Diary

O meu pai

Acho que posso mesmo afirmar que sou igual ao meu pai no que respeita ao vício pela televisão. Com sete ou oito anos tivemos a nossa primeira televisão. Achava o meu pai um génio quando sincronizava os canais, mexia ali nos botões com um empenho quando só aparecia formigueiro. Na altura só havia quatro canais. Lembro-me de que à noite, no quarto, não perdíamos um episódio da telenovela do momento brasileira, transmitida na SIC. Era um momento só nosso. Ainda nesse tempo, de manhã ao fim-de-semana levantava-me às 7 horas para ver os desenhos animados. Mesmo sob protesto dos meus pais. O Bueréré era o meu favorito. Mas mais tarde chegou o Mix&Max, Batatoom e Um Dó Li Tá (acho que era assim, transmitido na RTP2) e por aí fora. Sempre fui apaixonada pela televisão.

Hoje em dia meu pai ainda adora passar o seu tempo à frente da caixinha mágica quando chega a casa. Vê as novelas quase todas, pois está quase sempre a fazer zapping, é um desassossego. Então se for reality-shows e notícias não arreda o pé da frente da televisão.

Sobre mim, deixei as telenovelas e já não aprecio em nada a televisão portuguesa. Mas continua o gosto pelas séries de televisão e filmes que agora com mais facilidade vejo na Netflix. Os tempos podem ter mudado, mas a paixão fica. À noite o meu já sabe que não vou dormir sem ver um episódio de uma série, do qual ele apelida de um nome só dele. Obrigado pai pela partilha por estes momentos e um Feliz Aniversário

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