteceu a Nao, que para se manter longe da vida do campo onde estão os pais e conseguir ser independente na grande cidade, aceitou essa condição (mas não o sabia). Feliz no seu novo apartamento, essa decisão pareceu errada, quando Uherara também seria um dos inquilinos. Ambos foram vítimas de uma fraude de arrendamento do apartamento e por isso terão de aprender a viverem juntos.

Nao Yoshikawa (Haruka Fukuhara) é a típica rapariga japonesa, sonhadora, distraída e com ambições românticas para a vida. Gosta de ajudar os outros, mas passa um pouco despercebida aos olhos dos outros e apenas a sua melhor amiga Marina é a sua ouvinte. Hisashi Uherara (Shunya Shiraishi) é o oposto. Um tipo calado, que não revela os seus sentimentos, vive um mundo só seu e tem centenas de raparigas atrás dele na escola. De boa aparência é um rapaz popular. A vida de ambos juntou-os e apesar de serem diferentes, os opostos atraem-se.

RESENHA] Good Morning Call 2 - Capopeiros
Em perfeito juízo?!: Good Morning Call 2

Neste dorama (série de drama) produzido pela Netflix no Japão, inspirada na manga com o mesmo nome, escrita por Yue Takasuka, seguimos uma história carismática e meiga sobre a busca e conquista do primeiro amor. Enquanto isso a comédia também está presente nesta série, seja pelas trapalhadas de Nao que exagera nas suas expressões, ou na verdade escondida de que ambos vivem juntos (é contra a regra da escola). Apesar de apresentar uma narrativa que já conhecemos, muitas reviravoltas acontecem e quando esperávamos que tudo estava a correr bem, algo acontece. O romance entre estes dois vai demorar a acontecer, mas estamos a torcer por eles, apesar de muitos obstáculos pelo caminho. A primeira temporada foca-se no relacionamento de Nao e Uherara e como vai evoluindo e a segunda temporada, aborda os dias de faculdade. Onde os protagonistas amadurecem, e os seus sentimentos também. Além dos protagonistas, temos histórias com personagens secundárias fortes que se interligam bastante.

Um drama fofinho com personagens cativantes e que segue o género que estamos habituados a ver em anime. Uma boa aventura para quem (tal como eu) se quer iniciar em doramas. A forma como os japoneses reflectem os seus sentimentos é marcante e deixa-nos com um aperto no coração. Além disso, muitas vezes demonstram olhar vazio e triste, o que nos desampara e sentimos mesmo por aquelas personagens. Não conhecia uma série tão sentimental como esta. “Good Morning Call” foi uma surpresa e fiquei apaixonada por este casal.

I’m not okay with this

Sydney é uma adolescente atribulada e confusa. Enquanto lida com a sua complexa família, a sua sexualidade e um conjunto de poderes que começam a despertar dentro de si.

Mente atribulada de uma adolescente

Sydney (Sophia Lillis) é a protagonista desta série que se torna só mais uma no catálogo de séries sobre adolescentes da Netflix. Sydney podia ser como qualquer um de nós. Tem as suas frustrações (muitas), uma mente atribulada, e parece não pertencer.

Mas se isso fosse tudo. Além de tentar ser uma adolescente normal, Sydney começou a despertar dentro de si, super-poderes. Poderes que a deixam descontrolada e zangada. Tem receio no que se vai tornar. Nesta nova série da Netflix juntamos o sobrenatural à mente atribulada de uma adolescente.

Nos primeiros segundos do primeiro episódio, acompanhamos uma adolescente a correr. Esta a fugir de algo, ou então está a fugir dela própria. Uma cenário de terror, quase que reconhecemos aquele momento. Parece o filme “Carrie“. Quando após um baile escolar, numa brincadeira deixam escorrer sangue de porco por cima de Carrie. Uma brincadeira que teve consequências graves, quando a jovem revela os seus poderes psíquicos. Sydney a protagonista de “I’m not okay with this” segue com o mesmo cenário de medo. A fugir, assustada, coberta de sangue. Claro que o para conhecermos o que lhe aconteceu, temos que assistir à temporada completa de sete episódios.

Primeiro conhecemos a protagonista. Interpretada pela atriz Sophia Lillis, que já a conhecíamos de excelentes interpretações (e sempre muito pesadas) como em It” e “Sharp Objects“. Somos transportados para a sua vida caótica, após a perda do pai por suicídio. A relação que tem com a mãe não é a mais amigável e ainda cuida do seu irmão mais novo. Enquanto isso lida com a escola e com a descoberta da sua sexualidade, pois sente-se atraída pela sua melhor amiga, que recentemente começou a namorar. Sozinha e desamparada, ninguém compreende os seus verdadeiros sentimentos, mas o seu vizinho da porta ao lado, faz questão de conhece-la melhor. Apesar de Sydney não estar nem aí. Para piorar a situação a jovem começa a desenvolver estranhos poderes psíquicos que manifestam-se com a sua raiva e que não consegue controla-los.

Os episódios são curtos e por isso esta primeira temporada vê-se muito rapidamente. A Netflix volta a focar-se na inconstante mente jovem com um pouco de sobrenatural, para a sua programação. O final desta temporada foi misterioso e dá vontade de conhecer mais, nomeadamente o passado da jovem e com o que está relacionado. Pois tal como a protagonista, também não percebemos o que se está a passar.

I’m not okay with this” é uma pequena série sobre o crescimento, as responsabilidades e as nossas próprias frustrações. Os furações que ocorrem dentro de nós próprios sem que nos apercebemos.