Crítica: Dumbo (2019)

Um recém-nascido elefante com umas grandes orelhas, consegue voar e torna-se uma atracção de circo, no entanto tudo muda quando a sua mãe é levada para longe e assim ele e os seu amigos terão de inverter essa situação.

Título: Dumbo
Ano: 2019
Realização: Tim Burton
Interpretes: Colin Farrell, Michael Keaton, Danny DeVito…
Sinopse: Um recém-nascido elefante com umas grandes orelhas, consegue voar e torna-se uma atracção de circo, no entanto tudo muda quando a sua mãe é levada para longe e assim ele e os seu amigos terão de inverter essa situação.

Durante este ano a Disney anunciou que muitos dos seus clássicos de animação seriam transformados em live-action. Dumbo foi dos primeiros a estrear e com a realização de Tim Burton. Em primeiro lugar, tinha um pouco de receio que Burton cria-se “Dumbo” como as suas criações, mas quando vi o trailer, percebi que o desenho se mantinha muito com o original. Esta obra cinematográfica segue os mesmos traços do filme de animação e ainda bem. A história é triste e de cinco em cinco minutos dá uma forte vontade de deixar cair uma lágrima.

Dumbo” ao contrário de outros filmes que renderam um pouco (mais) de dinheiro à Disney como “Cinderella“, “A Bela e o Monstro” e Maleficent“, não conseguiu manter-se no topo como os melhores live-action. Infelizmente não voou alto, e ficou-se por terra, mesmo apesar das fortes circunstância, seja atores como o realizador. Acredito que as gerações mais antigas vão-se sentir mais nostálgicas com este filme, contudo falta aquele je ne sais quoi da magia Disney. O que mais sentimos ausência é de um argumento bem composto, o diálogo com as personagens é fraco e ficou muito para se resolver. Mas nem tudo é mau, “Dumbo” é um filme mediano que apresenta um cenário belo e Tim Burton foi boa escolha para o efeito, sendo dos realizadores mais criativos, contudo esperava mais envolvimento da parte dele em algumas cenas onde havia mais liberdade para a imaginação.

O que podia torna-se num filme emocionalmente mágico e brilhante, deixou ficar na banalidade e quase no esquecimento, se não fosse o já conhecido clássico. Fica-se apenas por aí  e não oferece nada de espectacular. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.
Walt Disney Studios

Crítica: O Regresso de Mary Poppins

Décadas após a sua visita original, a magica ama volta para ajudar as crianças Banks, e os filhos de Michael nesta difícil fase das suas vidas.

Título: Mary Poppins Returns
Ano: 2018
Realização: Rob Marshall
Interpretes: Emily Blunt, Lin-Manuel Miranda, Ben Whishaw…
Sinopse: Décadas após a sua visita original, a magica ama volta para ajudar as crianças Banks, e os filhos de Michael nesta difícil fase das suas vidas.

O enorme sucesso e clássico da Disney live-action lançou para as luzes da ribalta a atriz Julie Andrews. A história da super-ama que através de um mundo da fantasia ensinava as crianças a sonhar de uma forma educacional. Os efeitos arrojados da altura, estávamos no ano de 1964 conseguiram tornar neste dos melhores filmes musicais de sempre. Para recuperar o sucesso de outros tempos, a Disney voltou a insistir na querida ama. Poppins tem por motivo aparecer nos momentos mais apertados, mas esta nova versão não foi o suficiente para acreditarmos em magia outra vez.

Emily Blunt é a protagonista deste regresso de Mary Poppins, a sua missão é ajudar novamente as crianças Banks, filhos de Michael, a superar um momento difícil de quase perda da casa. Através de música, coreografias animadas e muita cor nos cenários somos transportados para um mundo de sonho e a imaginação que muitas vezes nos esquecemos que existe pois vivemos tão focados num mundo dos adultos e responsabilidades. Este filme é um lembrete a isso, devemos dar-nos a nós próprios a possibilidade de sonhar e acreditar no melhor.

O elenco recria perfeitamente as suas origens. Emily Blunt estudou cuidadosamente a personagem, mas não imita Julie Andrews, conseguiu criar a sua própria versão de Poppins. As crianças do elenco conseguiram apresentar-se ativas e animadas nas filmagens. O que mais se destaca nesta obra cinematográfica é a músicas. O ambiente musical é sincero, emotivo e divertido (dependendo da canção), o que cria um ambiente pacífico. Concluindo é fácil apaixonarmos-nos por este género criativo de filmes, onde a imaginação é o limite. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Vingadores – Endgame

Após os trágicos eventos do filme Vingadores: Infinity War, o universo está arruinado. Com a ajuda dos aliados sobreviventes, os Vingadores juntam-se para mais uma batalha e desfazer as ações de Thanos para assim restaurarem a ordem do universo.

Título: Avengers: Endgame
Ano: 2019
Realização: Anthony Russo, Joe Russo
Interpretes: Brie Larson, Linda Cardellini, Scarlett Johansson…
Sinopse: Após os trágicos eventos do filme Vingadores: Infinity War, o universo está arruinado. Com a ajuda dos aliados sobreviventes, os Vingadores juntam-se para mais uma batalha e desfazer as ações de Thanos para assim restaurarem a ordem do universo.

[ARTIGO SEM SPOILERS]

Chegamos ao fim de mais uma épica saga. Após vinte e dois filmes da MCU, os realizadores Anthony e  Joe Russo culminaram toda a ação num fantástico filme, que termina uma era, mas deixam uma nova começar. Após os eventos do filme anterior, “Vingadores: Guerra do Infinito” (crítica podem ler aqui), o vilão Thanos tornou-se invencível, após dizimar metade da população do universo, para seguir a sua ideologia de poupar em recursos naturais. Os Vingadores com a moral em baixo, pela primeira vez, perderem, procuram agora encontrar a esperança para reverter o que aconteceu e novamente com a ajuda das pedras do infinito, conseguir vingar aqueles que desapareceram.

O projecto desde o início foi ambicioso, juntar em cada filme, uma pista para o próximo, todos interligados como se fosse apenas uma história. Nunca se viu nada assim no cinema. Mas será que os irmãos foram capazes de concretizar o sonho?

O argumento bem pensado, conseguiu interligar todos os pontos deste vasto universo. Os fãs que foram com as expectativas altas para a sala do cinema, saíram com um sorriso nos lábios de orgulho e com a lágrima no canto do olho, por este ser o filme final. Ninguém pensava que em 2008 quando estreou o primeiro filme do Homem de Ferro, o seu sucesso seria tão vasto e grandioso que hoje, passados 11 anos estaríamos a sentir a emoção à flor da pele, devido a estas personagens. Nasceu assim a época dos super-heróis no cinema, pois ninguém até à data dava muito por estes protagonistas da banda desenhada.

Os que sobreviveram do filme passado, vão juntar forças e dar tudo por tudo para destruir Thanos. Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Hulk, Nebula, War Machine, Hawkeye, Captain Marvel e o mais recente Homem-Forminga, que recentemente conseguiu sair do Mundo Quântico. Neste filme não somos absorvidos pelo ritmo frenético do filme anterior. Em “Guerra Infinita” sabíamos que uma guerra estava a acontecer e o nível de ação era elevado. Contudo, aqui, existe mais uma ponderação de acontecimentos. Uma forte inteligência emocional que nos aborda em cada minuto. Várias são as referências apresentadas que deixaram os fãs com o coração aos saltos, um bom truque utilizado pelos irmãos Russo. Neste filme pela primeira vez, sentimos que os super-heróis também são humanos. No sentimento de derrota, perda e dor, acompanhamos todos estes sentimentos. Demónios do passado foram encontrados, mas cada um dos protagonistas conseguiu vencer da melhor maneira.

As três horas de duração não são nada comparadas com a magnitude desta obra cinematográfica. Algo necessário, para o final imponente desta saga, além disso temos um rol diverso de diferentes personagens que de uma forma ou outra conseguiram marcar presença. A narrativa consegue conjugar uma ação fantástica e imponente, o mesmo com os fortes momentos dramáticos e a comédia refrescante e divertida que já nos habituaram. Foram muitos os momentos que nos deu vontade de saltar da cadeira e bater palmas de pé de tão surpreendente que foi.

Respondendo à minha pergunta inicial, sim. Tudo foi superado e surpresas incríveis aconteceram. Gostei todos os momentos e via novamente o filme de seguida. Mesmo apesar de alguns aspectos previsíveis, ficou compensado por outros imprevisíveis. Sobre o final, admito que esperava um pouco mais, mas tornou-se igualmente especial. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Captain Marvel (Capitão Marvel)

Carol Danvers torna-se na heróina mais poderosa da Terra, quando é “apanhada” numa guerra entre diferentes raças da galáxia.

Título: Captain Marvel
Ano: 2019
Realização: Anna Boden, Ryan Fleck
Interpretes: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn…
Sinopse: Carol Danvers torna-se na heróina mais poderosa da Terra, quando é “apanhada” numa guerra entre diferentes raças da galáxia.

A Marvel Studios não desiste e consegue sempre proporcionar um excelente entretenimento com os seus filmes baseados nos super-heróis. “Captain Marvel” era dos filmes mais aguardados, não só por ter uma mulher no protagonismo, mas também porque é das heroínas mais fortes do universo. Neste filme conhecemos as suas origens e também de que forma influenciou a criação do projecto “Avengers” no interior da S.H.I.E.L.D. Ainda com Nick Fury (Samuel L. Jackson) jovem, mas com mente visionária para o futuro. A Marvel Studios joga novamente com estas voltas entre o passado e presente. Na última cena do filme “Avengers: Infinity War” antes de desaparecer Fury utiliza o seu pager para chamar a Captain Marvel, após a forte ameaça ao Planeta Terra. Este filme explica a conexão entre ambos e a história da piloto Carol Denvers (Brie Larson) enquanto tenta compreender quem é na verdade.

Este filme foi dos mais intensos, pois a narrativa mantinha-se sempre um mistério. Não era como os filmes antecessores que compreendíamos imediatamente o que ia acontecer. O argumento não era tão descontraído como outros filmes da Marvel. Por exemplo “Guardiões da Galáxia“, “Ant-Man” ou “Thor: Ragnarok“. Com diálogos mais sérios, mas com uma visão mais determinada e sem distracções. Esta personagem não se deixa abalar, tem força de vontade e ainda via ser uma forte ajuda na luta contra o Thanos no próximo filme que está a chegar. Apesar da lacuna de cenas fantásticas de ação, durante o filme, no final compensa excelentemente com o clímax desta obra cinematográfica. Brie Larson conseguiu estar à altura do destaque da Capitão Marvel. A atriz apresenta a destreza e carisma necessário da personagem. Além disso foi interessante descobrir como muitas das ideias de Nick Fury para o futuro da S.H.I.E.L.D., aconteceram devido ao encontro com Carol Denvers.

Concluindo o futuro da Marvel está em boas mãos e conseguem sempre a aprovação do público que tão bem já nos habituou. Agora esperar por “Avengers: Endgame“. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Aquaman

A narrativa é dos pontos mais interessantes, mas também aquele mais desconcertante. Muitas facilidades para os protagonistas, pouca tirania e uma boa dose de previsibilidade. Faltou um pouco de drama necessário e mais sentimento de dificuldade. Contudo, o realizador James Wan (A Freira Maldita) conhecido maioritariamente por filmes de terror, conseguiu apresentar o maior entretenimento possível.

Depois de filmes pouco rentáveis e consistentes que a DC cinematograficamente propôs, como “Liga da Justiça” e “Superman V Batman: O Despertar da Justiça“. Apenas safou-se “Mulher-Maravilha“, desta maldição de longas-metragens confusas e de má crítica. Depois de conhecermos a personagem Aquaman no filme “Liga da Justiça“, segue-se com um filme próprio e já conseguiu o segundo lugar nos melhores filmes live-action da DC.

Aquaman, ou Arthur Curry (Jason Momoa) é filho de um faroleiro, Tom Curry (Temuera Morrison) e da rainha de Atlântida, Atlanna (Nicole Kidman). Um romance proibido que teve um fim dramático. Ameaçado pelo seu meio irmão, Orm (Patrick Wilson) com uma guerra na superfície, Arthur sente na obrigação confrontar as suas origens e encontrar-se finalmente com o seu irmão. O conflito de Aquaman é evidente. Entre dois mundos totalmente diferentes ele é a ponte entre a paz, o líder nato, mas ainda com receio de exercer o que é seu por direito. Juntamente com Mera (Amber Heard) parte numa jornada na procura do Tridente de Neptuno a arma necessária para conseguir a lealdade do seu povo aquático contra a tirania do meio-irmão. Pelo caminho ainda encontra um antigo inimigo, o renovado Black Manta (Yahya Abdul M… II) que não lhe consegue perdoar.

Este é um novo herói, totalmente reinventado e contemporâneo. Os seus super-poderes são respirar debaixo de água, comunicar com os peixes e super-força. Aquaman apesar de ser dos heróis mais conhecidos das bandas desenhadas, ainda não tinha conseguido um filme próprio. O factor principal seria a dificuldade em recriar vários momentos debaixo de água. Mas com a tecnologia atual de efeitos especiais, tudo é possível. A utilização dos CGI é recorrente durante todo o filme, mas também muito necessária. Estava com um pouco de receio sobre como as cenas aquáticas seriam apresentadas, mas a inovação digital permitiu que tal acontecesse. Apesar das fantásticas cenas de ação que fomentam esta obra cinematográfica, o plot mantém-se uma confusão.

A narrativa é dos pontos mais interessantes, mas também aquele mais desconcertante. Muitas facilidades para os protagonistas, pouca tirania e uma boa dose de previsibilidade. Faltou um pouco de drama necessário e mais sentimento de dificuldade.  Contudo, o realizador James Wan (A Freira Maldita) conhecido maioritariamente por filmes de terror, conseguiu apresentar o maior entretenimento possível. [LER MAIS]

Crítica: Fullmetal Alchemist

Dois irmãos alquimistas estão numa busca da Pedra Filosofal, depois de uma tentativa de ressuscitar a mãe dar absolutamente errada.

Título: Hagane no renkinjutsushi
Ano: 2017
Realização: Fumihiko Sori
Interpretes: Ryôsuke Yamada, Tsubasa Honda, Dean Fujioka…
Sinopse: Dois irmãos alquimistas estão numa busca da Pedra Filosofal, depois de uma tentativa de ressuscitar a mãe dar absolutamente errada.

A Netflix começou a apostar em live-actions de famosos animes. Contudo os fãs ficaram de pé atrás quando a notícia saiu sobre a compra da plataforma dos direitos de Fullmetal Alchemist. Não seria de esperar melhor reacção, afinal depois do flop de Death Note, temia-se o pior. Tal como a animação, a história foca-se em dois irmãos, Ed e Al que ao tentarem dar vida à mãe que morreu, com alquimia, arte que conseguem dominar, sacrificam parte de si. Anos passaram-se desse incidente e agora tentam recuperar a Pedra Filosofal para restaurar o que outrora foi deles.

A nível visual este filme surpreende bastante. As personagens são idênticas à animação e mesmo os gestos completam-se. Mesmo algumas cenas, apresentam-se com a personalidade digna de anime. O enredo abrange parte dos primeiros episódios da obra criada por Hiromu Arakawa. Contudo existem alguns aspectos que alteraram e não favoreceu esta obra cinematográfica. Aqui atribuo os pontos negativos, tornou a história confusa e sem carisma. Deviam aproveitar e dividir este filme em duas partes ou três. Rentabilizavam melhor esta fantástica história e conseguiam mais qualidade. Já que só faltava um argumento mais forte, pois o aspecto visual estava todo lá.

O filme consegue bem deambular entre a comédia e o drama. A ação e o mistério da intriga. Os produtores conseguiram bem delinear a linha entre a animação e o verosímil para a realidade. Concluindo este é um filme fiel ao original que só peca por tramas paralelos que não interessam ao desenvolvimento da história e com discursos extensos com longas explicações teatrais. Fora isso, “FullMetal Alchemist” apresenta-se como satisfatório, para os fãs que já conheciam o anime. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Harry Potter e o Cálice de Fogo

O jovem feiticeiro encontra-se numa situação complicada sem voltar a dar. Harry Potter foi escolhido pelo cálice para representar-se no Torneio dos Três Feiticeiros que junta duas novas escolas em Hogwarts. Além disso terá de lidar com uma série de pesadelos que o atormentam.

Título: Harry Potter and the Goblet of Fire
Ano: 2005
Realização: Mike Newell
Interpretes: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint…
Sinopse: O jovem feiticeiro encontra-se numa situação complicada sem voltar a dar. Harry Potter foi escolhido pelo cálice para representar-se no Torneio dos Três Feiticeiros que junta duas novas escolas em Hogwarts. Além disso terá de lidar com uma série de pesadelos que o atormentam.

O quarto ano na escola de Hogwarts é novamente um problema para Harry Potter. A sua vida corre perigo quando foi seleccionado para  competir do Torneiro Três Feiticeiros. A partir deste filme a narrativa também muda de rumo e tudo fica mais obscuramente incerto. Neste filme Voldemort reaparece e com um certo apetite por vingança. Terminou o foco infantil e agora Harry, Ron e Hermione são catapultados para a idade adulta. Este é dos livros mais adorados e o motivo é simples, são apresentados seres do mundo da magia que não são nada amigáveis, como dragões cuspidores de fogo e criaturas marítimas e mais importante o regresso do vilão. “Aquele cujo nome não deve ser pronunciado” renasce e a cereja no topo do bolo é acrescentada. Agora tudo se complica no mundo da feitiçaria.

Apesar de algumas (muitas) omissões do realizador Mike Newell do livro para o filme, este conseguiu bem consciencializar o perigo iminente das personagens nesta narrativa. Além disso é também neste ano que começam as primeiras paixões da adolescência e acréscimo das responsabilidades.  “Harry Potter e o Cálice de Fogo” conseguiu ser um filme bastante divertido, Newell teve essa preocupação, mas também teve o seu q.b. de sinistro.

Quanto ao elenco é composto por excelentes atores britânicos, que já conhecíamos dos filmes anteriores. Apenas acrescem Brendan Gleeson, como Mad Eye Moody e Ralph Fiennes como Lord Voldemort. A sua interpretação foi tão fria e cruel como a própria personagem e já não conseguimos ver mais ninguém com este papel.

Concluindo este é um filme que satisfaz. Tudo encontra-se em sintonia, som, fotografia, elenco, argumento…O que talvez seria complicado em transcender para o grande ecrã, tornou-se numa missão possível graças a Newell e a toda a equipa de produção. Este foi dos meus livros favoritos e talvez o filme que mais vezes assisti. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Este é terceiro ano de Harry em Hogwarts. Não tem apenas um novo professor de Magia Contra As Artes das Trevas, como também está a melhorar. O terrível prisioneiro de Azkaban Sirius Black fugiu da prisão e está à procura de Harry.

Título: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Ano: 2004
Realização: Alfonso Cuarón
Interpretes: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint..
Sinopse: Este é terceiro ano de Harry em Hogwarts. Não tem apenas um novo professor de Magia Contra As Artes das Trevas, como também está a melhorar. O terrível prisioneiro de Azkaban Sirius Black fugiu da prisão e está à procura de Harry.

Na altura não foi dos meus filmes favoritos. O aumento da tensão e o aparecimento de personagens mais assustadoras, ditou a minha opinião sobre este filme. Contudo agora com uma maior maturidade, consigo dar o braço a torcer. “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” é um bom filme.

Neste terceiro ano em Howarts, Harry Potter e os amigos, além da preocupação das aulas como Defesa contra a artes negras, Adivinhação e Criaturas Mágicas, tem outros receios. O facto de se sentir fraco sempre que um Dementor aproxima-se dele e a fuga de Sirius Black da prisão de alta segurança, Azkaban, preocupam Harry Potter. Hogwarts deixou de ser segura e Harry terá de aprender a defender-se. Com a ajuda de Ron e Hermione, percebem que existe mais verdade para além da que lhe contam.

Neste livro/ filme os protagonistas crescem. A narrativa adensa-se e temas mais sérios são retratados, como a perda precoce dos pais, o sentimento de perda e a chegada da adolescência. A inocência de criança perde-se a a escuridão começa a chegar e cada vez mais sem avisar. Para abordar estes temas mais obscuros o realizador escolhido foi Alfonso Cuarón. Apresentou um à vontade com estas figuras mais dark e realizou aquele que é dos filmes mais bonito esteticamente. Os planos alargados das paisagens foi dos aspectos positivos para melhor conhecermos este mundo magico. O que apontava para melhorar seria os fade-outs desnecessários. A fotografia deste filme é mesmo a melhor. Cuarón conseguiu criar cenas escuras com cores derivadas do preto e cinzento, mas superou-se nas duas situações novidade nesta longa-metragem: os dementores e o Patronus. A escuridão e a luz que não funcionam uma sem a outra. A cena da viagem no tempo também conseguiu uma prova superada.

Três fortes novas aquisições ao elenco foram adicionadas. A ator Michael Gambon que substitui o falecido Richard Harris como Professor Dumbledor. Emma Thompson excêntrica e muito própria como Professora Trelawney e Gary Oldman como Sirius Black. Concluindo “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” é um filme intenso e dos melhores da saga. Apesar de alguns planos desnecessários, conseguiu superar os seus antecessores. Não devido a factores técnicos, mas porque neste a narrativa se torna mais interessante, obscura e misteriosa. Pois nem tudo no mundo da magia são fadas e unicórnios. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Harry Potter e a Câmara dos Segredos

Uma profecia antiga começa a tornar-se realidade quando uma misteriosa presença começa a percorrer os corredores da escola de magia, deixando as suas vítimas paralisadas.

Título: Harry Potter and the Chamber of Secrets
Ano: 2002
Realização: Chris Colombus
Interpretes: Daniel Radcliffe, Rupert Grint,Emma Watson…
Sinopse: Uma profecia antiga começa a tornar-se realidade quando uma misteriosa presença começa a percorrer os corredores da escola de magia, deixando as suas vítimas paralisadas.

O segundo filme do feiticeiro Harry Potter foi tal como o primeiro dirigido por Chris Columbus. Não houve muito espaço entre filmes, pois foram gravados de seguida, o que possibilitou aos atores não crescerem imediatamente. Nesta obra baseada no sucesso literário de J.K. Rowling, conhecemos um novo mal que assombra o castelo de Hogwarts. Segundo a lenda acredita-se que existe um terrível monstro à solta, deixado por Salazar Slytherin, um dos fundadores da escola, com o objectivo de destruir os feiticeiros que não são puros. Harry Potter torna-se novamente o centro das atenções, quando se descobre que sabe falar serpentês, algo que não é muito bem visto no mundo dos feiticeiros.

Este era o livro mais pequeno da saga. Daí conseguiu completar-se bastante bem no filme. Apesar de certas referências não estarem evidenciadas, o resultado final conseguiu ser uma produção bem fundamentada e com efeitos visuais bastante positivos. Lembram-se da cena do carro voador? O elenco mais jovem consegue um à vontade maior nas câmaras o que possibilita uma internação melhorada com as suas personagens. Este filme também é memorável por foi o último do ator Richard Harris que interpretou Dumbledore.

Concluindo neste filme uma evolução é apresentada. Este foi o último realizado por Chris Columbus, mas devo dizer que teve a ousadia necessária para começar a dirigir estes filmes baseados no sucesso literário. “Harry Potter e a Câmara dos Segredos” é um filme passivo, mas que consegue juntar bem a ação juvenil, comédia e mistério. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Um rapaz orfão descobre que é aceite numa Escola de Magia e Feitiçaria, onde descobre a verdade sobre si, a sua família e o terrível mal que ameaça este mundo de Feitiçaria.Depois de livros de sucesso, chegou a ideia de tornar a magia literária em filmes

Título: Harry Potter and the Sorcerer’s StoneAno: 2001Realização: Chris ColumbusInterpretes: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Richard Harris…

Sinopse: Um rapaz orfão descobre que é aceite numa Escola de Magia e Feitiçaria, onde descobre a verdade sobre si, a sua família e o terrível mal que ameaça este mundo de Feitiçaria.Depois de livros de sucesso, chegou a ideia de tornar a magia literária em filmes. No primeiro filme do feiticeiro Harry Potter, realizado por Chris Columbus, acompanhamos o início desta fantástica história. Os atores ainda crianças evoluíram e cresceram com estes oitos filmes que prolongaram as suas personagens. Para um primeiro filme e ainda sem muitos recursos financeiros, o filme apresenta-se com excelente qualidade e com consideração ao elenco infantil que nunca tinha representado, excepto em pequenos papéis, mas nada de muito relevante. Algo que se tornou bastante positivo e rentável para a continuação de mais filmes de “Harry Potter” foi o facto de a obra cinematográfica seguir linearmente a narrativa apresentada nos livros. Fiel ao original e consequentemente criou uma agrado aos fãs que ansiosamente já tinham lido os livros e esperavam o mesmo efeito no cinema. Apesar do seu enredo cativante, este normalmente é o filme mais evitado pelo público mais adulto. Talvez ainda pela inocência dos protagonistas e a falta de mais magia negra, afugenta os crescidos. Mas verdade seja dita, este foi um excelente início de aventura. Pode ser o menos sentimental e sombrio de todos, mas seria bastante arriscado começar por algo tão bruto assim, afinal o público-alvo eram crianças. Crianças que iam crescer com “Harry Potter” e consequentemente reflectirem sobre os seus problemas nesta personagem que também avançava para a adolescência e idade adulta. E essa evolução em acompanhada de filme para filme. Chris Columbus conseguiu suportar plenamente o seu papel de realizador neste filme produzido pela Warner Bros. Os seus planos bem conseguidos como o duelo de xadrez dos feiticeiros, o jogo de Quiddich e mesmo algumas ilusões deste mundo de magia. Os efeitos visuais são satisfatórios e bem construídos. A banda sonora não podia estar melhor entregue do que John Williams. O jovem elenco principal composto por Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson conseguiu surpreender pelo seu talento e determinação. A acompanha-los está um forte elenco adulto como Alan Rickman e Maggie Smith. Para terminar “A Pedra Filosofal” foi um forte começo de saga que conseguiu suportar subtilmente mais sete filmes e que hoje em dia recebe críticas agradáveis nesta indústria do cinema. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.