Séries

Stranger Things

Stranger Things” não é uma série vulgar. Nesta série original da Netflix temos tudo do melhor dos grandes feitos cinematográficos dos anos 80. Filmes como E.T. O Extraterrestre, Star Wars, Jaws, Regresso ao Futuro e até Carrie, excelentemente retratado em 9 episódios da primeira temporada.

No epicentro da história, temos o desaparecimento de Will, um menino que desaparece numa noite ao chegar a casa. A busca incansável dos seus amigos para encontra-lo. O aparecimento de uma estranha menina com super-poderes. A aflição de uma mãe que faz de tudo para encontrar o seu filho, mesmo que a considerem louca. Um polícia deprimido que procura luz na sua vida. Dois adolescentes que procuram a verdade e uma conspiração governamental com experiências de outro mundo. Todas estas personagens juntam-se com um caminho em comum.

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A verdade é que “Stranger Things” é uma caixinha de surpresas. Excelentes interpretações, mesmo a do elenco juvenil acompanhado por um argumento bem escrito, faz desta série um sucesso. Uma surpresa agradável que já conseguiu conquistar muitos fãs e muitos prémios. É inesperada, imprevisível e muito intensa. Define-se como sobrenatural, drama e fição cientifica, onde se junta à comédia de um modo suave. A convergência destes géneros torna esta série única e facilmente adaptada para várias faixas etárias. No entanto como se passa nos anos 80, pode criar nostálgica à infância de muitos. Apesar de ainda ser pequena, foca-se no essencial e não espalha-se como episódios forçados que muitas vezes acontecem nas séries que vemos. A segunda temporada já foi confirmada e eu aguardo ansiosamente.
Quem já viu esta série? Gostaram?

Listas, Séries

As Séries Canceladas e Renovadas

Pois é, tudo tem um fim…ou não. O mês de Maio é um mês de decisões para os maiores canais televisivos norte-americanos. Têm de fazer planos para o que querem e o que não querem continuar a colocar no ar. Quem sobre mais sofre são as séries. É uma altura louca para os viciados, será que vai ser renovada ou cancelada a minha série favorita? Depois de semanas de especulação é chegado o veredicto final e esta foi a decisão. Mas não se preocupem, que mais séries televisivas chegaram. Vou começar primeiro com as más notícias:

Séries Canceladas

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A série “2 Broke Girls” será cancelada após as seis temporadas que esteve no ar desde o ano de  2011. Max e Caroline já não vão fazer parte da comédia na televisão. “Dead of Summer” só conseguiu uma temporada, mas as baixas audiências ditaram o seu fim. A Freeform anunciou que não irá renovar. The Last Man Standing protagonizada por Tim Allen também vai terminar após seis temporadas. A comédia sobre um homem num mundo de mulheres. A Netflix falou e Marco Polo” não vai continuar, a série histórica termina após duas boas temporadas. “Masters of Sexnão terá a quinta temporada, pois a Showtime decidiu não encomendar mais episódios.

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A série da FOX “Pitch” começou por ser interessante, sobre a primeira mulher no mundo do basebol, mas não passou da primeira temporada, não será renovada. A série “Reign” terá a sua história terminada na quarta temporada. “Rosewood” da FOX conseguiu chegar às duas temporadas, mas não vai ultrapassar disso. “Scandal” da ABC será renovada até à sétima temporada que terá estreia marcada para fevereiro de 2018. “Sleepy Hollow” já não estava a aguentar a pressão, após a saída da protagonista, agora o seu fim é certo, não foi renovada para a quinta temporada. A HBO anunciou que a quarta temporada de “Leftovers” será a última.

Séries Renovadas

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A nova série da Netflix “A Series of Unfortunate Events” protagonizada por Neil Patrick Harris será renovada para a segunda e terceira temporada. A AMC encomendou mais episódios de “Fear the Walking Dead” para a sua quarta temporada. “Into the Badlands” da AMC tem tido um incrível sucesso pois junta ação e artes marciais, terá uma terceira temporada com 16 episódios. “Legion” da FOX conseguiu alguns seguidores e foi recompensada com a segunda temporada. “The Magicians” também tem conquistado o seu território e por isso a Syfy renovou para terceira temporada este drama de fantasia.

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The Handmaid’s Tale” com apenas um episódio conseguiu a renovação para a segunda temporada. Esta série é da HULU. “Nashville” entre termina e não, cá vai continuando devido aos fãs. A CMT renovou para a segunda temporada no canal, mas sexta no total. “Santa Clarita Diet” com Drew Barrymore marcou estreia na Netflix e terá segunda temporada. Da Freeform temos “Shadowhunters” que não funcionou muito bem em filme, mas em televisão tem dado frutos. Será renovada para a terceira temporada. “X-Files” o grande sucesso dos anos 90 está de volta após um revival vai continuar numa segunda parte.

Séries como “Supergirl“, “Flash”, “Arrow”, “Anatomia de Grey”, “Supernatural“, “Once Upon a Time“, “This is Us“, “Legends of Tomorrow” também foram renovadas para mais uma temporada.

O que acharam destas renovações e cancelamentos?

 

Séries

Girlboss

De auto-estima elevada e nariz empinado assim é a protagonista de “Girlboss“, Sophia Amoruso. Baseada em factos verídicos sobre a início da idade adulta até à construção do seu império. Empreendedora de roupa vintage, começou o seu negócio online e agora já consegue manter o seu inventário em loja física.  Mas nem tudo foi fácil para Sophia. Interpretada pela jovem atriz Britt Robertson que tem dado largos passos na sua carreira, acompanhamos durante 13 episódios de 20 minutos na plataforma Netflix a evolução desta carismática personagem.

Aos 22 anos e como grito de independência decidiu sair da casa dos pais e abandonou a escola. Indecisa sobre a sua vida e o que a motivada, chegou a roubar e nas lixeiras à procura de sustento. Também trabalhou de forma a manter o seu plano de saúde. Contudo a marca Nasty Gal veio mudar a sua vida quando decidiu comprar roupa vintage, e vende-la no ebay a um preço superior. O lucro não tardou a chegar e assim criava a sua forma de vida.

Além de algumas dificuldades dos primeiros passos como empreendedora, esta série original da Netflix foca-se na amizade, e no amor. Principalmente nos tempos que correm em que a oferta de emprego é apertada, “Girlboss” oferece sugestões para a criação de um negócio numa área que seja do nosso interesse. Não existem facilitismos, apenas originalidade e muito trabalho. Esta série é bastante divertida  e como é pequena não se torna cansativa, muito pelo contrário queremos continuar a acompanhar esta história. A atriz Britt Robertson mantém uma atitude bastante diferente ás suas anteriores presenças. Rebelde e mais arrogante mantém uma personalidade mais espontânea e irreverente. Quem já assistiu a esta série? Dêem a vossa opinião.

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Outlander

Outlander não é um trama normal de viagens no tempo. A sua profundidade histórica leva o telespectador exactamente para o tempo em questão. Esta é uma das suas qualidades, consegue ser tão real ao ponto de ser considerada aceitável. No epicentro da história temos Claire Randall, uma enfermeira militar da 2ª Guerra Mundial que após esse período negro, desfruta de uma férias com o seu marido, Frank (Tobias Menzies), na Escócia. O momento de lua-de-mel muda quando Claire (Caitriona Balfe) é transportada para o ano de 1743, onde conhece Jamie Fraser (Sam Heughan) um escocês que vive em luta contra os exercito britânico.

A série baseada nos livros Diana Gabaldon ganham uma nova vida na televisão. Percorremos as paisagens lindas da Escócia para conhecermos uma história de romance, e drama que transcende o tempo. Vista pela primeira pessoa, acompanhamos os pensamentos de Claire à medida que o trama progride.

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Durante duas temporadas atuais (este ano será lançada a terceira temporada), não admira que esta seja das melhores séries do género. As personagens foram todas minuciosamente criadas cada uma com a sua própria personalidade, apresentado um desenvolvimento seguro à medida que a série avança. Além disso ficamos a conhecer momentos reais que marcaram a história do Reino Unido.

O texto está bastante bem escrito e isso reflecte-se na qualidade emocional das personagens. O espectador é muitas vezes confrontado com momentos de puro drama, mas necessário. Para quem aprecia séries históricas esta é sem dúvida uma excelente escolha. Agora aguardo atenciosamente pela terceira temporada, que estreia no outono deste ano.

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Por 13 Razões

De quem é a culpa?

A Netflix brindou-nos com uma nova série no final do mês de março. “Por 13 Razões” foca-se numa mensagem forte, tão forte que conseguiu por toda a internet a falar sobre o assunto. Baseado nos livros de Jay Asher, “13 Reasons Why” é uma série original do canal de streaming que foca-se na vida, ou melhor na morte de Hannah Baker. Hannah é a protagonista desta história, mesmo já estando morta. Durante 13 episódios acompanhamos a experiência de Hannah que levou à sua escolha de tirar a própria vida. O suicídio juvenil é na maioria causado devido ao bullying, e esta série tornou-se num abre-olhos que causou o aumento nas linhas de ajuda aos jovens. Hannah Baker (Katherine Langford) explica em sete cassetes, 13 razões que a levaram ao seu fim. Clay Jensen (Dylan Minnette) um rapaz tímido que sempre admirou Hannah recebe numa caixa de sapatos e assim começa a descobrir a verdade por tudo o que a sua amiga passou.

13 Reasons Why” é muito mais do que uma série de adolescente. Toca na ferida, de assuntos sérios como a desigualdade de sexos, o bullying, a homosexualidade, a violação, a depressão, as drogas, o alcoolismo, o assédio sexual e a morte. Durante 13 episódios sentimos na pele as dificuldades emocionais e psicológicas de Hannah. Todos nós somos esta personagem, mas também somos as outras. O que é importante reter desta série é que ninguém está sozinho e devemos tentar perceber o lado do outro. Não sabemos o que se passa na cabeça de cada um, mas é nossa obrigação tentarmos conversar quando notamos algo de errado. Com um argumento bem escrito, personagens interessantes e reais, com uma história profunda, “Por 13 Razões” é um trama que merece ser visto e reflectido. Podemos estar a salvar vidas, pois tudo o que precisam é um amigo. A Netflix é a principal responsável desta produção que já conseguiu muitos fãs. O final foi forte e ainda deixou muito por resolver. Será que vão produzir uma segunda temporada?

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Gilmore Girls: A Year in the Life

Se existe série que merecia um revival, Gilmore Girls é essa série. O final foi insosso e deixou o público cheio de dúvidas. Bem para os fãs da série na altura tiveram de esperar 9 anos para saber o que aconteceu às personagens. No meu caso foi apenas um dia, já que tenho a Netflix assisti a todos os episódios de “Gilmore Girls” de rajada, aproveitando para assistir a “A Year in the Life“. Durante 4 episódios correspondente às estações do ano temos durante 1hora e 30 minutos (sim, parece quase um filme) a continuação da história, para ficarmos a saber o que aconteceu a Lorelai, Rory, Luke, Emily, Lane e a todos os habitantes de Stars Hollow.

Inverno

I smell snow” é das famosas frases de Lorelai Gilmore. Remarcando que tudo de bom acontece quando neva. “A Year in the Life” não podia ter começado melhor. Neste episódio percebemos que Lorelai ainda está com Luke (apesar do casamento não ter acontecido), e ambos procuram alternativas para mudar de vida, pensam na solução de barriga de aluguer para terem um filho em conjunto. Rory inesperadamente não está a ter uma carreira de sucesso no jornalismo. Vive de trabalho freelancer entre os E.U.A. e Londres, onde se costuma encontrar com Logan. Os habitantes de Stars Hollows continuam por lá, é o caso de Kirk, Miss Patty, Taylor, Babette…Entretanto Lorelai, Rory e Emily tentam superar a morte de Richard que faleceu recentemente

Primavera

Nesta estação voltamos aos tempos de escola, quando Rory andava em Chilton. Ela e a sua amiga Paris são convidadas pelo diretor para uma palestra de incentivo aos jovens. Rory tenta acalmar a amiga que tem um casamento falhado com Doyle, com dois filhos enquanto gere uma empresa de barrigas de aluguer. Lorelai e Emily fazem terapia juntas com o propósito de resolverem os seus problemas. Este foi o episódio que mais gostei, foram gargalhadas atrás de gargalhadas. Muito bem escrito.

Verão

Ainda confrontada com a dura realidade de não conseguir um emprego estável como jornalista, Rory trabalha em Stars Hollow para salvar o jornal local. Ainda sem estar integrada, recebe um conselho de Jess para escrever um livro da sua vida. Lorelai enfrenta problemas na estalagem e pensa em aumentar o espaço. Emily começa a rejeitar a sua vida após o falecimento do seu marido. Rory decide que chegou a hora de terminar de vez com Logan. Este episódio foi mais uma retrospectiva para o último.

Outono

Neste último episódio Rory já começou a escrever o seu livro, ao contrário da opinião da mãe. Lorelai decide caminhar numa jornada de auto-descoberta. Decide repensar na sua relação com Luke e a perda do pai. A conclusão a que chega ajudou-a a recuperar o significado pela vida e a relação com a sua mãe aumenta. Emily decide mudar. Rory reencontra-se com Dean. Logan decide preparar uma surpresa de despedida à ex-namorada. Lorelai e Luke finalmente dão o grande passo na relação.

Amy Sherman-Palladino voltou a fazer um excelente trabalho em “Gilmore Girls”, juntamente com a Netflix está foi uma decisão necessária e que andava na imaginação dos fãs. A sátira utilizada pelas Gilmore continua lá. Um humor atual e bem-disposto que torna esta série única. Estes quatro episódios foram muito bem conseguidos e na sua maioria pela disponibilidade dos atores. Já o final foi inesperado e talvez possa insinuar uma continuação.

Quem não se lembra?, Séries

Gilmore Girls – Tal Mãe Tal Filha

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Gilmore Girls prolongou-se durante sete temporadas durante os anos 2000 a 2007. No epicentro da história temos Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e a sua filha de 17 anos Rory (Alexis Bledel). Ambas mantém uma relação mãe-filha de melhores amigas e confidentes. Esse é o fio condutor desta série televisiva, as dificuldades de uma mãe solteira, que engravidou aos 17 anos e abandonou família com dinheiro para viver independentemente. Agora com a filha adolescente, tenta voltar a conviver com os seus pais, devido a um trato que Lorelai fez porque precisava de ajuda a pagar a escola privada da filha.

O enredo não é muito denso, nem apresenta uma evolução durante estas sete temporadas. Esta é um dos pontos mais desfavoráveis à série. O espaço divide-se apenas em Stars Hollow, a calma vila onde estão sempre a acontecer eventos, os jantares de sexta-feira à noite, e a escola de Rory, Cliton ou Yale. Já os acontecimentos de “Gilmore Girls” baseiam-se muito no mesmo. Como expliquei anteriormente, não existem grandes dramas aqui. Talvez para não abalar o registo dinâmico e descontraído da série. As relações amorosas de Lorelai e Rory são os temas mais expostos, assim como a má relação entre Lorelai e a mãe. Pequenos confrontos que abalam a família e pouco mais. Entretanto o tema casamento filhos é um ponto recorrente nas personagens do trama.

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Não foi amor à primeira vista por esta série. Escolhi ver, porque a Netflix fez uma adaptação de A Year in the Life da série, quase 10 anos após a último episódio. Achei interessante essa situação e então propus-me a ver. O meu gosto pela série surgiu por volta do quinto episódio quando Dean começa a namoriscar com Rory. Inicialmente considerava as personagens criadas com personalidades forçadas. Exemplo da Sookie (Melissa Mccarthy) a cozinheira desastrada e melhor amiga de Lorelai, e Michel (Yanic Allan Truesdale) o colega intolerável, mas de bom coração que trabalha na pousada e até Kirk (Sean Gunn), o tosco habitante de Stars Hollow que faz tudo. Contudo fui-me habituando a estas personagens. O ponto mais favorável de “Gilmore Girls” é qualidade do diálogo, que não vemos em mais lado nenhum.

O tom de ironia frequentemente utilizado com a abordagem de temas atuais é a grande preciosidade desta série. Amy Sherman-Palladino é a grande criadora desta vivacidade no argumento. “Gilmore Girls” está recheada de quotes e expressões que marcaram uma geração.  Os diálogos das meninas Gilmore são intensos com um humor fora de comum. O que também torna esta série natural e expressiva é o profissionalismo dos atores que vivem como uma família. Lauren e Alexis tornaram-se mesmo mãe e filha e tal ligação é notória durante os episódios da série. O papel de Lorelai Gilmore foi mesmo feito para Lauren, a energia e vivacidade que a atriz apresenta para a personagem são únicos. A Netflix não podia ter feito melhor em nos preparar um revival desta série, já que o final ainda ficou em aberto.

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Diários do Vampiro

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Quando os Vampiros estavam na moda

Depois de “Twilight” a febre vampiresa também chegou à televisão. Mantinha-se os seres sobrenaturais, o trio amoroso e o estatuto adolescente das personagens. “The Vampire Diares” manteve-se firme durante 8 anos e o mesmo número de temporadas. Baseada nos livros de L.J. Smith com o mesmo nome, a série teve um rumo totalmente diferente da obra literária. No epicentro da história temos Elena Gilbert (Nina Dobrev) uma jovem que recentemente ficou orfã de pais. Nas suas visitas diárias ao cemitério conhece Stefan Salvatore, um misterioso rapaz que acabou de chegar à sua casa de família. Claro que o plot torna-se mais denso e novas personagens aparecem. Damon Salvatore irmão de Stefan surge logo no primeiro episódio e previsível apaixona-se por Elena. Bonnie Bennet é uma recém-bruxa e melhor amiga da protagonista, o mesmo é, Caroline Forbes, uma rapariga ocupada em ser perfeita. Este é o elenco principal mas a história dá muitas voltas, além disso o foco no tema sobrenatural é muitas vezes exposto e tudo pode acontecer.

O último episódio saiu há umas semanas. Não posso dizer que gostei. Houve falhas, foi demasiadamente apressado e zero emotivo. Podiam fazer bem melhor, afinal esta série já nos proporcionou bons momentos inesquecíveis. No entanto conseguiu recuperar algumas das principais personagens desaparecidas da história. Na minha opinião “Os Diários do Vampiro” começou a perder o interesse na quarta temporada. Talvez com a saída dos vampiros originais, que conseguiu um spin-off, com o nome “Originals” que tenciono começar a ver brevemente.

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O fluxo da história é até interessante e conseguiu agarrar o espectador à cadeira durante as primeiras temporadas, com os finais de episódios surpreendentes.A energia vivida pelo elenco é também notória durante estes anos. Os romances tornam-se mais intensos, as amizades mais profundas e novos inimigos estão sempre a chegar. Além de um argumento bem construído e linear, apresentando fortes momentos dramáticos, somos contemplados por também vários momentos divertidos. Sobressaindo a qualidade da série. Ação também não falta e efeitos visuais a adensam a o fundo da história. “Vampire Diaries” terminou em boa hora, pois já se notava o desgaste no plot. Ficam as boas memórias de uma série intensa, cheia de reviravoltas, mas que consegue consiliar bem o romance-drama e sobrenatural.

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As Taras de Tara

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Todos nós temos um pouco da Tara dentro de nós. Não fiquem tão chocados, é verdade. Tinha um professor de Marketing que dizia que tínhamos múltiplas personalidades. Durante essa aula, uma colega minha zangada com tal afirmação, indignou-se com o professor, respondendo que não era nenhuma falsa. “Mas olhe que é. A menina não tem um comportamento igual para o seu pai, ou com o seu namorado ou mesmo com o seu patrão e até com pessoas que não conhecem de lado nenhum. Todos nós mudamos conforme o meio envolvente“. Lembrei-me muito desta experiência enquanto assistia à série “United States of Tara”, criada em 2009, manteve-se firme durante 2 temporadas com 36 episódios no total.

No epicentro desta louca série televisiva temos Tara Gregson, esposa de Max e mãe de dois filhos: Kate, uma adolescente problemática e Marshall rapaz sensível que está a revelar-se ser homossexual. Esta podia ser uma família normal, mas não é. Tara (Toni Collette) tem múltiplas personalidades dento de si. T. é uma adolescente de 16 anos que faz o que bem lhe apetece, Buck um veterano do Vietname e Alice, a perfeita mulher dos anos 60. Entretanto conforme a vida complica-se mais personalidades se juntam a Tara (mas sobre isso não vou spoilar).

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O elenco é dos factores mais positivos e atractivos desta série. Toni Collette lidera a perfeição a equipa. Porra que atriz, e interpreta numa uma mas várias personalidades diferentes. Conseguindo num momento estar calma e noutro aos berros, ou a chorar sem transição progressiva de emoção. Collette brilha com todo o seu talento, e deviam oferecer mais crédito a esta atriz. Brie Larson ainda estava longe de interpretar o filme “O Quarto” mas já conseguia chamar a atenção com a sua atitude. John Corbett também está à altura ao interpretar um marido/pai à beira de um ataque de nervos.
Na sua generalidade esta série apresentou uma crítica positiva, devido ao argumento intenso e imprevisível. Relativamente a prémios Toni Collette conseguiu destaque com um Emmy Award e um Golden Globe. “As Taras de Tara” é uma série desvalorizada mas que tem imenso potencial, com um tema sério conseguem argumentar com um humor afiado. Além disso conta com Steven Spielberg como produtor executivo.

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Narcos

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A vida e o horror de um dos maiores narcotraficantes

A Netflix criou uma série viciante, queremos sempre ver mais, episódio atrás de episódio. No epicentro temos Pablo Escobar, um dos maiores narcotraficantes do mundo. Considerado até um dos homens mais ricos do mundo. Designado com o cognome de Robin dos Bosques pelo povo de Medellín, foi também o rei do horror na Colúmbia. Drogas, mulheres, riqueza e assassinatos em série é resumo da vida desta homem que quase chegou a ser Presidente do seu país. O que é mais assustador nesta série é que tudo foi baseado em factos reais e prova disso são as várias imagens da época que são transmitidas em algumas cenas.

“O Rei da Cocaína” é interpretado excelentemente pelo ator brasileiro Wagner Moura. Engordou 40 kgs, e teve de falar espanhol (apesar das críticas negativas e do seu sotaque) para o papel. A crítica aplaudiu a sua interpretação e conseguiu a nomeação para o Globo de Ouro. Outros ilustres atores fazem parte do elenco como Pedro Pascal (conhecido em “Guerra dos Tronos“) como Javier Penã um agente da DEA, e Boyd Holbrook (agora será o vilão em Logan) outro agente americano da DEA. Aliás todos os atores deviam estar aqui mencionados devido ao excelente trabalho. O trabalho de campo também está de bater palminhas, devido à minuciosidade o projecto que retratou os mais trágicos acontecimentos com pormenor, apesar de alguns momentos ficcionais.

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O argumento foi bem construído e capacitado de uma autonomia e independência. O telespectador consegue estar atento a todos os pormenores que envolvem as personagens. Durante duas temporadas com 10 episódios de 50 minutos acompanhamos o auge e a queda de Pablo Escobar. A Netflix conseguiu captar toda a atenção com uma história verídica intrigante, com filmagens bem posicionadas, captando bem a essência dos atores.  Com a narração de Boyd Holbrook conseguimos compreender mais facilmente o trama. Esta é uma série obrigatória que nos “prende” do princípio ao fim.