Carnival Row

Uma guerra entre humanos e fadas, é a premissa para o fim de um romance entre estes dois mundos, que se voltam a encontrar passados 7 anos. Contudo surge uma ameaça bem mais assustadora.

A série de fantasia da Amazon Prime, Carnival Row é uma viagem pelo mundo do imaginário de seres quase impossíveis. Baseado no script de um filme por Travis Beacham, temos uma narrtaiva diferente ao estilo steampunk e noir sobre uma história sobrenatural e ainda um mundo onde vivem humanos e fadas. A série é protagonizada pelos atores Orlando Bloom e Cara Delevingne.

Depois da sua terra ser devastada pela guerra, criaturas místicas, procuram refugio na cidade Burge. Aqui o clima entre diferentes espécies aumenta, num mundo quase governado por humanos que vivem fortes racismos com os refugiados. No epicentro da história, temos uma série de homicídios não resolvidos, injustiças sociais, lutas pelo poder, amor não resolvido e ainda ajustes de igualdades que corroem a pouca paz que existe. A primeira temporada tem apenas 8 episódios e a segunda já está a caminho.

Em Carnival Row, Orlando Bloom, interpreta Rycroft Philostrate, um polícia inspector do Burge que investiga uma forte conspiração no centro da cidade. Contudo o seu relacionamento não resolvido com Vignette (Cara Delevingne) veio para assombra-lo do passado. Vignette é uma fada que veio pedir refugio ao Burge, enquanto tenta sobreviver na cidade, envolve-se com um grupo mafioso de fadas, os Corvo Negro, que só lhe trazem problemas. Enquanto estas personagens principais são parte da histórias, as secundárias, também marcam destaque. Assim Carnival Row, completa-se com uma envolvente mais natural e mais explicativa sobre os acontecimentos que assombram a cidade.

A mitologia que apresenta integralmente a série torna-se interessante e intrigante para desenvolvimentos futuros. Os personagens principais, por vezes perdem-se um pouco pelo caminho, contudo foi óptimo voltar a ver Orlando Bloom no protagonismo. O ator é também produtor da série. Carnival Row é um mix de aventura, ação e mistério. Mas também por outro é um caminho que tem falência de mais dinamismo e o factor de cativo.

Mundos Paralelos

Uma jovem menina está destinada a libertar o seu mundo da influência do Magisterium que mantém em ligação pessoas e os seus animais, caracterizados como daemons.

A série da HBO, His Darks Materials prometia ser uma nova série de fantasia para substituir “Guerra dos Tronos”, mas será que conseguiu?

Baseada nos livros de Philip Pullman, a primeira temporada segue a jovem Lyra Belacqua (Dafne Keen). Uma menina orfã que vive em Oxford onde foi acolhida desde bebé. Lyra com personalidade forte, é corajosa e está sempre à procura de novas aventuras. A busca pelo seu melhor amigo, Roger, desaparecido leva-a a tomar as rédeas do seu destino e a procurar o misterioso caso de crianças que estão a desaparecer. Num mundo diferente, onde os humanos estão ligados a animais, dos quais os chamam de daemons, Lyra tem a ajuda do seu amigo Pan, enquanto procura a verdade e a magia do DUST.

A jornada é cheia de obstáculos e impressibilidades. O elenco é forte nesta série e mesmo a protagonista apresenta a inocência de criança, mas a astúcia de heróina. A atriz Dafne Keen foi fantástica em Logan e nesta série, volta a assumir a liderança. No elenco temos também James McAvoy (um dos meus atores favoritos), como Lorde Asriel. O seu tempo de ecrã não é muito, por isso a imagem dele no poster foi uma excelente jogada de marketing. Contudo não deixa de ser uma personagem importante para o desenrolar da história. Para completar o elenco temos Lin-Manuel Miranda, a sua personagem serve para aliviar o tom pesado de alguns momentos da série e tornar em humor algumas situações. Por outro lado a atriz, Ruth Wilson (Marisa Coulter) aparece sempre com elegância e presença em cada momento. Consegue por todos na sala a olhar para ela e a perfeição está nos pequenos detalhes.

Apesar da série se manter forte em alguns aspectos positivos. Afinal estamos a falar de uma série de fantasia e como tal esse género deve ter sido em conta. As paisagens e os cenários na neve são fantásticos e o mesmo refiro aos efeitos especiais na construção dos animais. A qualidade do CGI é fantástica e muito real, quase que ficamos com vontade de termos um animal falante ao nosso lado. Contudo houve algumas falhas e tal reflecte-se nos aspectos negativos da série. A história paralela contada ao lado da história principal, é confusa e desconstrutiva. Não teve evolução, mesmo no final. Não foi bem abordada e mesmo apesar de sabermos que será importante, não tivemos provas de tal.

A série demorou a arrancar e apesar do primeiro episódio estar bem construído, pois os novos termas que regulam este mundo foram bem apresentados, o mesmo dispersa-se nos episódios seguintes e só no quinto / sexto episódio é que a história volta a arrancar.

Concluindo “Mundos Paralelos” pode ter ritmo para continuar, o final desta primeira temporada foi interessante, por isso tem por onde avançar. Contudo existe factores a nível de argumento que podem bem melhor e explicar ao público aquele universo.

HBO Portugal

Relembrar “Guerra dos Tronos”

1 ano após o final da série de sucesso…

Já se passou 1 ano desde que a série de fantasia “Guerra dos Tronos” terminou. Confesso que já deixa saudades, pois quando estreava aguardamos ansiosamente pela chegada do próximo episódio, agora são poucas as séries que nos causam este efeito. O final foi controverso e agridoce, mas uma coisa é certa: não foi do agrado da maioria. A pressão dos argumentistas para terminar a série era elevada e tal notou-se nestes últimos episódios. As personagens que nós conhecíamos, não pareciam as mesmas, falhas graves no argumento com ideias que não tiveram as repressões necessárias e muita instabilidade na narrativa. Mas como nem tudo é mau, existiram alguns (poucos) aspectos positivos nesta série, mas para personagens de menor impacto. Seja como for, não podemos referir-nos a esta série como apenas a esta temporada. “Guerra dos Tronos” conseguiu ser uma série que sem dúvida marcou a televisão e a cultura pop moderna. Onde ficávamos sempre com o coração nas mãos em cada episódio. Agora temos que aguardar que George R.R. Martin lance o final nos livros.

As Take 3 focaram-se sobre este assunto no último episódio, dedicado inteiramente a “Guerra dos Tronos”. Qual a tua opinião sobre o final da série?

I’m not okay with this

Sydney é uma adolescente atribulada e confusa. Enquanto lida com a sua complexa família, a sua sexualidade e um conjunto de poderes que começam a despertar dentro de si.

Mente atribulada de uma adolescente

Sydney (Sophia Lillis) é a protagonista desta série que se torna só mais uma no catálogo de séries sobre adolescentes da Netflix. Sydney podia ser como qualquer um de nós. Tem as suas frustrações (muitas), uma mente atribulada, e parece não pertencer.

Mas se isso fosse tudo. Além de tentar ser uma adolescente normal, Sydney começou a despertar dentro de si, super-poderes. Poderes que a deixam descontrolada e zangada. Tem receio no que se vai tornar. Nesta nova série da Netflix juntamos o sobrenatural à mente atribulada de uma adolescente.

Nos primeiros segundos do primeiro episódio, acompanhamos uma adolescente a correr. Esta a fugir de algo, ou então está a fugir dela própria. Uma cenário de terror, quase que reconhecemos aquele momento. Parece o filme “Carrie“. Quando após um baile escolar, numa brincadeira deixam escorrer sangue de porco por cima de Carrie. Uma brincadeira que teve consequências graves, quando a jovem revela os seus poderes psíquicos. Sydney a protagonista de “I’m not okay with this” segue com o mesmo cenário de medo. A fugir, assustada, coberta de sangue. Claro que o para conhecermos o que lhe aconteceu, temos que assistir à temporada completa de sete episódios.

Primeiro conhecemos a protagonista. Interpretada pela atriz Sophia Lillis, que já a conhecíamos de excelentes interpretações (e sempre muito pesadas) como em It” e “Sharp Objects“. Somos transportados para a sua vida caótica, após a perda do pai por suicídio. A relação que tem com a mãe não é a mais amigável e ainda cuida do seu irmão mais novo. Enquanto isso lida com a escola e com a descoberta da sua sexualidade, pois sente-se atraída pela sua melhor amiga, que recentemente começou a namorar. Sozinha e desamparada, ninguém compreende os seus verdadeiros sentimentos, mas o seu vizinho da porta ao lado, faz questão de conhece-la melhor. Apesar de Sydney não estar nem aí. Para piorar a situação a jovem começa a desenvolver estranhos poderes psíquicos que manifestam-se com a sua raiva e que não consegue controla-los.

Os episódios são curtos e por isso esta primeira temporada vê-se muito rapidamente. A Netflix volta a focar-se na inconstante mente jovem com um pouco de sobrenatural, para a sua programação. O final desta temporada foi misterioso e dá vontade de conhecer mais, nomeadamente o passado da jovem e com o que está relacionado. Pois tal como a protagonista, também não percebemos o que se está a passar.

I’m not okay with this” é uma pequena série sobre o crescimento, as responsabilidades e as nossas próprias frustrações. Os furações que ocorrem dentro de nós próprios sem que nos apercebemos.

Roswell New Mexico

Para uma pessoa que tal como eu era fã da série de 1999, Roswell, a minha curiosidade sobre este remake era totalmente aceitável. Aliás, a série Roswell, criada por Jason Katims, fez parte da minha infância e adolescência e ainda hoje penso que gostava que existissem extraterrestres como os retratados na série. Baseado nos livros para um público jovem-adulto da escritora Melinda Metz, a produtora Carina Adly MacKenzie decidiu criar o seu próprio enredo sobre a temática de ficção científica.

Temporada 1

Para uma pessoa que tal como eu era fã da série de 1999, Roswell, a minha curiosidade sobre este remake era totalmente aceitável. Aliás, a série Roswell, criada por Jason Katims, fez parte da minha infância e adolescência e ainda hoje penso que gostava que existissem extraterrestres como os retratados na série. Baseado nos livros para um público jovem-adulto da escritora Melinda Metz, a produtora Carina Adly MacKenzie decidiu criar o seu próprio enredo sobre a temática de ficção científica.

Em 2019, foi lançada a primeira temporada da série “Roswell New Mexico”, que ,com as mesmas personagens do livro e da primeira série, criavam uma nova narrativa. Já não são adolescentes e estão no final dos seus 20 anos. Liz Ortecho (Jeanine Mason), uma jovem cientista, visita a sua terra natal, com o propósito de ajudar o seu pai no restaurante local, o Crashdown. Já se passaram 10 anos desde que saiu desta pacata cidade e desde a trágica morte da sua irmã, Rosa, sobre condições misteriosas, que não voltava lá. Reencontra-se com Max Evans (Nathan Parsons), seu colega de turma, que agora é um polícia local, com estilo de cowboy (afinal estamos em Roswell) que sempre esteve apaixonado por Liz.

“Maybe it’s time we all tell the truth to the people we love. The secrets are gonna tear us all apart.”

Michael Guerin

Um tema bastante atual, são as lutas de discriminatórias entre emigrantes e a fronteira entre os Estados Unidos da América e o México. Esta tensão racial e xenófoba vai ser a envolvente principal deste enredo, mas não só. Quando Liz é baleada, Max, sem hesitar, salva a sua vida, utilizando os seus poderes de cura. Expõe o seu maior segredo: é um extraterrestre. Relacionado com a queda de 1947, Max, a sua irmã, Isobel (Lily Cowles) e Michael (Michael Vlamis) foram os sobreviventes e tornaram-se na prova que não estamos sozinhos.

Esta série é um bom drama adulto, com alguns plot twists (para quem ainda não viu a primeira temporada, é melhor parem de ler por aqui). O que tornou diferente esta primeira temporada e que proporcionou alguma indignação foi a morte do protagonista. Max sacrifica a sua vida, de forma a trazer de volta a irmã da sua amada. Liz vai ter uma segunda temporada bem confusa. Por um lado, tem o luto da perda do seu namorado e, por outro, o regresso da sua irmã, passados 10 anos. O primeiro episódio do regresso já pode ser visto e promete novas revelações. Não ficamos aborrecidos em “Roswell, New Mexico“, pois cada uma das personagens tem os seus segredos que estão muito perto de serem revelados.

Com personagens carismáticas, muito mistério, e uma épica história de amor, temos uma série empolgante onde nada é dado como garantido. Além do argumento bem construído, principalmente para a personagem de Michael, são expostos momentos de ação e muito drama que impactam as personagens principais. Para além disso, o que a torna melhor é que, apesar de encontrar o seu próprio caminho, absorveu algumas referências da série original. Facto que adoça o coração dos verdadeiros fãs, tal como eu. A produção ofereceu-nos uma volta no tempo com uma vibe nostálgica dos anos 90, principalmente no que tocas às escolhas musicais fortes.

Depois do primeiro episódio da segunda temporada, “Stay (I Missed You)”, percebemos que ainda muito vai acontecer. Seja na parte de tentativa de Liz trazer Max de volta ao mundo dos vivos, mesmo após o seu aviso. Qual será a sua premonição sobre o futuro? A nova vida de Rosa na cidade e junto da sua família e amigos, após uma década. Agora Liz tem a responsabilidade de irmã mais velha. O misterioso desaparecimento de Mimi Deluca vai ter consequências. E ainda a nova revelação pela parte de Isobel que descobriu estar grávida de um filho do homem que não queria. Durante os treze episódios muito ainda vai acontecer nesta série de ficção científica, que também já foi renovada para uma terceira.

Qual era o destino que escolherias? Viver na normalidade ou enfrentar o desconhecido?

As Arrepiantes Aventuras de Sabrina

Os portões do Inferno estão abertos e Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) tem apenas uma missão. Resgatar o seu namorado Nick do Inferno que ficou lá aprisionado com a alma do próprio Lúcifer. Depois do último episódio da segunda temporada da série da Netflix “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina”, a jovem prometeu conseguir entrar no local mais temível, o Inferno, juntamente com os seus amigos: Harvey (Ross Lynch), Roz (Jaz Sinclair) e Theo (Lachlan Watson).

Parte 3: Knock Knock Knock on the Gates of Hell

Os portões do Inferno estão abertos e Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) tem apenas uma missão. Resgatar o seu namorado Nick do Inferno que ficou lá aprisionado com a alma do próprio Lúcifer. Depois do último episódio da segunda temporada da série da Netflix “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina”, a jovem prometeu conseguir entrar no local mais temível, o Inferno, juntamente com os seus amigos: Harvey (Ross Lynch), Roz (Jaz Sinclair) e Theo (Lachlan Watson).

A viagem da protagonista é cada vez mais difícil. Entre escolher o caminho da luz da sua parte mortal ou o da escuridão da sua metade de bruxa. Sabrina Spellman divide-se num espectro de escolhas que a torna cada vez mais vulnerável, no entanto é persistente nas suas decisões e confronta o mal com a cabeça erguida. Numa primeira fase apenas deseja recuperar o namorado, Nick que é hospede para a alma do seu pai, Lúcifer. Evidentemente que vai existir um preço a pagar (existe sempre) e a felicidade ainda está longe de ser alcançada. Nesta terceira parte da série, temos uns novos vilões. Além da fragilidade da Igreja da Noite, pois sem o seu mestre e quase dizimada na temporada anterior, Sabrina é a legítima herdeira ao trono, e nomeia Lillith como regente. Contudo, para os demónios é demais uma jovem bruxa meia-mortal estar a governar e convencem Caliban (que é feito de barro) a protestar a coroa do Inferno. Mas não é a única ameaça. Um grupo de pagãos, instala-se em Greendale e atingem a Igreja da Noite, quando esta está mais sensível a ameaças, e sem poderes. Sabrina terá de multiplicar novamente as suas tarefas entre a terra e o inferno. Durante o dia é uma estudante normal e participa em treinos de cheerleading e durante a noite pratica o satanismo e magia negra.

Apesar de esta ser a temporada mais curta desta produção da Netflix, com apenas 8 episódios, a ação não é mais escassa. Cada episódio é uma roda viva de aventuras e não existem momentos parados. Por um lado, conhecemos um pouco mais sobre os rituais e poder das bruxas, e por outro existe um desenvolvimento maior das personagens. Para quem conhece a série Riverdale, já foi possível criar mais referências entre ambas as séries, pois pertencem ao mesmo universo. Talvez se aproxima um episódio crossover. Esta temporada modificou o seu ponto de vista e aborda um lado mais musical. Além das provas de cheerleading, o grupo de amigos, Harvey, Roz e Theo formaram uma banda. Por isso podem esperar por vários momentos musicais.

Houve um forte crescimento da protagonista nesta temporada, que pela primeira vez tem fortes ameaças contra si e contra a sua ceita. A produção conduziu bem o enredo onde conhecemos mais forças de poder além de Lúcifer Morningstar, representante da bruxaria satânica. Somos apresentados a uma bruxaria pagã que idolatram os antigos deuses e as suas magias místicas. Uma aquisição à série e que muito aguardávamos era o cenário do Inferno. Nesta terceira parte os cenários assombrados de tortura e sofrimento são do melhor. O Pandemónio foi uma excelente representação de um local tenebroso mesmo ao estilo da série. O guarda-roupa das personagens foi pensado ao pormenor e por isso merece ser mencionado. 

Posso adiantar que muito aconteceu durante esta temporada e as coisas vão-se tornar complicadas para todas as personagens. Mais até foi interessante, esta sensação de roleta russa com o destino de cada um. Percebemos que ninguém está a salvo, mesmo a nossa protagonista que além de lutar contra o Mal, tem ainda que defender o seu coração que vive os primeiros dilemas amorosos. Sabrina cresceu e a série também melhorou. Entretanto espera-se uma quarta temporada e por isso vamos saudar o Senhor das Trevas. 

Netflix Portugal
Repórter Sombra

Good Omens

Uma série com forte humor e sátira sobre o Armageddon que juntam dois elementos improváveis um anjo e demónio que terão de trabalhar em conjunto.

Nesta série produzida pela Amazon Studios temos todos os termos peculiares possíveis. Uma história sobre o Armageddon num luta sem fim entre anjos e demónios. O Céu e o Inferno. Mas vamos esquecer que “Good Omens” retrata o fim de mundo e vamos antes focarmos nas suas personagens. A voz de Deus é uma mulher, temos um demónio que adora ouvir Queen e um anjo muito nervoso. Bruxas e caçadores também não faltam. Um mix de sobrenatural que vai dar que falar.

O humor britânico aguçado faz parte dos ingredientes que compõe esta série televisiva, baseado no livro de Terry Pratchett e Neil Gaiman. Percorremos todos os momentos importantes da Bíblia através da perspectiva medianamente intrometida do anjo Aziraphale (Michael Sheen) e do demónio Crowley (David Tennant). Desde o início dos tempos, passamos por várias épocas e momentos históricos, até à chegada de 2018, ano em que o anticristo vai revelar o fim do mundo. Habituados às vantagens do Planeta Terra, contrariando a sua natureza, este anjo e demónio vão trabalhar em conjunto e desafiar os costumes numa batalha épica entre o Céu e Inferno.

Durante seis episódios desta mini-série acompanhamos as profecias de uma bruxa que se vão realizando e intervindo com o fim do mundo. Todos nesta série tem um papel a desempenhar onde o humor é o toque principal.

O argumento bem escrito e fluído é a característica mais motivadora desta série. Com uma perspectiva diferente sobre o certo e o errado. As nossas mais simples ações podem mudar o rumo das situações do outro. Além da narrativa positiva, a química entre os protagonistas é inegável. Michael Sheen e David Tennant são cómicos e apesar das personalidades muito diferentes, confessam-se grandes amigos. Talvez foi dos anos que passaram na Terra que o tornaram mais softs. Aliás este é o factor mais favorável de todos os episódios, a amizade divertida e confiável entre estas duas personagens.

Apesar do excelente entretimento que propõe, esta série tem as suas falhas. A narrativa é muito vasta e um pouco confusa. Talvez faltava mais episódios para explicar o rumo de algumas situações pouco abordadas, que aconteceram por mero acaso. Faltava a atenção que insinuaram no primeiro episódio e que os restantes não tiveram. Outro factor interessante foram os inúmeros flashbacks que apresentavam sobre o passado de Aziraphale e Crowley. Esses vale mesmo a pena assistir.

Concluindo esta é uma série bem-disposta, que não se sobrecarrega com demasiado humor exagerado, mas que possibilita brincar um pouco com religião. Além disso temos fantásticos atores no protagonismo, não podia ser melhor.

Amazon Prime Video

Mandalorian

A Disney + chegou para fazer concorrência a outras plataformas digitais como Netflix e HBO, mas não chegou sozinha. A espera já era grande para a estreia da nova série: Mandalorian. Ainda não temos este serviço em Portugal, mas já não deve faltar muito. Entretanto já vi os primeiros episódios e estas são as minhas primeiras impressões.

A Disney + chegou para fazer concorrência a outras plataformas digitais como Netflix e HBO, mas não chegou sozinha. A espera já era grande para a estreia da nova série: Mandalorian. Ainda não temos este serviço em Portugal, mas já não deve faltar muito. Entretanto já vi os primeiros episódios e estas são as minhas primeiras impressões. 

Baseado no universo Star Wars, “Mandalorian” é a nova série da Disney, criada pelo ator e realizador Jon Favreau. A primeira temporada vai ter 8 episódios, disponibilizados todas as sexta-feira, até bem perto do Natal, altura em que estreia o último filme desta trilogia de Star Wars, IX A Ascenção de Skywalker. Ao que tudo indica a série e o filme podem estar relacionados e tal está ainda a aumentar mais a curiosidade dos fãs. Situando ainda melhor o espaço temporal, “Mandalorian” ocorre 5 anos após o final do filme “Star Wars Episódio VI: O Regresso dos Jedi “(1983). Então por esta lógica sabemos que os heróis Luke, Leia e Han Solo estão certamente vivos em algum lugar. A narrativa tal como o nome indica segue a jornada de uma mandaloriano. Após a quedo do império, um excelente pistoleiro, e piloto de naves, viaja sozinho pela galáxia, em troca de algum dinheiro pela captura de recompensas.

A série começa com a transacção de negócios do mandoloriano. É-lhe atribuído um trabalho, resgatar uma misteriosa recompensa. À chegada do seu destino cruza-se com alguém que o vai ajudar a conseguir o que pretende. Uma amizade que vai evoluindo durante dois episódios. Mas o mais curioso é o final que deixa o primeiro episódio. Para quem ainda não viu o episódio e para quem anda distraído na internet nos últimos tempos, é melhor parar a leitura por aqui, pois spoilers vão aparecer. Continuando, sobre o final do primeiro episódio e  já aconteceu ser uma das maiores delícias da internet dos últimos tempos, é o encontro com um bebé da mesma espécie do Yoda. Isso mesmo. Além da personagem ser muito querida, deixa no ar muitas dúvidas. Sempre pensávamos que o Yoda era o único da sua espécie. Seres bastante habilidosos com a força, conseguem durar muitos e muitos anos. Ora nesta época Yoda já tinha morrido, mas então significa que o bebé já estava vivo entre o confronto de jedis e o malvado Palpatine? Como o conseguiram esconder? Como sabiam que estava vivo? Quem o escondeu? São muitas perguntas que ainda não tem resposta, mas teremos de esperar para descobrir.

Pedro Pascal é o protagonista desta série.  Ainda não lhe vimos a cara, mas os diálogos e gestos são bastante enriquecedores. Além disso o forte carinho e protecção que sente pelo “bebé Yoda” como é chamado na internet, é do mais querido possível. Quase como se fosse uma relação entre pai e filho. Apesar do mandaloriano não ser uma pessoa que expressa os seus sentimentos, conseguimos visualizar que ali já existe uma forte relação, mesmo que não exista comunicação perceptível. 

Os cenários bem construídos digitalmente e a caracterização que já conhecemos deste universo não podiam estar melhor representadas. Com a ajuda do CGI, conseguimos sentir quase como se estivéssemos numa galáxia muito, muito longe. O departamento de fotografia é bastante profissional, pelo menos nesta série, não temos a pressão de ação de filme e por isso tudo fluí melhor. Relativamente à realização, muitos vão ter a sua oportunidade. Dave Filoni (Clone Wars e Star Wars Rebels) realizou o episódio piloto. Outros nomes como Taika Waititi (Thor:Ragnarok) e Deborah Chow (Jessica Jones) realizaram os próximos capítulos. A atriz Bryce Dallas Howard (Jurassic World) também tem um episódio com a sua direção.

Concluindo esta é uma série must-see para todos os fãs de Star Wars. Para quem é curioso de primeira viagem, aconselho verem os filmes anteriores, para assim se manterem informados sobre o background da história. “Mandalorian” ainda agora começou, mas já se espera uma segunda temporada.

Artigo escrito para Repórter Sombra

Daredevil

“Daredevil” a série produzida pela plataforma streaming Netflix tornou-se numa revolução na forma como séries sobre super-heróis são produzidas. Numa época em que actos heróicos, super-poderes e salvamentos numa cidade corrupta são actos normais, esta tornou-se numa série fantástica e muito bem dirigida

Daredevil” a série produzida pela plataforma streaming Netflix tornou-se numa revolução na forma como séries sobre super-heróis são produzidas. Numa época em que actos heróicos, super-poderes e salvamentos numa cidade corrupta são actos normais, esta tornou-se numa série fantástica e muito bem dirigida. A série foi lançada em 2015 e terminou no ano passado na terceira temporada. Durante 39 episódios acompanhamos o vingador Matt Murdock, um advogado cego que durante o dia resolve os crimes civilmente e durante a noite combate o crime com as suas próprias mãos nas ruas de Nova York,  no bairro de Hell’s Kitchen. Matt Murdock  juntamente com o seu melhor amigo, Nelson Foggy, criam a própria firma de advogados, um sonho que ambos partilham. Ainda sem muito dinheiro, tentam resolver crimes mais fáceis que lhe possibilitam pagar a renda. Mais tarde aparece Karen Page que os auxilia nos seus casos, já que está em dívida a ambos por a terem salvo.

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1ª Temporada

Durante esta temporada conhecemos as origens da personagem Daredevil. Matt Murdock (Charlie Cox) cego desde criança é um advogado que luta por causas nobres de dia e um vigilante na luta contra o crime durante a noite. Veste-se de preto, mas tem os sentidos apurados na luta contra o mal. O seu principal vilão é o vigarista em ascensão, Wilson Fisk. Acompanhamos um lado humano do mau da fita, quando se apaixona, escondendo o lado mais negro. Esta temporada muito bem escrita, apresentou sequências de luta bem reais.

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2ª Temporada

Com uma maturidade diferente, Daredevil já dono do seu próprio fato e responsável pelo nome Diabo de Hell’s Kitchen, contudo ainda não libertou toda a cidade do mal. Aparece Frank Castle ou Punisher (que mais tarde recebeu um spin-off) e  Elektra. Estas personagens são apresentadas e apresentam dos melhores momentos da série. Durante o dia Matt vive um curto romance com Karen Page, mas que mais tarde aproxima-se da sua antiga paixão, Elektra. Enquanto isso o seu melhor amigo Foggy, descobre o seu segredo de vigilante.

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3ª Temporada

Perdido e com a fé colocada em causa, Matt volta às suas origens. A igreja que o acolheu desde criança. Aí descobre alguns segredos sobre o seu passado. Enquanto isso Foggy e Karen não sabem de nada do seu paradeiro. Mas tem os seus próprios problemas. Wilson Fisk é solto da prisão e começa a colaborar com o FBI e como troca quer melhores condições. Surge um novo vilão, mas ainda em estado de fácil manipulação. O Bullseye torna-se o mais desajustado e imprevisível adversário de Daredevil.

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Daredevil” foi uma agradável surpresa no conjunto de séries da Netflix. Conseguiu superar a expectativa de super-heróis na televisão. O final ficou em aberto, para uma possível continuação, mas isso já depende de aspectos burocráticos, e onde tudo é possível. Focou-se bem no herói, e no seu passado, assim como das principais pessoas que estão em seu redor, mas também em personagens secundárias que nos podemos interessar. O vilão foi carismático, Kingpin é dos melhores vilões da Marvel e esteve bem representado. Concluindo é uma série que junta bem a ação, drama e ainda cria dúvidas existenciais sobre o correto e não. Concluindo “Daredevil” é uma série bastante completa.

The city and its future… seeing Hell’s Kitchen to its fullest potential is very important to me.

I feel the same way.

Wilson Fisk / Matt Murdock

“Game Of Thrones”: Temporada 8

Em 2011 quando a série foi lançada pelo canal HBO, ainda não se previa a magnitude que ia receber nos anos seguintes. O fenómeno “Guerra dos Tronos” começou logo no final da primeira temporada quando a personagem que todos pensavam ser a principal, foi sentenciado com a morte. Vários comentários inundaram as redes sociais e palavra passa a palavra a série tornou-se num tópico recorrente e todos queriam conhecer. Baseado nos livros de George R.R. Martin, na saga intitulada “A Song of Ice and Fire”, a série conseguiu crescer muito além dos livros e tornou-se independente, com uma história só sua.

Opinião final

Em 2011 quando a série foi lançada pelo canal HBO, ainda não se previa a magnitude que ia receber nos anos seguintes. O fenómeno “Guerra dos Tronos” começou logo no final da primeira temporada quando a personagem que todos pensavam ser a principal, foi sentenciado com a morte. Vários comentários inundaram as redes sociais e palavra passa a palavra a série tornou-se num tópico recorrente e todos queriam conhecer. Baseado nos livros de George R.R. Martin, na saga intitulada “A Song of Ice and Fire”, a série conseguiu crescer muito além dos livros e tornou-se independente, com uma história só sua. A oitava temporada, culminou o fim a série que muitos fãs aglomerou ao longo dos anos. Mas será que a última temporada respondeu às expectativas do público? Faremos então um apanhado geral do que achamos desta última temporada. Mas, mesmo antes da série começar, já se sabia que era impossível preencher todos os requisitos e agradar a todos.

Ora, o início da temporada, mais especificamente os 3 primeiros episódios foram mais focados no conflito a norte de Westeros. Jon e Daenerys chegaram a Winterfell com um exército e dois dragões para lidar com a ameaça dos white walkers. Apesar da disponibilidade de Daenerys em ajudar, os nortenhos olhavam-na com desconfiança. Desconfiança essa que era manifestada nas palavras e ações de Sansa. Este tipo de conflito entre Daenerys e Sansa trouxe algum sabor à história. Mas, existiram outros momentos dignos de menção: reencontros, entre Arya e Jon, Arya e Gendry e Sandor Clegane, entre Bran e Jaime, entre Sansa e Tyrion; Ghost finalmente reapareceu na grande batalha; o segredo de Jon foi descoberto por ele, Daenerys, e os Stark; Brienne tornou-se cavaleira… Contudo, foi neste início de temporada que se percebeu que não iria haver tempo para se ser minucioso. A batalha de Winterfell pôs, finalmente, os dois lados em batalha. Esperava-se algo do nível da batalha dos bastardos, ou até superior. Mas, faltou algo, faltaram certos momentos chave que se estava à espera, em geral e em particular para algumas personagens, como por exemplo um pequeno confronto físico entre Jon e o Night King.. E, até se pensava que iriam morrer mais personagens. Mas, o desfecho não nos pareceu o pior, pois foi inesperado e a questão dos white walkers ficou arrumada, para assim dar lugar a Cersei Lannister. Uma vilã bem mais interessante.

Depois da derrota dos white walkers, a atenção virou-se para Cersei Lannister e os seus aliados, a Companhia Dourada e Euron Greyjoy. Já outro lado, Daenerys sentiu-se sozinha e isolada: perdeu Jorah e Missandei; Tyrion e Varys já não a apoiavam da mesma forma e o verdade sobre o parentesco de Jon pairava no ar. Com todas estas questões, foi na 2ª metade da temporada que o argumento descambou, ao não dar tempo para estas questões serem amadurecidas. Já outro tipo de questões que foram enfatizadas noutras temporadas, pouca importância tiveram, como por exemplo, a verdade sobre o parentesco de Jon. Certas personagens começaram a tomar decisões inesperadas e que não pareciam do seu carácter. Varys, Tyrion e Jon foram alguns desses exemplos, ao se terem tornado menos perspicazes, mais teimosos e descuidados. Jaime foi um exemplo de uma personagem que se redimiu, e que no fim voltou ao mesmo. Já as decisões de Daenerys até foram compreendidas, e impulsionadas pela sua fúria, no entanto não houve tempo para explicações mais directas. E, tudo pareceu repentino. Já Cersei Lannister não teve a presença na história que merecia. Parecia uma personagem secundária. O episódio “The Bells” foi estranho. Se estávamos á espera de uma batalha, mais pareceu um massacre. A Companhia dourada foi uma desilusão, imediatamente dizimados. Tal como o final de Cersei, que merecia ter caído em glória/traição. Mas, sempre tivemos o Clegane. Já o episódio final teve como destaque a sobrevivência e felicidade dos Starks: Sansa rainha do Norte, Arya tornou-se uma exploradora, Jon tornou-se novamente livre de politiquices e segredos para além da muralha e Bran tornou-se rei de Westeros. Diz-se que o final de Bran como rei foi algo planeado por George Martin mas, foi a escolha que menos gostamos deste final.

Já em termos de realização e cinematografia não há defeitos a apontar. Uma qualidade exímia com screenshots icónicos. O elenco também sempre nos habituou a interpretações competentes e esta temporada não foi diferente, fizeram o melhor com o material que lhes deram. A banda sonora de Ramin Djawadi tornou o quadro geral muito melhor.

No geral, o final de GOT foi mesmo agridoce. Apenas não manteve a qualidade das temporadas anteriores porque a história foi apressada quando tinha material para pelo menos mais duas temporadas. Apesar de tudo, GOT continua a ser das melhores série de tv de sempre. E, nota-se o quanto o elenco e a equipa por detrás das câmaras é apaixonada pela série e que deu o seu melhor. Será sempre recordada como uma série que mexeu com as emoções dos fãs como nenhuma outra e que marcou para sempre a cultura pop moderna e a maneira de como se faz televisão.