Crítica: Como Não Esquecer

Uma desastrada empregada de mesa conhece um especialista de uma loja de jóias que teve um aneurisma cerebral e que não tem memória dos acontecimentos a curto prazo.

Título: Remember Sunday
Ano: 2013
Realização: Jeff Bleckner
Interpretes: Alexis Bledel, Zachary Levi, Merritt Wever..
Sinopse: Uma desastrada empregada de mesa conhece um especialista de uma loja de jóias que teve um aneurisma cerebral e que não tem memória dos acontecimentos a curto prazo.

Este filme leve é marcado pela história comum de boy met girl, com um pequeno senão. Ele todos os dias esquece-se que a conheceu e todos os dias tem de criar novas memórias. Protagonizado por Alexis Bledel (aceitei ver este filme porque terminei de ver Gilmore Girls) e Zachary Levi (Chuck e Tangled) temos um filme romântico, mesmo para ver agarradinho à cara metade. A história não é nova, já a conhecíamos em “A minha namorada tem amnésia“, com Drew Barrymore e Adam Sadler (este é dos meus filme românticos favoritos), mas aqui o trama reverte-se. Gus é um jovem que vive sem a capacidade de criar memórias recentes devido a um aneurisma que lhe danificou o cérebro. Todos os dias tem de ouvir os relatos do que fez nos últimos dias. Vive sozinho porque tem uma dificuldade enorme em conectar-se com as pessoas, já que não tem memória de as conhecer. Molly é uma rapariga sonhadora que não tem sorte no amor. Ambos conhecem-se e tentam manter o romance, mas a situação de Gus dificulta o casal.

Este não é daqueles filmes comerciais. “Remember Sunday” é independente mas conseguiu um elenco de luxo de atores da televisão. A história apesar de ser previsível, mantém aquela receita de tentar ser feliz para sempre, mesmo apesar dos obstáculos. Facilmente simpatizamo-nos pelas personagens que estão bem interpretadas por Alexis e Zachary. Naturalmente que este é um filme de pipoca, mas não tentar ser mais do que isso. “Remember Sunday” é para ver relaxado no sofá quando não nos apetece pensar muito sobre o que estamos a ver. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Gilmore Girls – Tal Mãe Tal Filha

Gilmore Girls prolongou-se durante sete temporadas durante os anos 2000 a 2007. No epicentro da história temos Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e a sua filha de 17 anos Rory (Alexis Bledel). Ambas mantém uma relação mãe-filha de melhores amigas e confidentes.

Gilmore Girls prolongou-se durante sete temporadas durante os anos 2000 a 2007. No epicentro da história temos Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e a sua filha de 17 anos Rory (Alexis Bledel). Ambas mantém uma relação mãe-filha de melhores amigas e confidentes. Esse é o fio condutor desta série televisiva, as dificuldades de uma mãe solteira, que engravidou aos 17 anos e abandonou família com dinheiro para viver independentemente. Agora com a filha adolescente, tenta voltar a conviver com os seus pais, devido a um trato que Lorelai fez porque precisava de ajuda a pagar a escola privada da filha.

O enredo não é muito denso, nem apresenta uma evolução durante estas sete temporadas. Esta é um dos pontos mais desfavoráveis à série. O espaço divide-se apenas em Stars Hollow, a calma vila onde estão sempre a acontecer eventos, os jantares de sexta-feira à noite, e a escola de Rory, Cliton ou Yale. Já os acontecimentos de “Gilmore Girls” baseiam-se muito no mesmo. Como expliquei anteriormente, não existem grandes dramas aqui. Talvez para não abalar o registo dinâmico e descontraído da série. As relações amorosas de Lorelai e Rory são os temas mais expostos, assim como a má relação entre Lorelai e a mãe. Pequenos confrontos que abalam a família e pouco mais. Entretanto o tema casamento filhos é um ponto recorrente nas personagens do trama.

Não foi amor à primeira vista por esta série. Escolhi ver, porque a Netflix fez uma adaptação de A Year in the Life da série, quase 10 anos após a último episódio. Achei interessante essa situação e então propus-me a ver. O meu gosto pela série surgiu por volta do quinto episódio quando Dean começa a namoriscar com Rory. Inicialmente considerava as personagens criadas com personalidades forçadas. Exemplo da Sookie (Melissa Mccarthy) a cozinheira desastrada e melhor amiga de Lorelai, e Michel (Yanic Allan Truesdale) o colega intolerável, mas de bom coração que trabalha na pousada e até Kirk (Sean Gunn), o tosco habitante de Stars Hollow que faz tudo. Contudo fui-me habituando a estas personagens. O ponto mais favorável de “Gilmore Girls” é qualidade do diálogo, que não vemos em mais lado nenhum.

O tom de ironia frequentemente utilizado com a abordagem de temas atuais é a grande preciosidade desta série. Amy Sherman-Palladino é a grande criadora desta vivacidade no argumento. “Gilmore Girls” está recheada de quotes e expressões que marcaram uma geração.  Os diálogos das meninas Gilmore são intensos com um humor fora de comum. O que também torna esta série natural e expressiva é o profissionalismo dos atores que vivem como uma família. Lauren e Alexis tornaram-se mesmo mãe e filha e tal ligação é notória durante os episódios da série. O papel de Lorelai Gilmore foi mesmo feito para Lauren, a energia e vivacidade que a atriz apresenta para a personagem são únicos. A Netflix não podia ter feito melhor em nos preparar um revival desta série, já que o final ainda ficou em aberto.