Crítica

Mulher-Maravilha

Uma emocionante obra cinematográfica onde o poder feminino prevalece.

Depois da personagem nos ter sido apresentada em “Batman V Superman: O Despertar da Justiça” no ano passado, chegou a altura da Mulher Maravilha ter um filme só seu. Personagem carismática da DC, tem muitos fãs, e já recebeu várias adaptações, mas ainda nada no cinema. O plot principal da história da nossa heroína está espelhado na fotografia com quase 100 anos que Batman descobre. Na foto a protagonista pousa ao lado de combatentes durante a I Guerra Mundial. Antes de ser Mulher Maravilha como é por nós conhecida, era Diana (Gal Gadot) Princesa Amazona de Temiscira, e semi-deusa treinada para ser uma guerreira. O seu mundo muda quando conhece Steve Trevor (Chris Pine) um piloto/espião que lhe explica o terror vivido durante a I Guerra Mundial.

“I will fight, for those who can not fight for themselves”

É com este grito de independência que a jovem guerreira, contra a vontade de sua mãe Hipólita (Connie Nielsen) decide lutar ao lado dos humanos na frente da batalha.

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Animação

O “je ne sais quoi” de Harley Quinn

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Longe vão os tempos em que as vilãs era feias, narigudas e com voz estridente. Agora existe uma nova versão de lado mau. Um lado melhorado. Mais atraente mas também mais louco. Harley Quinn é o exemplo disso. Personagem ainda recente, a sua primeira aparição remota a 1992 na série animada de Batman da DC Comics. Companheira insubstituível de Joker, vive por ele um amor tresloucadamente obsessivo. Faz tudo que este lhe pede com um ar catita, sem se opor, mesmo que arrisque a sua vida. A também chamada de Princesa do Crime, ganhou fama novamente com a interpretação de Margot Robbie no filme Suicide Squad. E agora só se encontra Harley Quinn em todo o lado.

A Psiquiatra

Difícil é de acreditar que Harley Quinn como nós a conhecemos já teve uma carreira profissional. Ainda com o nome Harleen Quinzel, era psiquiatra em Arkham Asylum. Foi aí que se apaixonou pelo seu paciente, Joker. Fascinada por aquele homem fantasiado de palhaço, Harleen perde-se de amores por ele nas suas sessões de apoio. Ajuda Joker a sair de Arkham várias vezes, até que tal situação leva à sua ruptura emocional e assume o nome de Harley Quinn. Torna-se sidekick de Joker um dos melhores vilões de Batman .

A bela loucura

De ar jovial, atitude infantil e com uma presença carismática, Harley chama a atenção de qualquer um. O seu maior sucesso deve-se à sua personalidade e ingénua, juntamente com o seu comportamento sensual. Além disso ser das poucas personagens femininas com um lado mau na DC Comics ajuda à situação. Não tem medo de nada e faz o que lhe apetece. O seu mediatismo subiu em flecha em 2016 quando marcou presença no cinema no filme “Esquadrão Suicida“. Harley era das personagens principais. A atriz Margot Robbie interpretou com distinção a sua extravagância e insensatez.

Harley Quinn Everywhere

O seu espírito selvagem e atitude positiva são factores que contribuem para a popularidade desta personagem. A sua imprevisibilidade também. Depois da exibição do filme nos cinemas, Harley Quinn era a personagem predilecta para o Halloween e para cosplay. Todos querem ser Harley Quinn. O merchandising desta personagem invadiu as prateleiras das lojas com toda a sua força. Fica aqui a conhecer alguns produtos da Harley Quinn que podes encontrar.

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Preços e informações dos produtos

Notebook Harley Quinn

Porta-Chaves Harley Skull

T-shirt

Bastão Harley Quinn

Funko Pop Harley Batman Arkham

Caneca Suicide Squad

Séries

Constantine

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Se o sarcasmo destruísse demónios…

A NBC apostou em histórias da banda desenhada da DC Comics. “Constantine” foi baseado nos quadradinhos da Vertigo. Depois de um filme mediano da mesma personagem, interpretado por Keanu Reeves, surge uma nova versão. O ator Matt Ryan tentou resgatar a série, mas a segunda temporada nem vê-la. Na sua generalidade “Constantine” parecia um carrossel. Ora presenteava-nos com episódios excelentes e interessantes, como acontecia o contrário com episódios que só nos apetecia ter o flash-forward para avançar até o final.
O começo, apesar de interessante foi um pouco confuso, precisávamos de uma prequela para perceber com mais detalhe as dúvidas existenciais de John, o caso do exorcismo que correu mal, o seu amigo anjo e o seu afastamento social. A história de avalanche prejudicou a continuação da série, que não apresentava respostas. Em episódios soltos sobre casos do inexplicável, lembramos-nos muitas vezes de episódios de “Supernatural” que consegue misturar o horror com a comédia.

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O trio magnifico composto por personalidades que mantém o equilíbrio. John é o mais astuto, conhecedor das artes ocultas e ironiza todos em sem redor, mostrando-se uma pessoa anti-social. Zed é o elemento feminino que preserva aquela sensibilidade num mundo de homens, independente e com um passado misterioso, tem um dom especial. A sua história das visões em muito se assemelha a Cordelia de “Angel“. E ainda temos Chas, o senhor músculo que apoia John nas suas loucuras. A série mantinha um enredo interessante e com alguns twists, principalmente no último episódio. Não vou contar para não estragar quem não viu, mas a ideia era aumentar a curiosidade para a próxima temporada, que não aconteceu. “Constantine” terminou após 13 episódios com muito ainda para explicar. O que segurava a barra e mantinha a lealdade dos fãs era sem dúvida o protagonista que apesar de desprezar tudo e todos, mantinha aquele humor peculiar. Além disso os efeitos visuais também eram de qualidade.

Desde o início que “Constantine” não tinha o suporte necessário para se manter. Problemas de produção, atrasos nas filmagens, re-filmagem do episódio piloto, foram motivos para a má constituição de uma série com potencial. A qualidade do argumento era muitas vezes desconcertada. Episódios como “A Feast of Friends” não foi dos melhores, o oposto de “The Saint of Last Resorts” que conseguiu captar a atenção de um trama inexplorado. Respondendo à dúvida se merece continuação, se conseguisse focar num enredo mais sólido e consistente, não vejo porque não.

Cosplay

Central Comics Fest 2016

Este artigo já chega com muito atraso, mas mais vale tarde do que nunca. No dia 23 de julho dirigi-me a Vila Nova de Gaia para o Central Comics Fest 2016. Já costumo marcar presença nos outros anos, apesar de estar sempre a mudar de local. Quando vou a eventos   do género gosto de planear com antecedência se vou ou não de cosplay. Este ano, optei por ir. Durante o ano passado assisti ao filme “Batman: Assault on Arkham“, gostei tanto da versão da Harley Quinn que involuntariamente escolhi o meu cosplay.

Comentando o evento. Este ano considerei-o mais pequeno relativamente ao ano passado, e apesar dos anos, mantém-se no mesmo patamar. Não há melhorias a níveis organizacionais, de espaço e actividades.

A chegada ao local foi fácil, mas para mim ir a Vila Nova de Gaia é mais longe do que se o local mantivesse no Porto. O espaço escolhido foi uma escola, que na minha opinião, não apresentava condições para gerir tal evento. Além disso o fim-de-semana de muito calor que esteve não ajudou à situação. O ar não circulava e era quase difícil respirar no auditório (principal local do foco do evento). Quando cheguei ainda não estava com o cosplay 100% preparado. Daí tive que me dirigir às casas de banho, quando por meu espanto não existirem espelhos. Que casa-de-banho não tem espelhos? Bem tive que improvisar com uma câmara de filmar. Ainda bem que maquilhada já estava, era só mesmo a peruca que faltava. Depois comecei a investigar o espaço. Visitei o comercio de mershandising, as barraquinhas dos artistas, a zona da comida e dos jogos. Era pequeno, por isso não demorei muito. Juntamente com um grupo de amigos, fomos assistir ao painel do ator Rogério Jacques, que já tinha começado. O ator é conhecido pelas dobragens de “Sailor Moon – Navegantes da Lua“, “Cavaleiros do Zodíaco” e “Motoratos de Marte“. O painel foi interessante e deu para conhecer um pouco mais dos bastidores das séries de animação transmitidas em Portugal nos anos 90. De seguida o evento continuou com o Eurocosplay, que este ano foram só meninas. Go girls! Depois de cinco performances, foi anunciado quem representaria Portugal no concurso. Pode ser que um ano ainda me aventure a participar. Apesar do evento se manter por dois dias, não tinha atividades que nos mantivessem ocupados. Além disso este ano não se viu muito cosplay. Contudo aqui está uma fotos da minha Harley Quinn versão Assault on Arkham.

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Foto à entrada do evento com o poster do filme “Esquadrão Suicida
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O martelo foi feito essencialmente com material eva, pintei-o e voilá.

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Para o ano há mais, e agora preciso de fazer um photoshoot com este cosplay da Harley Quinn. 
Crítica

Crítica: Batman: Assault on Arkham

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Título: Batman: Assault on Arkham
Ano: 2014
Realização: Jay Oliva, Ethan Spaulding
Interpretes: Kevin Conroy, Neal McDonough, Hynden Walch
Sinopse: Enquanto Batman procura desesperadamente por uma bomba implantada por Joker na cidade de Gotham, Amanda Waller, contrata a sua recém-formada equipa suícida para entrarem em Arkham e conseguirem uma informação vital escondida por The Riddler.

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Apesar de o filme apresentar o nome do herói Batman o seu enredo aborda o lado inverso. Desta vez são os vilões que tem o papel principal. Podem considerar Assault on Arkham um preview para o filme live-action Suicide Squad que vai estrear em 2016. Batman apresenta-se num papel mais secundário, mas necessário para melhor compreendermos melhor o outro lado.Na realidade este filme é também uma prequela do jogo com o mesmo nome que também foi por ele baseado esta história. Vilões como Deadshot, Harley Quinn, Joker, King Shark, Captain Boomerang, Black Spider e Killer Frost juntam-se na perigosa prisão de Gotham, Arkham. Todos excepto Joker (que já lá estava preso) foram enviados pela destemida Amanda Waller com o propósito de descobrir informações para os seus planos. Numa aventura totalmente suicida o grupo terá de conviver e trabalhar em equipa, se quiserem sobreviver. Informo já que o filme não é para crianças.

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Mesmo sendo de animação este filme completa-se. É sexy, engraçado, misterioso, fez estremecer, tem ação e ainda situações inesperadas. A DC Comics conseguiu estruturar bem Batman: Assault on Arkham. As  personagens são interessantes e funcionam bem em grupo, além disso a história foi empolgante. O atores estiveram ao nível das personagens com uma dobragem de louvar, acredito que interpretar Joker e Harley não é fácil. A única desvantagem de ser considerado um ótimo filme é que se torna demasiado curto, e tal devia ter sido mais explorado. Aconselho a assistirem a esta animação pois não se torna um desperdício de tempo e assim ficam a conhecer melhor o lado dos mauzinhos. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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