Boneca Russa

Nadia, uma mulher adulta russa muito experiente que é surpreendida no seu dia de aniversário por uma mega festa, contudo a sua vida quando mesmo nesse dia é atropelada e morre imediatamente no local. Só que tudo está diferente, quando abre os olhos e está novamente na sua festa de aniversário e tudo está a acontecer exactamente da mesma maneira. Confusos?

E se repetíssemos o mesmo dia vezes sem conta?

Todos nós temos dias bons e como reverso, dias maus. Uma segunda oportunidade poderia surgir nas nossas acções se por ventura conseguíssemos viver o mesmo dia várias vezes e mudar onde erramos. Mas será essa uma fácil solução aos nossos problemas?

Nadia, uma mulher adulta russa muito experiente, é surpreendida no seu dia de aniversário por uma mega festa, contudo a sua vida quando mesmo nesse dia é atropelada e morre imediatamente no local. Só que tudo está diferente (ou melhor igual), quando abre os olhos e está novamente na sua festa de aniversário e tudo está a acontecer exactamente da mesma maneira. Confusos?

Nesta comédia com uma produção da Netflix temos um plot interessante. O mesmo reflecte sobre o facto de vivermos diariamente o mesmo dia sem alteração. Durante oito episódios e com apenas uma temporada, “Russian Doll” é uma série divertida, carismática e muito original. No protagonismo temos a atriz Natasha Lyonne que se torna na cara da série. Feita mesmo à sua medida, este papel principal foi criado para a atriz. Depois de experiências em American Pie e Orange is the New Black, Natasha interpreta uma ruiva aos caracóis com gosto por substâncias ilícitas e que que vive sobre a frase de carpe diem. À medida que a série avança percebemos que esta personagem, é mais complexa do que aparenta e os seus traumas do passado, que de alguma forma ainda interferem no futuro.

A música “Gotta get up” interpretada por Harry Nilsson ecoa ainda na minha cabeça após várias vezes que ouvimos esta canção na série. Sempre que Nadia acorda de mais uma morte do qual é sugada para reviver novamente o mesmo dia. Somos transportados, tal como ela para a sua festa de aniversário e dessa maneira a música continua. “Gotta get up” não podia ser mais adequada a esta situação estranha. Por vezes deixamos a nossa vida absorver todos os nossos momentos que nos esquecemos de cuidar um pouco de nós e até dos outros. O dia-a-dia é uma forte correria que por vezes foge do nosso controlo e apenas precisamos de parar e pensar um pouco.

A premissa de “Russian Doll” não é nova já a conhecíamos em exemplos como: Happy Death Day (2017), Naked (2017), Before I Go (2017), Edge of Tomorrow (2014), Source Code (2011). Contudo o que inspira mais confiança é o carisma da protagonista Natasha que consegue cativar a que cada episódio seja uma nova aventura. A série demorou a começar, só conseguimos o interesse a partir do quarto episódio, quando algumas perguntas começam a ter resposta e estamos cada vez mais próximos da conclusão. Outras personagens deviam ter sido aproveitadas, e por tal aconteceu várias falhas e confusões entre os relacionamentos de cada um.

Russian Doll” é uma série muito curta e rápida que apresenta uma comédia coerente e nos faz com vontade de conhecer mais. A segunda temporada já foi confirmada pela Netflix, só espero que não estraguem o que está bem.

Netflix Portugal

The Movies that Made Us

Um documentário divertido que apresenta os segredos das gravações dos principais filmes que marcaram a nossa vida. Uma produção fantástica da Netflix que descortina os filmes de sucesso.

Existem filmes que fizeram a nossa vida. Filmes que ainda hoje acarinhamos com um sorriso e que de alguma maneira fizeram parte da nossa vida. Neste curto documentário de quatro episódios com produção da Netflix, voltamos a reviver os melhores que nos marcaram. São histórias que ficamos a conhecer com os segredos mais bem guardados dos filmes da nossa vida. A escolha de filmes não podia ser melhor: Dirty Dancing, Die Hard, Sozinho em Casa e Ghostbusters. Todos nós conhecemos estes filmes e todos nós temos uma lembrança, mínima que seja, sobre cada um destes filmes.

De uma forma descontraída, inovadora, mas informativa percebemos como surgiu a ideia de criar o filmes, as peripécias no caminho durante a sua produção e por fim a aceitação final do público. Ainda hoje são filmes que nos marcaram e ainda hoje são caracterizados como clássicos cinematográficos. Na época não se esperava que estes filmes atingissem o sucesso que tiveram, mas mesmo com todas as limitações tudo correu pelo melhor.

The Movies that Made Us” é um excelente documentário para os amantes de filmes, mas não só. Um documentário que junta os argumentistas, produtores, directores de fotografia, e até elementos dos duplos das cenas mais perigosas, alguns atores e são apresentados os locais mais emblemáticos das filmagens. Esta primeira temporada é muita divertida e conhecemos um outro lado da história, a magia de como se transformou naquilo que conhecemos hoje.

Netflix

La Casa de Papel

A quarta temporada da série La Casa de Papel voltou a surpreender e a fazer parar a respiração. Mas o Bella Ciao ainda não termina por aqui.

Temporada 4

O grupo de assaltantes vestidos de vermelho e com máscaras de Dali voltaram para uma quarta parte daquela que é das séries mais esperadas da Netflix. Numa temporada com oito episódios, o primeiro não podia ter um título mais apropriado. Começou tudo com “Game Over“, um nome nada benéfico para as nossas personagens que no último episódio da parte três estavam em maus lençóis.

(AVISO QUE O SEGUINTE TEXTO CONTÉM SPOILERS)

Pela primeira vez conhecemos o lado desnorteado e sem plano do Professor que acreditava plenamente na execução de Lisboa, que se tornara refém da Polícia. Desesperado e a acreditar que perdera o amor da sua vida, dá ordem final para guerra. Por outro lado temos Nairobi que está por um fio quando inesperadamente leva um tiro no peito e perde imenso sangue. É nesta sufoco e pressão de adrenalina que começa a quarta temporada. Desta vez o grupo volta a reunir-se para mais um assalto: ao Banco Nacional de Espanha. O Professor, Tóquio, Helsínquia, Nairobi, Denver, Estocolomo, Lisboa, Marselha e Palermo, juntam-se para resgatarem Rio que foi capturado e torturado.

A resistência volta na sua maior força, contudo muitos dos acontecimentos tornaram-se percalços inesperados, e o novo plano foi comprometido. Nas temporadas anteriores temos um Professor mais resistente e perspicaz que elaborou o plano perfeito de assaltou em memória ao seu pai. Este novo plano é uma memória viva a Berlim, seu meio-irmão. Aliás esta foi uma das personagens que agradou a maioria e por isso mesmo decidiu voltar, São vários os momentos flashbacks que acompanhamos a concepção do plano e memórias de Berlim. Sendo um dos melhores momentos o ouvirmos cantar no seu próprio casamento. O ator Pedro Alonso já tinha provados os seus dotes musicas em pequenos momentos, relembro a música “Bella Ciao”, mas nesta versão da música “Ti Amo” conseguiu surpreender ainda mais.

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O argumento volta a ser o ponto mais positivo desta temporada, mas não é o único. Aliás tudo nesta série se complementa em harmonia e eficácia. O departamento de fotografia volta a impressionar com tons escuros de filmagens, onde se destaca o vermelho dos fatos macacos da resistência. Além disso os momentos de flashbacks que são adocicados em tons quentes o que nos transmite conforto em conhecimento de mais pormenores sobre a vida destas personagens.

La Casa de Papel volta a criar empatia com o público e isso vê-se nos relacionamentos entre as personagens. Contudo nesta parte não nos sentimos tão próximos dos assaltantes. Nota-se que existe uma quebra e uma desconfiança entre todos o que dificulta o assalto. O que desiquilíbria em momentos críticos. A confiança dos protagonistas é muitas vezes posta em causa. Pela primeira vez temos um forte vilão no interior com os assaltantes (e não, não estou a falar do Arturito, aquela personagem que todos amamos odiar) mas sim de um assassino profissional que vai ameaçar a estabilidade do grupo. Além disso do lado de fora temos a Inspectora Alicia Sierra, que não tem rodeios para atingir os fins, mas até sentimos empatia com esta personagem. Mas nada deve ser tido com garantido

Além da muita ação, mistério e suspense, são esperados momentos de puro drama e mesmo emocionais. Como fãs vamos ficar rendidos. Existem novamente momentos memoráveis e apesar de estar temporada ter sido à pressa é notório em algumas falhas de desenvolvimento, mas tal não deixam ficar mal o público. Indico que vamos andar novamente com o coração nas mãos devido aos fortes acontecimentos que põe em risco a vida das nossas personagens. O “atraco” ainda não terminou e espera-se uma quinta temporada. Além disso o final foi bem tenso. O que esperam encontrar nos próximos capítulos de La Casa de Papel?

Netflix Portugal

Roswell New Mexico

Para uma pessoa que tal como eu era fã da série de 1999, Roswell, a minha curiosidade sobre este remake era totalmente aceitável. Aliás, a série Roswell, criada por Jason Katims, fez parte da minha infância e adolescência e ainda hoje penso que gostava que existissem extraterrestres como os retratados na série. Baseado nos livros para um público jovem-adulto da escritora Melinda Metz, a produtora Carina Adly MacKenzie decidiu criar o seu próprio enredo sobre a temática de ficção científica.

Temporada 1

Para uma pessoa que tal como eu era fã da série de 1999, Roswell, a minha curiosidade sobre este remake era totalmente aceitável. Aliás, a série Roswell, criada por Jason Katims, fez parte da minha infância e adolescência e ainda hoje penso que gostava que existissem extraterrestres como os retratados na série. Baseado nos livros para um público jovem-adulto da escritora Melinda Metz, a produtora Carina Adly MacKenzie decidiu criar o seu próprio enredo sobre a temática de ficção científica.

Em 2019, foi lançada a primeira temporada da série “Roswell New Mexico”, que ,com as mesmas personagens do livro e da primeira série, criavam uma nova narrativa. Já não são adolescentes e estão no final dos seus 20 anos. Liz Ortecho (Jeanine Mason), uma jovem cientista, visita a sua terra natal, com o propósito de ajudar o seu pai no restaurante local, o Crashdown. Já se passaram 10 anos desde que saiu desta pacata cidade e desde a trágica morte da sua irmã, Rosa, sobre condições misteriosas, que não voltava lá. Reencontra-se com Max Evans (Nathan Parsons), seu colega de turma, que agora é um polícia local, com estilo de cowboy (afinal estamos em Roswell) que sempre esteve apaixonado por Liz.

“Maybe it’s time we all tell the truth to the people we love. The secrets are gonna tear us all apart.”

Michael Guerin

Um tema bastante atual, são as lutas de discriminatórias entre emigrantes e a fronteira entre os Estados Unidos da América e o México. Esta tensão racial e xenófoba vai ser a envolvente principal deste enredo, mas não só. Quando Liz é baleada, Max, sem hesitar, salva a sua vida, utilizando os seus poderes de cura. Expõe o seu maior segredo: é um extraterrestre. Relacionado com a queda de 1947, Max, a sua irmã, Isobel (Lily Cowles) e Michael (Michael Vlamis) foram os sobreviventes e tornaram-se na prova que não estamos sozinhos.

Esta série é um bom drama adulto, com alguns plot twists (para quem ainda não viu a primeira temporada, é melhor parem de ler por aqui). O que tornou diferente esta primeira temporada e que proporcionou alguma indignação foi a morte do protagonista. Max sacrifica a sua vida, de forma a trazer de volta a irmã da sua amada. Liz vai ter uma segunda temporada bem confusa. Por um lado, tem o luto da perda do seu namorado e, por outro, o regresso da sua irmã, passados 10 anos. O primeiro episódio do regresso já pode ser visto e promete novas revelações. Não ficamos aborrecidos em “Roswell, New Mexico“, pois cada uma das personagens tem os seus segredos que estão muito perto de serem revelados.

Com personagens carismáticas, muito mistério, e uma épica história de amor, temos uma série empolgante onde nada é dado como garantido. Além do argumento bem construído, principalmente para a personagem de Michael, são expostos momentos de ação e muito drama que impactam as personagens principais. Para além disso, o que a torna melhor é que, apesar de encontrar o seu próprio caminho, absorveu algumas referências da série original. Facto que adoça o coração dos verdadeiros fãs, tal como eu. A produção ofereceu-nos uma volta no tempo com uma vibe nostálgica dos anos 90, principalmente no que tocas às escolhas musicais fortes.

Depois do primeiro episódio da segunda temporada, “Stay (I Missed You)”, percebemos que ainda muito vai acontecer. Seja na parte de tentativa de Liz trazer Max de volta ao mundo dos vivos, mesmo após o seu aviso. Qual será a sua premonição sobre o futuro? A nova vida de Rosa na cidade e junto da sua família e amigos, após uma década. Agora Liz tem a responsabilidade de irmã mais velha. O misterioso desaparecimento de Mimi Deluca vai ter consequências. E ainda a nova revelação pela parte de Isobel que descobriu estar grávida de um filho do homem que não queria. Durante os treze episódios muito ainda vai acontecer nesta série de ficção científica, que também já foi renovada para uma terceira.

Qual era o destino que escolherias? Viver na normalidade ou enfrentar o desconhecido?

O Método Kominsky

Envelhecer não é fácil. É um facto complicado para todos nós. O corpo já não responde como respondia, as capacidades começam a ficar limitadas e até o nosso humor altera. Com Michael Douglas na produção e com a distribuição da Netflix, temos uma série de drama mas divertida sobre a circunstâncias da vida e tudo ao que implica.

Envelhecer não é fácil. É um facto complicado para todos nós. O corpo já não responde como respondia, as capacidades começam a ficar limitadas e até o nosso humor altera. Com Michael Douglas na produção e com a distribuição da Netflix, temos uma série de drama mas divertida sobre a circunstâncias da vida e tudo ao que implica. “O Método Kominsky” segue a vida de dois melhores amigos, Sandy (Douglas) Norman (Alan Arkin) que divagam sobre as dificuldades de envelhecer e como contornar essas circunstâncias com muito humor. Durante duas temporadas com oito episódios cada uma, somos espectadores de uma amizade que já dura anos e como a idade é um posto, podem implicar e resmungar da forma que mais acharem adequada.

Com um argumento bem escrito e com personagens carismáticas sentimos uma conexão com esta série. Apesar do seu carácter dramático, faz-nos rir e é o que precisamos. Mesmo em alturas de crise, estas personagens utilizam o humor como arma O que resulta para o facto de sermos um pouco mais positivos, apesar das circunstâncias. Por isso esta série resulta muita bem.

Os atores Michael Douglas e Alan Arkin estão impecáveis nos seus papeis e hilariantes. Partilham uma forte amizade e velhos queixosos, mas que adoramos até invejamos este pensamento positivo pela vida.

Vencedor de prémios como: globo de ouro para melhor série de comédia e Melhor ator para Michael Douglas, facilmente percebemos o seu carácter de sucesso. Uma surpresa agradável sobre a vida ser um “saco” e por vezes ser desconfortável, mas são todos passos para uma oportunidade melhor e onde também existem momentos bons.

O Método Kominsky” tornou-se numa surpresa agradável, uma bem-disposta comédia dramática com um elenco principal de excelentes atores com uma nova perspectiva de vida. Porque velhos são os trapos e pior do que envelhecer é viver com arrependimentos.

Netflix Portugal

A Rainha Virgem

Uma mini-série histórica sobre a vida, a glória e as (in) decisões de uma das Rainhas mais importantes da Inglaterra. Elizabeth I não nasceu para ser rainha, mas conquistou o trono à sua maneira.

O Reino Unido é conhecido por muitos propósitos, mas a monarquia é aquele mais falado. Principalmente pelas Rainhas que o governavam. Atualmente temos a Rainha de Inglaterra que já governa há quase 70 anos, mas outras rainhas lhe antecederam como Rainha Victoria e a Rainha Elizabeth. Considerada a rainha virgem porque não aceitou ter filhos, Elizabeth governou o seu país durante 44 anos, numa época complicada onde a taxa de mortalidade era alta e onde caminhava pelo ego masculino como suserana, algo inimaginável para a época, uma mulher ser a governanta de um país.

Nesta mini-série da BBC de 2005, realizada por Coky Giedroyc com argumento de Paula Milne, temos a história recontada sobre a rainha que nunca quis casar e apesar de algumas adversidades conseguiu superar. Para derrotar alguns inimigos que conspiraram a favor do seu fim, abdica da sua vida pessoal e do amor que não pode assumir devido à sua posição como rainha. Considerada historicamente como uma das mulheres mais poderosas de sempre. Baseados em factos verídicos, esta série explora as dúvidas da nova rainha que subiu ao trono inesperadamente e sem preparação. Uma jovem rainha ainda com inseguranças sobre governar. Depois deixou a inocência de lado e tornou-se forte, lutou contra os seus medos e conseguiu manter-se sempre no topo. Com o povo separado entre católicos e protestantes, a ameaça da sua prima, a rainha da Escócia, a pressão social para casar e ter filhos e ainda com a força para manter o seu território. Elizabeth conseguiu lutar contra tudo e todos de forma a manter o seu nome na História.

A atriz Anne-Marie Duff é a protagonista desta mini-série e conseguiu um desempenho feroz para esta personagem. Ainda temos o jovem Tom Hardy que com 28 anos marcava presença num dos seus primeiros papeis, como interesse amoroso da protagonista.

Com apenas quatro episódios acompanhamos o percurso durante todo o reinado de Elizabeth I. Com caminho difícil com muito drama e com muitos percalços, mas ultrapassados, não fosse ela quem é. Para quem gosta de séries históricas esta tem selo de qualidade da BBC.

As Arrepiantes Aventuras de Sabrina

Os portões do Inferno estão abertos e Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) tem apenas uma missão. Resgatar o seu namorado Nick do Inferno que ficou lá aprisionado com a alma do próprio Lúcifer. Depois do último episódio da segunda temporada da série da Netflix “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina”, a jovem prometeu conseguir entrar no local mais temível, o Inferno, juntamente com os seus amigos: Harvey (Ross Lynch), Roz (Jaz Sinclair) e Theo (Lachlan Watson).

Parte 3: Knock Knock Knock on the Gates of Hell

Os portões do Inferno estão abertos e Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) tem apenas uma missão. Resgatar o seu namorado Nick do Inferno que ficou lá aprisionado com a alma do próprio Lúcifer. Depois do último episódio da segunda temporada da série da Netflix “As Arrepiantes Aventuras de Sabrina”, a jovem prometeu conseguir entrar no local mais temível, o Inferno, juntamente com os seus amigos: Harvey (Ross Lynch), Roz (Jaz Sinclair) e Theo (Lachlan Watson).

A viagem da protagonista é cada vez mais difícil. Entre escolher o caminho da luz da sua parte mortal ou o da escuridão da sua metade de bruxa. Sabrina Spellman divide-se num espectro de escolhas que a torna cada vez mais vulnerável, no entanto é persistente nas suas decisões e confronta o mal com a cabeça erguida. Numa primeira fase apenas deseja recuperar o namorado, Nick que é hospede para a alma do seu pai, Lúcifer. Evidentemente que vai existir um preço a pagar (existe sempre) e a felicidade ainda está longe de ser alcançada. Nesta terceira parte da série, temos uns novos vilões. Além da fragilidade da Igreja da Noite, pois sem o seu mestre e quase dizimada na temporada anterior, Sabrina é a legítima herdeira ao trono, e nomeia Lillith como regente. Contudo, para os demónios é demais uma jovem bruxa meia-mortal estar a governar e convencem Caliban (que é feito de barro) a protestar a coroa do Inferno. Mas não é a única ameaça. Um grupo de pagãos, instala-se em Greendale e atingem a Igreja da Noite, quando esta está mais sensível a ameaças, e sem poderes. Sabrina terá de multiplicar novamente as suas tarefas entre a terra e o inferno. Durante o dia é uma estudante normal e participa em treinos de cheerleading e durante a noite pratica o satanismo e magia negra.

Apesar de esta ser a temporada mais curta desta produção da Netflix, com apenas 8 episódios, a ação não é mais escassa. Cada episódio é uma roda viva de aventuras e não existem momentos parados. Por um lado, conhecemos um pouco mais sobre os rituais e poder das bruxas, e por outro existe um desenvolvimento maior das personagens. Para quem conhece a série Riverdale, já foi possível criar mais referências entre ambas as séries, pois pertencem ao mesmo universo. Talvez se aproxima um episódio crossover. Esta temporada modificou o seu ponto de vista e aborda um lado mais musical. Além das provas de cheerleading, o grupo de amigos, Harvey, Roz e Theo formaram uma banda. Por isso podem esperar por vários momentos musicais.

Houve um forte crescimento da protagonista nesta temporada, que pela primeira vez tem fortes ameaças contra si e contra a sua ceita. A produção conduziu bem o enredo onde conhecemos mais forças de poder além de Lúcifer Morningstar, representante da bruxaria satânica. Somos apresentados a uma bruxaria pagã que idolatram os antigos deuses e as suas magias místicas. Uma aquisição à série e que muito aguardávamos era o cenário do Inferno. Nesta terceira parte os cenários assombrados de tortura e sofrimento são do melhor. O Pandemónio foi uma excelente representação de um local tenebroso mesmo ao estilo da série. O guarda-roupa das personagens foi pensado ao pormenor e por isso merece ser mencionado. 

Posso adiantar que muito aconteceu durante esta temporada e as coisas vão-se tornar complicadas para todas as personagens. Mais até foi interessante, esta sensação de roleta russa com o destino de cada um. Percebemos que ninguém está a salvo, mesmo a nossa protagonista que além de lutar contra o Mal, tem ainda que defender o seu coração que vive os primeiros dilemas amorosos. Sabrina cresceu e a série também melhorou. Entretanto espera-se uma quarta temporada e por isso vamos saudar o Senhor das Trevas. 

Netflix Portugal
Repórter Sombra

Love, Marilyn

Documentário sobre a vida de Marilyn Monroe, pelas suas próprias palavras em diários encontrados após a sua morte. Além de vídeos da atriz vários atores se juntam para lhe prestar homenagem.

Um ícone do cinema e uma estrela sem igual. Marilyn Monroe não teve uma vida fácil, mas o seu nome é dos mais lembrados de sempre. Celebridades dos tempos atuais, interpretam excertos de memoirs de textos de pessoas que a conheciam e até da textos da própria Marilyn Monroe, encontrados recentemente numa cave, com cartas e diários escritos por si. Já muito conteúdo se criou sobre esta celebridade, mas acho que nada tão cru e sincero. Um documentário de 2013 sobre os pensamentos da atriz, enquanto lidava com a fama e a solidão.

Marilyn Monroe ainda é um mistério para muitos. A sua morte demasiadamente cedo, também foi um mistério. A sua vida parecia cheia de sorte e glamour, mas na verdade Marylin só queria ser amada, feito que nunca conseguiu verdadeiramente conquistar. Numa indústria de homens com poder, a atriz era só um objecto, mesmo lutando contra isso, não conseguiu manter-se sã e teve dificuldades em libertar-se do consumismo da sua imagem.

Nascida Norma Jean, esteve no sistema, de sítio em sítio até ao sonho de ser atriz (naquela altura era a fuga para a dura realidade). O seu ar fotogénico abriu-lhe muitas portas, mas Marilyn não queria ser mais uma. Apesar de ser sempre escolhida para papéis absurdos de bimba, falta de inteligência e gold digger, foi conquistando o seu lugar na fama aos poucos. Começou a ler (muito) e a pesquisar de que forma o seu corpo poderia comunicar, já que não lhe davam voz. Usou e abusou do seu corpo curvilíneo e tornou-se no ícone da perfeição. Os paradigmas de beleza começavam a ser outros e Marilyn foi a pioneira.

A fama aumentou e como tal a atenção também. As luzes dos holofotes interferiram bastante com a sua vida privada. Muito frágil, não teve sorte no amor e isso marcou-lhe com repercussões fortes na sua vida privada. Dificuldades que nunca conseguiu ultrapassar, pois lidava com os piores homens.

Com várias caras reconhecidas a participarem neste documentário, temos atores como: Glenn Close, Viola Davis, Ben Foster, Lindsay Lohan, Marisa Tomei, Adrien Brody, Uma Thurman, entre outros. Todos a interpretar textos com explicações na primeira pessoa dos acontecimentos. Este é um documentário longo, mas que de forma invasora conhecemos a intimidade da diva e mito de Marilyn Monroe.

Making a Murder

Filmado durante 10 anos, Steven Avery é o principal suspeito de vários crimes, mas será? Um documentário sobre a corrupção policial.

Quantas vezes nos queixamos da falta de justiça. Inúmeras vezes. Muitas situações dependem da opinião de terceiros ou de interesses maiores. Um caso real, que aconteceu a Steven Avery, condenado injustamente por um crime que não cometeu e depois de conseguir a sua liberdade, foi novamente incriminado.

São muitas dúvidas que circulam neste caso. Steven Avery um homem que vivia no Condado de Manitowoc foi injustamente culpado por um crime de violação do qual não cometeu. Esteve 18 anos presos e sempre a tentar a sua inocência. Apenas com o avançar dos anos e com a melhoria da tecnologia conseguiu provar a sua inocência e a indicação que não estava no local do crime. Ficou sem liberdade, o seu casamento desfeche-se e perdeu o contacto com os filhos, só porque vivia num ferro velho e a sua família vivia um pouco à parte da comunidade. A polícia viu em Avery um alvo fácil para assumir a culpa. Em 2005 é novamente acusado de um crime. Desta vez é pela morte de Teresa Halbach uma jornalista. Um julgamento estranho, pois pistas sem sentido apareciam nos locais mais esperados e especula-se que tenha sido tudo implementado pela polícia local. Apesar de já recorrer a vários advogados, a várias indicações de inocência, Steven foi condenado a 2007. O caso agravou-se quando o seu sobrinho confessou a participação no crime, algo que depois veio a negar, pois sentiu-se pressionado a confessar. Atualmente preso, Avery não desiste de conseguir provar novamente a sua inocência.

Neste documentário produzido pela Netflix, escrito e realizado por Laura Ricciardi e Moira Demos, acompanhamos todas estas decisões, o julgamento e a revolta da família Avery. A primeira temporada explora os anos de 1985 a 2007. A segunda aborda o pós condenação e o dia-a-dia das famílias e o começo da sua própria investigação. Este documentário ganhou vários prémios, incluindo Melhor Documentário pelo Primetime Emmy Awards.

Este documentário deixa-nos nervosos. Estes julgamentos de crimes maiores são sempre incertos, mas este é mesmo um caso que só aconteceria nos Estados Unidos da América. Estas políticas de conspiração, acusações falsas e implantações de provas. Se quiserem ver-se livre de alguém façam-no à maneira americana. Um sentimento de revolta cresce dentro de nós durante estes episódios. Avery estava inocente da primeira acusação, e quando decidiu indemnizar a polícia do Condado pela sua investigação, foi logo acusado de um homicídio. Todo este timing é suspeito e o surgimento das provas é incoerente. Ora não estão lá, como no próximo dia lá estavam e o sangue no local de crime também não está lógico com a situação. Além disso não foi muito à cara com o irmão da vítima e o seu ex-namorado. Eram muito estranhos e a forma como relataram os acontecimentos também. O caso piorou com as palavras de acusação do sobrinho de Avery, mas o facto é que a polícia durante o interrogatório aproveitou-se da inteligência fragilizada de Brendan e mentiram-lhe sobre o que ia acontecer de seguida.

Enfim não foi um caso muito bem resolvido, e houve logo a pressão de culpa desde o início, mesmo que o homem estivesse sido preso injustamente. A verdade é que existiu uma vítima e não se sabe o que se passou, mas todo o caso foi muito estranho desde o início.

Casanova (2005)

Uma mini-série sobre as aventuras e desventuras do romântico Casanova enquanto tenta escapar-se dos sarilhos em Veneza. Com David Tennant e Peter O’Toole nos principais papéis.

Nesta mini-série produzida para BBC em 2005, com um total de três episódios, seguimos as aventuras romantizadas do sedutor Casanova. Escrito por  Russell T Davies e realizado por Sheree Folkson. Contado a história do século XVIII sobre o aventureiro  Giacomo Casanova, baseado nos seus 12 livros de memoirs. No começo da série a versão mais velha de Casanova (Peter O’Toole) relembra os seus momentos de jovem, interpretado pelo ator David Tennant.

Estamos no ano de 1798. Casanova, um bibliotecário sem dinheiro, com 70 anos, começa a contar a sua história. Voltamos para a sua infância, um filho de um ator de Veneza, enquanto jovem estuda para padre, mas é expulso do seminário. Neste momento conhece a jovem Henriette e apaixona-se, no entanto ela está prometida ao duque de Grimani. No entanto a vida tem as suas complicações e durante este tempo o casal separa-se e reencontra-se várias vezes. As paixões de Casanova e aventuras são explicadas de forma divertida, enquanto trama algumas fraudes para conseguir dinheiro. Claro que todas estas situações não são para sempre e quase no final da sua vida, Casanova procura finalmente pelo seu único e verdadeiro amor, Henriette.

Nesta série não só os momentos de boa-disposição e ação estão presentes, o romance é um constante. Apesar dos inúmeros casos de luxúria do protagonista, apenas desejamos que no final fique com Henriette. O ator David Tennant está mesmo perfeito no papel, mesmo antes de ser o Doctor em Doctor Who.

O argumento está bem delineado com frases cativantes e com sentimentos profundos. Esta é uma mini-série bastante completa. Além disso ficamos hipnotizados com as fantásticas paisagens e cenários de Veneza que romantizam qualquer situação. Além de Itália, viajamos pelo Reino Unido e França, enquanto os anos avançam por estas personagens. Para quem gosta de romances históricos e que até não demora muito, “Casanova” é uma excelente recomendação. Coincidência ou não esta série foi lançada no mesmo filme com o mesmo nome, onde o protagonista era interpretado pelo ator Heath Ledger.

Aqui em baixo deixo uma surpresa, porque a música é linda e não se encontra em mais lado nenhum.