Tomb Raider

Lara Croft a filha corajosa e independente de um aventureiro desaparecido terá de ir aos limites quando descobre a ilha onde o seu pai desapareceu.

Título: Tomb Raider
Ano: 2018
Realização: Roar Uthaug
Interpretes: Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins…
Sinopse: Lara Croft a filha corajosa e independente de um aventureiro desaparecido terá de ir aos limites quando descobre a ilha onde o seu pai desapareceu.

Do jogo para o grande ecrã. Apesar de já ter merecido uma adaptação cinematográfica, interpretada por Angelina Jolie, esse nunca foi um bom filme. Lara Croft a protagonista dos videojogos Tomb Raider, merecia algo melhor. Depois da nova actualização do jogo, Alicia Vikander foi a escolhida para interpretar a jovem aventureira. Um filme que prometia astúcia e determinação feminina, tornou-se numa longa-metragem morna e sem chama.

A narrativa apresenta um esforço mínimo de sucesso. Um pouco desleixada e com personagens pouco memoráveis. Este filme prolonga-se numa história maçadora e sem grandes expectativas. Quando o filme começou a melhorar e a cortar na lamechiche desnecessária foi quando já estava a terminar. O final foi mesmo a pedir por mais . Acredito que esta só tenha sido a apresentação da personagem, que ainda não recebe o nome de valente “Tomb Raider“.

Alicia Vikander como protagonista já teve melhor dias, mas apesar de apresentar uma preparação física, não apresenta uma preparação emocional. O problema foi da forma como caracterizaram esta corajosa personagem, que neste filme ainda é uma aprendiz. O argumento está minado de serões desnecessários e foco para o crescimento das personagens. Falta mais astúcia da personagem e mais relevo em algumas cenas de ação. Pouco acabamos de perceber sobre o backgroud de Lara Croft, de como vivia durante aqueles tempos que o pai estava desaparecido. Ficou só o vislumbre de uma personagem forte feminina que ainda tem muito para oferecer. O final ficou em aberto e espera-se algo mais do que cenas com efeitos especiais. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: A Lenda do Dragão

As aventuras de um menino orfão, chamado de Pete e do seu melhor amigo Elliot, um dragão.

Título: Pete’s Dragon
Ano: 2016
Realização: David Lowery
Interpretes: Bryce Dallas Howard, Robert Redford, Oakes Fegley..
Sinopse: As aventuras de um menino orfão, chamado de Pete e do seu melhor amigo Elliot, um dragão.

A Disney decidiu voltar a adaptar ao cinema o filme sobre um menino e o seu melhor amigo, um dragão. Neste filme de fantasia e ação e muito familiar, somos sensibilizados pela história de Pete. Um menino que ficou orfão muito cedo, e resultado de um acidente de viação fiou sozinho na floresta. Desorientado e perdido encontrou a companhia perfeita num dragão que vivia escondido na árvores. O filme original de 1977 foi adaptado aos tempos modernos com a ajuda do CGI, é possível efeitos bastante verídicos. No original o dragão era em versão animada de desenho e a história era ligeiramente diferente, mas o conteúdo mantém-se genuíno e muito ternurento sobre uma forte amizade invulgar.

Realizado por David Lowery, são apresentados valores necessários e imprescindíveis para a vida. Os laços que se criam, mesmo não sendo de sangue são igualmente inquebráveis. Uma obra de fantasia, criativa e que nos aquece o coração com a sensibilidade apresentada. Apesar de previsível é inocente e confiável a narrativa. Os jovens atores, são ainda pequenos em tamanho, mas grandes em talento pois conseguiram manter-se fiéis às suas personagens.

Concluindo, “A Lenda do Dragão” é um filme mediano, mas foi acarinhado pela crítica devido ao sentimentalismo que apresenta. A banda sonora junta-se aos momentos dramáticos e extasiastes da obra o que proporciona um resultado fiável. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 4 out of 5.

Crítica: Han Solo: Uma História de Star Wars

Durante uma aventura no mundo criminal intergaláctico, Han Solo conhece o seu futuro co-piloto Chewbacca e o seu colega Lando Calrissian, anos antes da guerra dos rebeldes.

Título: Solo: A Star Wars Story
Ano: 2018
Realização: Ron Howard
Interpretes: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke….
Sinopse: Durante uma aventura no mundo criminal intergaláctico, Han Solo conhece o seu futuro co-piloto Chewbacca e o seu colega Lando Calrissian, anos antes da guerra dos rebeldes.

A Disney “espreme” ao máximo todo o conteúdo relacionado com “Star Wars” desde que conseguiu os direitos da saga. Contudo nem tudo que vem à rede é peixe. “Han Solo: Uma História de Star Wars” é um filme descartável onde nada acontece, mas mesmo assim consegue demorar mais de 2 horas o filme.

Sejamos francos, o interessa mesmo nas personagens criadas por George Lucas, não é a sua individualidade, mas sim o grupo completo. O trio inicial: Luke, Leia e Han Solo foram a essência do filme. Uma grande história que conseguiu ter sucesso devido ao conjunto destas personagens. Neste mais recente filme, resgataram a história de Han Solo e ofereceram um novo contorno. O público descobre como o piloto conheceu o seu fiel companheiro Chewbacca, como começou os atritos de amigo/inimigo com Lando e como conseguiu o Millenium Falcon. Fora isso nada de novo ou interessante é apresentado nesta obra cinematográfica. Muitas cenas perdidas entre ataques e tiros de raios laser que preenchem o filme, mas sem desenvolvimento para as personagens.

O ator Alden Ehrenreich não esteve nada mal como versão mais jovem de Harrison Ford. Consegui notar algum estudo por parte de Ehrenreich na concepção desta personagem. Tem o estilo descontraído, o ar malandro e o sonho de ser piloto. Fugiu da sua terra natal para uma vida melhor, mas só mesmo como vigarista conseguiu o reconhecimento que tanto queria. O elenco podia ser melhor aproveitado com nomes como Woody Harrelson, Emilia Clarke e Thandie Newton (que não teve o destaque que merecia).

Esta obra cinematográfica é vazia de conteúdo relevante, e apesar de tentar surpreender no final não tem o impacto que esperava  e deixa muitas pontas soltas para a sua conclusão. Num filme que foi escrito várias vezes, é notório muitos erros de concordância. Ron Howard, realizador de filmes como “Uma Mente Brilhante“, “Anjos e Demónios“, “Apollo 13“, tentou focar-se nas paisagens com cores quentes dos planetas e nas perseguições loucas, muito bem filmadas. Depois disto tudo o ponto negativo é atribuído só ao argumento que não conseguiu delinear o melhor para esta história de Star Wars. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Juntos Para Sempre

Um cão procura pelo seu propósito na vida, enquanto nasce várias vezes e com diferentes donos.

Título: A Dog’s Purpose
Ano: 2017
Realização: Lasse Hallström
Interpretes: Josh Gad, Dennis Quaid, Peggy Lipton…
Sinopse: Um cão procura pelo seu propósito na vida, enquanto nasce várias vezes e com diferentes donos.

Filmes com animais emocionam-me sempre. Não existe volta a dar. “Juntos para Sempre” não foi excepção, passados cinco minutos de começar, lá estava eu de lágrima no olho. Acho que passei todo o filme assim. De lágrima no olho.

Esta é a história de um cão que procura o seu verdadeiro dever na Terra. Porque nascemos? Deve existir algum propósito, certo? Essa busca vai levar o nosso protagonista por várias vidas, donos e desafios diferentes na procura sobre o que é certo. O destaque aqui é mesmo para os animais.

Apesar da polémica de maus tratos, durante as filmagens deste filme. Existe um vídeo a provar, a recusa e o medo de um cão pastor alemão para o salto numa piscina com água agitada, e a ser obrigado pelo treinador a fazer a cena. Tal assunto foi comentado como razão para o boicote ao filme.  Não sei como ficou esta situação, mas evidentemente que se estamos a produzir um filme com animais, devemos promover o carinho pelos bichos de estimação, e apelar à sua proteção. E não ao contrário. Infelizmente muitos animais, seja cães, gatos, e outros são vítimas de maus tratos pelos donos e devemos estar atentos a essas situações. “Juntos para Sempre” devia sensibilizar para essa realidade atual.

Continuando a comentar o filme, esta é uma narrativa familiar. A história é bastante simples e foca-se no mamífero de quatro patas, representado por várias formas diferentes. Um filme para adultos e crianças que faz rir, mas ainda tem algum drama. Concluindo é um filme feliz. Pode não acrescentar nada de novo, mas é uma boa influência, principalmente para quem gosta de animais. Aliás foi engraçado em algumas situações, perceber como os cães pensam. Concluindo este é um filme simples, mas descontraído. Vale a pena se procuramos algo assim para assim. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Paddington 2

Paddington agora feliz na sua habitação com os Brown é um membro popular da comunidade, tenta vários empregos para conseguir oferecer à Tia Lucy o presente perfeito para o seu 100 aniversário, só que o presente foi roubado.

Título: Paddington 2
Ano: 2017
Realização: Paul King
Interpretes: Ben Whishaw, Hugh Grant, Hugh Bonneville…
Sinopse: Paddington agora feliz na sua habitação com os Brown é um membro popular da comunidade, tenta vários empregos para conseguir oferecer à Tia Lucy o presente perfeito para o seu 100 aniversário, só que o presente foi roubado.

Depois de um primeiro filme bem idealizado, chega a sequela do ursinho mais fofo de Londres. Depois de ser um exemplo e um elemento querido na comunidade, Paddington decide procurar trabalho para comprar a prenda perfeita para a tia Lucy que está quase a comemorar o seu centésimo aniversário. Um livro pop-up com ilustrações londrinas parece-lhe a escolha acertada da loja de antiguidades. Contudo quando o livro é roubado da loja, Paddington é o único que a polícia suspeita e terá de cumprir pena de prisão. Seguindo o lema sê bom e educado para toda a gente, o protagonista que adora marmelada vai fazer amigos para a vida enquanto isso a família Brown não desiste de procurar o verdadeiro culpado.

Paddington 2 é mesmo um filme que aquece o coração e aconselho vivamente para toda a família. Impossível não gostarmos do protagonista. Com momentos bastante divertidos que nos vão fazer rir, somos abordados por mais aventuras deste querido ursinho. Com algum drama puro e inocente à mistura, tornam deste filme uma surpresa em cada momento. Para completa esta obra cinematográfica somos invadidos por um positivismo de cor e uma filmografia bem conseguida. As cores vividas alegram o panorama cinematográfico. O que mais surpreende é também os efeitos visuais que completam esta longa-metragem. O realismo de muitas cenas é impressionante.

O elenco é forte e reconhecemos vários atores que fazem parte. Ben Whishaw (O Perfume) dá a voz a Paddington, Sally Hawkins (A Forma da Água), Hugh Bonneville (Downton Abbey), Julie Walters (Harry Potter), Brendan Gleeson (Harry Potter) e Hugh Grant que desempenhou um papel bastante peculiar. Paddington continua a ser um bom exemplo de cinema europeu, muito bem idealizado e torna-se aconselhável para todas as idades. Quem não viu tem de ver. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Ready Player One – Jogador 1

Quando o criador de um mundo virtual, chamado de OASIS, morre, ele lança um vídeo onde convida todos os usuários do jogo a encontrar os Easter Eggs escondidos, e quem conseguir recebe a sua fortuna.

Título: Ready Player One
Ano: 2018
Realização: Steven Spielberg
Interpretes: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn…
Sinopse: Quando o criador de um mundo virtual, chamado de OASIS, morre, ele lança um vídeo onde convida todos os usuários do jogo a encontrar os Easter Eggs escondidos, e quem conseguir recebe a sua fortuna.

Ready Player One” é um dos filmes de destaque deste ano, e facilmente percebemos porquê. Qualquer pessoa a um certo momento do filme consegue identificar-se com as várias referências apresentadas. A cultura pop muito bem evidenciada, com memórias que facilmente nos transportam para a nossa infância/adolescência. Referências a filmes, séries, jogos e à cultura japonesa são abordados de forma carismática e muito divertida, dificilmente queremos perder um segundo desta obra cinematográfica.

Estamos no ano de 2045, um mundo degradado e quase perdido. A Humanidade incapaz de enfrentar a realidade, torna-se submissa do mundo virtual. Moldando o realismo com os seus gostos da forma que lhe convém. Enclausurados num novo mundo mutante, uma escapatória para os problemas do quotidiano. O protagonista é Wade Watts (Tye Sheridan) um jovem orfão, que vive com a tia e o namorado, na sua vida real. Mas o mundo ficcional é bem mais interessante. Com um novo nome, visual renovado e um carro fixe igual ao DeLorean do filme “Back to the Future” joga todos os dias neste videojogo, chamado de OASIS, criado por James Halliday. De facto Watts é um curioso estudante da vida e obra desta mente brilhante. Halliday que faleceu há uns anos, anunciou que iria deixar toda a sua fortuna e direitos do OASIS à primeira pessoa que conseguir encontrar os escondidos “Easter Eggs”, presentes no jogo. Uma verdadeira caça ao tesouro, onde todos tem a ambição de participar e tornarem-se vencedores do concurso, incluindo Wade Watts.

O jovem elenco conseguiu portar-se à altura deste grandioso projecto. Algumas caras já reconhecidas como Tye Sheridan (X-Men Apocalipse), Olivia Cook (Bates Motel) e Lena Waithe (The Masters of None). O visual da personagem de Lena, assemelha-se muito ao de Will Smith na série “The Fresh Prince of Bel-Air“, uma série de culto dos anos 90. O vilão da narrativa, interpretado por Ben Mendelsohn, foi a personagem com desenvolvimento mais baixo. Um pouco superficial e com atitudes mimadas, que desvalorizaram o seu desempenho. O mesmo aplicou-se para a sua funcionária, uma personagem descartável que nenhum progresso evidenciou no filme.

A realização de Steven Spielberg apresenta-se sublime como sempre. Clara, precisa, sem falhas e com trechos necessários para avançarmos na história. Não existem momentos perdidos, contudo, algumas situações mereciam ser explicadas para compreendermos melhor o contexto deste futuro. A Humanidade deixou-se ficar no caos devido ao abuso dos videojogos?

O recurso aos efeitos visuais foi necessário, mas bem editado. A realidade e o mundo virtual bem diferenciados mas com espaços de tempo necessários a cada um. Os CGI estão bem delineados e conseguem transportar o público para aquele universo inventado, cheio de cor e magia. Das melhores qualidades do filme. O mesmo aplica-se à banda sonora de Alan Silvestri, que solidifica com mais precisão e sincroniza os momentos evidenciados pelos protagonistas.

Baseado no livro de Ernest Cline, consigo apenas evidenciar o que vi no filme e não o que está presente no na obra literária. Contudo este tornou-se um filme que excede as expectativas e que nos ilude com bons anos de entretenimento que é o caso dos 80 e 90, com várias referências que todos nós conhecemos. Não duvido que daqui a uns anos “Ready Player One” possa tornar-se num filme de culto, tal como aqueles comentados neste filme. Entretanto, deixo o meu agrado com esta longa-metragem que além de tudo transmite uma sábia mensagem. Devemos aproveitar ao máximo a nossa verdadeira realidade, mas por vezes um escape é necessário. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

Rating: 4 out of 5.

Crítica: Maze Runner – A Cura Mortal

O jovem herói Thomas, embarca numa missão para conseguir descobrir a cura da fatal doença conhecida como “The Flare”.

Titulo: Maze Runner: The Death Cure
Ano: 2018
Realização: Wes Ball
Interpretes: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario…
Sinopse: O jovem herói Thomas, embarca numa missão para conseguir descobrir a cura da fatal doença conhecida como “The Flare“.

A saga cinematográfica juvenil “Maze Runner” chega ao fim com este terceiro filme. Thomas (Dylan O’Brien) é o protagonista, depois de ser o único audaz a desafiar o labirinto no primeiro filme, juntamente com o seu grupo composto por Minho, Newt e Frypan que descobrem outras civilizações e grupos de sobreviventes. Também desvendam os motivos da WCKD que travam por qualquer custo descobrir a cura da terrível doença que afecta a Humanidade. Depois da traição de Teresa, este filme começa onde o outro terminou, no resgate de Minho e a procura de uma cura cada vez mais próxima. Aconselho a um visualização dos filmes anteriores para uma percepção melhor desta conclusão.

Apesar de não ter lido os livros, compreendo que existam algumas falhas neste filme. Por exemplo a personagem Lawrence não recebeu mérito algum, tão depressa apareceu, como desapareceu. Contudo acredito que nos livros merecesse mais relevo.

Este drama juvenil sobre um mundo apocalíptico, conseguiu terminar com um final digno e inesperado. O melhor do filme sem dúvida. Esta obra cinematográfica conseguiu apresentar bons momentos de ação, onde fortes valores como a amizade, e perseverança são evidenciados. Os efeitos especiais, também não desiludem e existe uma evolução notória das personagens.

Maze Runner: A Cura Mortal” portou-se satisfatoriamente bem e consegue manter-se ao mesmo nível dos seus antecessores. Não traz nada de novo para as sagas juvenis, mas apresenta uma envolvente mais adulta. Contudo apresenta traços muito idênticos a outras obras cinematográficas do género como “Hunger Games” e “Divergente“, um grupo de adolescente que contraria as oposições e regras dos adultos. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.

Crítica: Assassin’s Creed

Callum Lynch explora as memórias do seu antepassado, Aguilar de Nerha e consegue as suas habilidades de Mestre Assassin, antes de assumir a sociedade secreta

Título: Assassin’s Creed
Ano: 2016
Realização: Justin Kurzel
Interpretes: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons…
Sinopse: Callum Lynch explora as memórias do seu antepassado, Aguilar de Nerha e consegue as suas habilidades de Mestre Assassin, antes de assumir a sociedade secreta.

Baseado no videojogo de sucesso com o mesmo nome, Assassin’s Creed explora duas vidas: a presente e a passada da mesma pessoa. Após vários jogos de sucesso e ainda a sair mais, o franchise é dos mais requisitados pelos gamers. Desde o passado da França, à revolução industrial, até à Roma medieval. O passado da História descrito num só jogo onde somos uma personagem ágil e forte que salta de edifício em edifício à procura da resolução dos mistérios do que já aconteceu. Descrevo esta crítica apenas como audiência do filme e não do jogo. Nunca experimentei o videojogo Assassin’s Creed, por isso só posso comentar pela minha experiência.

As expectativas estavam bastante altas para esta produção. Afinal, depois do jogo de sucesso, só faltava o filme de sucesso e ainda por cima protagonizado por Michael Fassbender. Contudo após a estreia, esta obra cinematográfica apenas se manteve como mediana. Não foi satisfatória, mas cumpria o mínimo dos mínimos pedidos, mas fora isso não acrescentava nada de novo.

No argumento são notórias várias falhas nos diálogos. Muitas pontas soltas sem expectativas de ser explicadas. Ora bem, para um amador dos jogos de Assassin’s Creed como eu, foi difícil acompanhar as regras que seguiam e os nomes técnicos que iam surgindo. Caí um pouco de para-quedas, e acredito que muitos se sentiram assim como eu, e daí a baixa pontuação. Valeu ao filme os excelentes cenários entre o passado e presente e as cenas de luta bem sincronizadas e coreografadas. O enredo é um pouco vago e tal como a personagem principal, Callum Lynch, sentimo-nos também perdidos. Até compreendo que seja complicado explicar todos os aspectos num filme apenas, mas esperava uma história mais completa.

Quanto ao elenco, mesmo com nomes bastante reconhecidos como Michael Fassbender, Marion Cotillard e Jeremy Irons, apresentam-se um pouco tensos relativamente às suas personagens. O melhor foi mesmo as viagens ao passado que mantinha uma narrativa mais interessante do que o mundo danificado que vivam no presente. Concluindo “Assassin’s Creed” é um filme mediano, sem complementos adicionais, mas pode tornar-se numa obra cansativa para quem não noções básicas (pelo menos) da sua envolvente. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

Rating: 4 out of 5.

Crítica: Kingsman: O Círculo Dourado

Quando o seu quartel é destruído, a viagem dos Kingsman levam-nos até aos Estados Unidos, onde descobrem uma nova organização. Estas duas agências secretas de elite tem de se juntar para eliminar um inimigo em comum.

Título: Kingsman: The Golden Circle
Ano: 2017
Realização: Matthew Vaughn
Interpretes: Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong…
Sinopse: Quando o seu quartel é destruído, a viagem dos Kingsman levam-nos até aos Estados Unidos, onde descobrem uma nova organização. Estas duas agências secretas de elite tem de se juntar para eliminar um inimigo em comum.

Os espiões mais cavalheiros de Londres voltaram para um segundo filme. A continuação de “Kingsman” segue com uma reviravolta surpreendente, da qual não concordo nada. Mas sem dúvida que esta saga não tem medo de avançar e talvez por isso consiga distanciar-se dos outros filmes de espionagem. O final da agência britânica trouxe graves percussões, quando um novo vilão surge. Os “Kingsman” terão de pedir ajuda aos “Statesman” nos Estados Unidos da América para juntos derrotarem um mal maior. A narrativa consegue ainda surpreender, a vilã Poppy (Julianne Moore) não consegue ser tão excepcional como a personagem de Samuel L. Jackson, mas apresenta um carisma especial só dela. Louca e descabida é possível amá-la e odiá-la ao mesmo tempo. Outras novas personagens surgem é o caso de Tequilla (Channing Tatum), Ginger (Halle Berry), Whiskey (Pedro Pascal) e Champ (Jeff Bridges). Os atores conseguiram criar um desenvolvimento entusiasmante às suas personagens.

Para quem viu o filme anterior, sabe que Harry, personagem de Colin Firth foi assassinada, durante o terrível assalto à igreja no filme anterior. Contudo nesta continuação ele volta para ser o tutor de Egsy. Isso tudo será explicado durante o filme. Ação com requinte, drama e comédia é tudo esperado para “Kingsman: O Círculo Dourado“. Admito que gostei mais do primeiro filme, mas este consegue seguir um fluxo narrativo consistente e surpreendente. Não desilude. Pode ser esperado mais missões secretas, perseguições de tiros e engenhocas loucas. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.

Crítica: Piratas das Caraíbas – Homens Mortos Não Contam Histórias

O Capitão Jack Sparrow procura o Tridente de Poseídon, enquanto está a ser perseguido por um navio com um pirata e tripulantes mortos.

Título: Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales
Ano: 2017
Realização: Joachim Rønning, Espen Sandberg
Interpretes: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Javier Bardem …
Sinopse: O Capitão Jack Sparrow procura o Tridente de Poseídon, enquanto está a ser perseguido por um navio com um pirata e tripulantes mortos.

Johnny Depp é a estrela da Disney com a sua interpretação inigualável do Capitão Jack Sparrow. Neste quinto filme da saga Piratas das Caraíbas, passaram-se anos desde a última aventura. Um novo vilão surge nas águas misteriosas. O capitão Salazar do navio dos mortos tem uma dívida de vingança com Sparrow. O único que o manteve prisioneiro numa terrível maldição. Contudo a busca do protagonista, juntamente com Henry Turner, filho de Will, Carina Smyth, uma jovem acusada de bruxaria e o Capitão Barbossa, que procuram o Tridente de Poseídon, a arma poderosa dos mares, capaz de terminar com qualquer maldição. A narrativa até está interessante e ainda consegue surpreender. O passado de alguns é explorado e ainda revemos antigas personagens.

O elenco é forte e fiel à sua personagem. Gostei de Javier Bardem como vilão, o temível Salazar. Toda a sua maldade é transmitida para esta personagem que só pela caracterização, aterroriza. A narrativa apresenta algumas falhas de situações previsíveis que podiam ser evitadas, contudo consegue colmatar essa distracção com momentos de humor, maioritariamente protagonizadas por Depp. Relativamente aos efeitos especiais estão bem vincados neste filme. Cores vibrantes que iluminam o ecrã. Nesse aspecto a Disney não desilude. Este filme deixa no ar a dúvida será que vai ter continuação. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3 out of 5.